Captura de tela inteira 200613 192412.bmpUma visita ao site http://hemerotecadigital.bn.br/ maravilhoso acervo de jornais com sua história e importância no Brasil em seu período. É a história de imprensa registrada e resgatada neste site.

Históricos

A Bomba

A Bomba: Revista ilustrada, humoristica e literaria foi uma publicação trimestral de Curitiba, a capital paranaense. De periodicidade trimestral, tratava de política, sobretudo local, esporte e, sobretudo, crítica de costumes, tema que, na virada para o século XX – marcada por grandes mudanças, como a implantação da República e a intensificação da modernização urbana – predominava em grande parte da imprensa brasileira.

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A Cidade do Turvo

“A Cidade do Turvo: Orgão Republicano Federal” foi um dos muitos periódicos criados nas últimas décadas do século XIX, em inúmeras cidades brasileiras, inclusive do interior, com a finalidade de divulgar os ideais republicanos; ou – como foi o caso desse semanário, fundado criado na Cidade do Turvo, no Sudoeste de Minas Gerais – de aderir à nova forma de governo implantada no país em 15 de novembro de 1889.

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A Classe Operária

Fundado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), então denominado Partido Comunista do Brasil, A Classe Operária é um dos mais importantes periódicos de organizações partidárias de esquerda da história brasileira – e também o mais antigo ainda em circulação. Foi fundado no Rio de Janeiro (RJ) como órgão do comitê central do PCB, em data sugestiva: 1º de maio de 1925, quando teria circulado com 5 mil exemplares. Seus fundadores foram Astrogildo Pereira e Otávio Brandão Rego, que tinham a colaboração de José Lago Morales e Laura Brandão.

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A Cruzada: diario político-religioso, litterario, commercial e noticioso

“Diario político-religioso, litterario, commercial e noticioso”, apresentava-se como jornal católico, moralizador e voltado para as questões que estavam “convulsionando a sociedade contemporânea”. Na primeira edição, faz duras críticas ao governo do marechal Deodoro da Fonseca, tachando-o de ditador. Na coleção da Biblioteca Nacional há lacunas dos números 36 ao 67. O último número existente é o 212, de 31 de dezembro de 1892, não havendo informação sobre a continuidade da publicação.

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A Época

Ao lado de O Imparcial, de José Eduardo de Macedo Soares, Correio da Manhã, de Edmundo Bittencourt, A Noite, de Irineu Marinho, e Careta, a revista onde já brilhava J. Carlos, o jornal A Época, fundado por Vicente Piragibe, Vicente de Ouro Preto e J. B. Câmara Canto, compôs a linha de frente, na imprensa fluminense, do combate ao governo altamente impopular do marechal Hermes da Fonseca. Não sem ambiguidades: embora se dissesse “apolítico”, A Época foi simpático, em algumas ocasiões, ao monarquismo e ao movimento operário, revelando-se inequivocamente metido na política nacional. O jornal tinha a pretensão, nem sempre realizada, de modernizar o jornalismo brasileiro. Circulou de 1912 a 1919.

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A Epocha

Lançado no dia 8 de agosto de 1889, poucos meses antes da proclamação da República, tinha redação e oficina na rua Primeiro de Março nº 10, em Recife. Intitulava-se “órgão do Partido Conservador” e, assim como fazia a apologia do regime instaurado pela Constituição do Império de 1824, segundo revela o artigo-programa publicado no primeiro número, apoiaria logo depois o governo republicano, comandado pelo marechal Deodoro da Fonseca.

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A Manhã

Diário lançado no Rio de Janeiro (RJ) em 29 de dezembro de 1925 por Mário Rodrigues, A Manhã era um matutino versátil, com doze páginas em tamanho standard, bem montado, com bom uso de imagens – e considerado à época de boa qualidade. Crítico aguerrido, usava linguagem mordaz, panfletária, demagógica, além de bem-humorada e acessível. Confrontava o autoritarismo, as oligarquias e a estrutura política da República Velha, buscando comprometimento com causas populares.

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A Manhã

Diário publicado na Bahia em formato standard, A Manh circulou de abril a outubro de 1920. Alinhado com Rui Barbosa, candidato derrotado à sucessão presidencial, fazia oposição ao governo do paraibano Epitácio Pessoa. Seus donos eram A. Marques dos Reis e Altamirando Requião, que também publicavam outro jornal em Salvador, o Diário de Notícia.

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A Manha

Publicação de humor político, A Manha foi criada e dirigida por Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, posteriormente auto-intitulado Barão de Itararé. O próprio nome do periódico parodiava um dos grandes jornais da época, A Manhã (de cujo título subtraiu-se o til), no qual Torelly, sob o pseudônimo Apporelly, antes de criar o seu jornal, publicava uma coluna humorística intitulada “A Manhã tem mais”. A Manha procurava imitar A Manhã também no seu aspecto visual.

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A Nação

Vários jornais cariocas se chamaram A Nação. Este A Nação veio substituir um certo Jornal da Tarde, que havia sido fundado dois anos antes por Angelo Thomaz do Amaral e Eduardo Augusto de Oliveira. O proprietário era João Juvêncio Ferreira de Aguiar. Inicialmente, ele apresentou sua publicação como um “jornal politico, commercial e litterario”, logo depois, como “folha politica, commercial e litteraria”, a partir de 3 de julho de1873 como “jornal politico e commercial” e, a partir de 15 de novembro de 1875, como “jornal politico, commercial e litterario”.

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A Noite

Fundado em 18 de julho de 1911 por Irineu Marinho, é considerado, quanto ao conteúdo e ao preço, um dos primeiros jornais populares do Rio de Janeiro. Trazia assuntos políticos, locais, e forte noticiário policial; nos primeiros tempos costumava dar o resultado do jogo do bicho na primeira página. Foi em A Noite que Lima Barreto publicou, em 1915, em folhetim, o romance satírico Numa e a Ninfa. Diário de grande circulação antes que sucessivas crises o levassem ao fechamento, emprestou seu nome ao moderno edifício construído em 1928 na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, tido como o primeiro arranha-céu do continente.

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A Província de Matto-Grosso: periódico litterario, noticioso e dedicado aos interesses da província

“Periódico litterario, noticioso e dedicado aos interesses da província”, passou a chamar-se O Matto-Grosso após a proclamação da República. Sua finalidade principal era publicar os atos oficiais do governo local. A Biblioteca Nacional possui apenas 225 edições digitalizadas, correspondentes ao período de 1879 a 1886. Já O Matto-Grosso, seu sucessor, também disponível neste site, circulou de 5 de janeiro de 1890 (com interrupção entre 1905 e 1911) a 6 de março de 1937.

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A Reforma

Lançado em 12 de maio de 1918, A Reforma era um jornal voltado principalmente para as questões políticas, econômicas e sociais do Território do Acre, região em que circulou durante 36 anos. Foi fundado na Vila Seabra (atual Tarauacá), localidade situada na Foz do Rio Murú que servia de sede ao então Departamento do Tarauacá – uma das divisões administrativas do antigo território federal do Acre.

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A Revolução Pacifica

A Revolução Pacifica foi um semanário lançado em Niterói (RJ) em 2 de fevereiro de 1862, em provável continuidade aos periódicos A Pátria, que circulou de 1851 até 25 de março de 1860, e Echo da Nação, que circulou de março de 1860 a 15 de dezembro de 1861. Todos os três foram fundados por Carlos Bernardino de Moura e todos eles,segundo se pode inferir de suas páginas, fizeram oposição aos conservadores durante o Segundo Reinado.

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A Vida Fluminense: folha joco-séria-illustrada

Lançada no dia 4 de janeiro de 1868, deu continuidade a O Arlequim, que por sua vez sucedera o Bazar Volante (1863). Era editada por Augusto de Castro e Antônio de Almeida, e reuniu três dos grandes caricaturistas da época: Ângelo Agostini, Cândido Aragonês de Faria e Luigi Borgomainério. Tendo como rival e concorrente a Semana Illustrada, de Karl Linde e dos irmãos Henrique e Karl Fleiuss, sua linha editorial ia da política aos fatos do cotidiano, com destaque para as ilustrações e narrativas bem-humoradas. A Vida Fluminense circulou por sete anos, tempo que pode ser considerado longo para um periódico do gênero no período.

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A Voz da Religião

O semanário católico A Voz da Religião circulou de 4 de Janeiro de 1846 a 19 de dezembro de 1850, durante exatamente cinco anos.

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A Voz do Caixeiro

“Temos direitos a velar, temos opiniões a manifestar, temos idéias a emitir, temos princípios a advogar; e pios sò podem escapar de nós pela grande valvula da imprensa, a mascula grandeza propulsora do progresso.
D’aqui o nosso aparecimento, d’aqui a justificativa deste aparecimento.

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Almanak do Amigo dos Surdos Mudos

Lançado na capital do Império em 1888 e distribuído gratuitamente, o Almanak do Amigo dos Surdos Mudos era um anuário de cerca de 30 páginas voltado para deficientes auditivos. Apresentava-se na capa como um periódico de “propaganda em favor de 12.550 brazileiros! Lêde e vulgarizae”.

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Anais da Biblioteca Nacional

Criado em 1876 por Benjamim Franklin de Ramiz Galvão, um dos mais notáveis diretores (1870 -1882) da Biblioteca Nacional em seus mais de 200 anos, os Anais da Biblioteca Nacional é a principal publicação desta instituição por divulgar, ao longo de 137 anos, vasto e original material documentário, bibliográfico e interpretativo referente ao seu precioso acervo e as suas atividades técnicas. Hoje ainda é esta a finalidade do periódico, tal como anunciado pelo barão de Ramiz Galvão na apresentação do primeiro volume:

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Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto

Lançados em 1881, os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto foram a primeira e principal publicação periódica da Escola de Minas de Ouro Preto, instituição idealizada por dom Pedro II e organizada pelo francês Claude Henri Gorceix, também seu primeiro diretor. Fundada em 12 de outubro de 1876, a Escola de Minas foi pioneira no ensino de estudos geológicos, mineralógicos e metalúrgicos no Brasil e na valorização do trabalho de campo, opondo-se à tradição livresca baseada essencialmente na leitura de textos.

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Annuario de Minas Geraes

Lançado na capital mineira no início de 1906, o Annuario Estatistico Illustrado do Estado de Minas Geraes, conhecido como Annuario de Minas Geraes, era um almanaque com ampla variedade de dados e informações sobre a história, a geografia, a administração, personalidades e a vida em geral no estado de Minas Gerais.Fundado e dirigido pelo escritor e estudioso Nelson Coelho de Senna, tinha redação na rua Frei Santa Rita Durão e era impresso na Imprensa Oficial de Minas Gerais, em formato pequeno, com mais de 500 páginas por edição.

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Annuario Médico Brasileiro

Foi criado pelo médico Carlos Costa, bibliotecário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e da Sociedade de Medicina e Cirurgia, num momento em que se ampliava a divulgação da atividade científica no Brasil. Publicava artigos, resenhas de livros e textos de jornais referentes a pesquisas no campo da medicina, no Brasil e no exterior.
A Biblioteca Nacional tem em seu acervo a coleção completa do periódico digitalizada e acessível neste site.

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Boletim da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro

Criado para divulgar o conhecimento produzido no campo da geografia física e política, tratava tanto de questões referentes às nossas fronteiras como de descobertas arqueológicas, além de outros temas da então chamada “ciência geográfica” abordados por estudiosos em artigos e resenhas. O Boletim foi o primeiro periódico da instituição. No ano seguinte à sua estreia, passou a denominar-se Revista da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro.

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Boletim do Museu Paraense de História Natural e Etnografia

Fundado em 1866, o Museu Paraense – nome original da instituição – representa um marco na história das ciências naturais no país. Periódico voltado para a divulgação científica, seu Boletim surgiu no mesmo ano em que o naturalista e zoólogo suíço-alemão Emílio Goeldi assumiu a direção da casa. O número de estreia publica, entre outros textos, a carta circular com a estrutura básica do museu e as áreas científicas que Goeldi considerava prioritárias, em especial a zoologia e a botânica.

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Breviário: revista de arte

Periódico mensal de arte e cultura, de formato pequeno, cada edição era dedicada a duas importantes figuras do Simbolismo paranaense, com versos, textos em prosa, excertos de obras, ensaios, homenagens e perfis dos literatos homenageado. Na primeira edição, publicaram-se trabalhos de Emiliano Pernetta e Emílio de Menezes; na segunda focalizou-se a obra de Nestor de Castro e Sebastião Paraná. Tudo indica que a existência de Breviario se reduza a esses dois números.

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Cine Reporter

Lançado em 23 de junho de 1934 por Antenor Teixeira, o semanário Cine Reporter era dirigido, sobretudo, aos profissionais do cinema nacional – em especial cineastas, produtores e exibidores –, tendo exercido o papel de grande incentivador da indústria cinematográfica nacional.

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Cinearte

Cinearte apareceu num momento em que crescia o interesse pelo cinema e a imprensa assumia papel importante na formação cultural dos leitores. Oferecia aos leitores, principalmente, informes sobre as produções hollywoodianas, mas dava também destaque às incipientes produções nacionais da época e ao mercado cinematográfico. Entre suas diversas seções, uma em especial – a crítica de cinema – se tornaria indispensável nos grandes periódicos do país.

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Città di Caxias

Fundado em Caxias do Sul (RS) em 1º de janeiro de 1913, Città di Caxias se definia como “periodico settimanale d’interesse coloniale”, ou seja, um semanário voltado para os interesses da colônia italiana, em especial aquela formada no Sul do Brasil. Foi dirigido inicialmente por Ernesto Scorza, embora o proprietário tenha sido sempre Emilio Fonini. Circulando tanto em italiano quanto em português, era impresso em tipografia própria, primeiro a vapor e depois elétrica, em tamanho standard.

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Conferências Populares

Periódico de conteúdo científico, foi criado e editado pelas Conferências Populares da Glória, promovidas entre 1873 e 1888 por intelectuais e estudiosos, em escolas públicas da corte, com a finalidade de despertar o interesse público para temas variados, especialmente as ciências. Apesar de ter como intenção original a democratização do conhecimento, a iniciativa acabou restrita a um público seleto, constituído pela família real, membros da aristocracia, profissionais liberais e estudantes.

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Constitucional Pernambucano

O que logo chama a atenção neste periódico é a inexistência de informação sobre a sua procedência. Do primeiro ao último número o pesquisador não encontra os nomes do proprietário ou proprietários, dos responsáveis ou dos redatores. As poucas matérias assinadas o são por pseudônimos. Apenas se diz que o jornal “subscreve-se à rua Estreita do Rosário, nº 12, a 3$000 reis por trimestre, pagos adiantados. Folha avulsa 120 rs”. E no canto inferior à direita da última página sempre a indicação de que era impresso na Typografia Commercial, situada no mesmo endereço.

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Constituição

Jornal ligado ao Partido Conservador, Constituição [até março de 1872 chamava-se “A Constituição”] foi fundado num momento de prosperidade e efervescência política e intelectual em Fortaleza decorrente, sobretudo, da riqueza gerada pela alta das exportações nacionais de algodão, o mais importante produto da economia do Ceará.

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Correio da Bahia

Nas últimas décadas do século XIX os debates políticos ocorriam sobretudo nas páginas dos jornais, e a imprensa baiana não fugia à regra. Porta-voz do pensamento conservador, o Correio da Bahia publicava informes oficiais sobre os atos dos ministérios do Império e do governo da província. A parte comercial informava as cotações oficiais de moedas estrangeiras e os rendimentos alfandegários. Havia também anúncios de serviços e de produtos variados, de meias para senhoras a brinquedos. Outra seção informava os horários dos trens da Estrada de Ferro da Bahia e da Companhia Bahiana de Navegação a Vapor.

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Correio da Manhã

Fundado por Edmundo Bittencourt, foi um dos mais longevos e importantes jornais brasileiros do século XX. Desde a primeira edição, em 15 de junho de 1901, caracterizou-se, nas palavras de Nelson Werneck Sodré, por um “ferrenho oposicionismo, de extrema virulência”, em contraste, segundo o historiador, com o “extremo servilismo” de jornais concorrentes. Por causa da linha editorial independente, foi muito visado pelo poder. Nos seus últimos anos, posicionou-se contra o governo militar instaurado com o golpe de 1964. Tal postura teria contribuído para o seu fechamento, após 73 anos de existência.

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Correio de São Paulo: diário noticioso e informativo

Surgiu no dia 16 de junho de 1932 como porta-voz dos ideais da Revolução Constitucionalista, que mobilizou São Paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas num dos maiores conflitos armados da história republicana. Com forte apelo regionalista, assumiu os ideais liberais-conservadores das oligarquias, dos grupos empresariais e da classe média daquele estado. Teve como diretores Rubens do Amaral, Lelis Vieira, Riba Marinho e Pedro Ferraz do Amaral. Com a derrota dos paulistas, transformou-se num diário comum, com noticiário político e esportivo, notas sobre filmes, peças em exibição etc.

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Corsario: periodico critico, satyrico e litterario

Lançado no dia 2 de outubro de 1880, o Corsário, “periódico critico, satyrico e chistoso” foi um dos muitos pasquins surgidos no Primeiro Reinado. Caracterizavam-se pela linguagem agressiva e pelos ataques pessoais. Muitas vezes, por prudência, não traziam a identificação do editor. No caso do Corsário, o editor se chamava Apulco de Castro, e pagou com a vida pelo conteúdo ofensivo do jornal. Segundo Nelson Werneck Sodré, o periódico não passava de um “repositório de escândalos”, desqualificando de prostitutas ao imperador. Seu editor foi assassinado por oficiais do 1° Regimento de Cavalaria.

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Diário Carioca

Criado para fazer oposição ao governo Washington Luís e a seu candidato à sucessão presidencial, Júlio, o Diário Carioca (DC), desde os seus primórdios, participou de momentos decisivos da história da República, exercendo considerável influência na cena política brasileira. Seu fundador, José Eduardo de Macedo Soares, era natural de São Gonçalo (RJ) e descendia de influente família latifundiária na hoje denominada Região dos Lagos.

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Diario de Minas

É considerado o primeiro jornal informativo da antiga província de Minas Gerais, o que lhe confere lugar especial na história da imprensa mineira. Desde o surgimento, dependia para circular dos aportes governo provincial, ligado ao Partido Liberal. Quando o Partido Conservador assumiu o governo, em 1868, mudou a linha editorial. Dez anos depois, no entanto, o Partido Liberal voltou ao poder e cortou os subsídios oficiais, decretando seu fim.

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Diário de Notícias

Houve pelo menos três jornais com o título Diário de Notícias no Rio de Janeiro: o de A. Clímaco dos Reis, que começou a circular em 1870; o Diário de Notícias republicano, no qual escreveram Rui Barbosa, Lopes Trovão, Medeiros e Albuquerque, Aristides Lobo e outros notáveis da literatura e política nacionais, e o Diário de Notícias fundado em 1930 por Orlando Ribeiro Dantas e que circulou até meados da década de 1970. Este verbete trata do primeiro deles.

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Diário do Maranhão

O Diário do Maranhão foi lançado em 1855 em São Luís, no Maranhão, cinco anos depois da aprovação da Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu o tráfico intercontinental de escravos para o Brasil (1850). Inicialmente uma publicação diária, apresentou-se como um “jornal do commercio, lavoura e industria”. Sua circulação foi suspensa em 1858, reapareceu, com pequenas modificações, em 1873 e se encerrou em 1911.

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Diário do Rio de Janeiro

Lançado no dia 1º de junho de 1821 pelo português Zeferino Vito de Meireles, o Diário do Rio de Janeiro foi o primeiro diário do país, o primeiro com caráter essencialmente informativo e também o primeiro a publicar anúncios. Bastante popular, era conhecido como o “Diário do Vintém” (devido ao baixo preço) ou “Diário da Manteiga” (devido aos anúncios do produto). O jovem Machado de Assis foi o seu mais famoso repórter.

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Diretrizes

Diretrizes foi uma publicação mensal de conteúdo político e social e orientação liberal-democrática. Lançada em abril de 1938 no Rio de Janeiro (RJ), foi dirigida inicialmente por Azevedo Amaral e Samuel Wainer, e, depois, por este e Maurício Goulart, tendo tido formatos e periodicidades diferentes. É hoje considerado um dos maiores periódicos de crítica e análise política da história da imprensa brasileira, assim como Samuel Wainer é lembrado como um dos mais importantes nomes do jornalismo nacional.

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Documentos Históricos

A coleção Documentos Históricos, criada em 1928 na administração Mário Bering, é uma das mais antigas publicações nacionais especializadas na divulgação sistemática dos grandes corpos de fontes documentais da nossa história.

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Folha do Acre

Declarava-se “órgão das aspirações e dos ideaes do povo acreano” e era editado na Cidade da Empreza, atual Rio Branco, capital do Acre. O Acre era então território federal (criado em 1904) e vivia um período de tensão e conflito. A falta de autonomia política e econômica e o sentimento de abandono por parte do governo federal provocaram crescente insatisfação entre a população, de que o periódico foi muitas vezes o porta-voz.

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Guia Mensal do Jornal do Brasil

Trata-se de um suplemento com informes sobre serviços diversos oferecidos na capital carioca. Administrado à época pelos irmãos Fernando e Cândido Mendes de Almeida, o jornal matriz (Jornal do Brasil) estava em franca ascensão, caracterizando-se como um órgão da imprensa popular, voltado para questões ligadas ao cotidiano carioca e ao “interesse das massas”. Com mais de cem páginas por edição, o Guia trazia informações sobre datas especiais, telefones úteis etc., além de historietas e anedotas.

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Hierarchia

Revista de política, economia, cultura e questões sociais, foi lançada no Rio de Janeiro em agosto de 1931, tendo como diretor Lourival Fontes, que mais tarde dirigiria o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura, entre outras atribuições, na ditadura do Estado Novo. Fontes foi também chefe do Gabinete Civil da Presidência. Entusiasta do fascismo, ele imprimiu à publicação um conteúdo nacionalista, antiliberal e anticomunista, embora muitos colaboradores da publicação – entre eles Sérgio Buarque de Holanda, Anísio Teixeira e Gilberto Amado – não compartilhassem de suas idéias.

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Idade d’Ouro do Brazil

Segundo periódico publicado no país, Idade d’Ouro do Brasil começou a circular no dia 14 de maio de 1811, em Salvador, pouco mais de oito meses depois do primeiro, a Gazeta do Rio de Janeiro. Empreendimento particular, recebeu a proteção, como então era costume, do governador geral da Bahia, Marcos de Noronha e Brito, o conde dos Arcos. A publicação era, ela também, uma espécie de diário oficial, feito para divulgar atos oficiais e defender os interesses da Coroa portuguesa no Brasil, além de prestar informações de interesse público. Circulou até 1813.

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Jornal das Famílias

O Jornal das Famílias sucedeu à Revista Popular, ambos de propriedade do editor de origem francesa Baptiste Louis Garnier. Enquanto esta última tratava de assuntos diversos, visando a um público amplo, o alvo da nova publicação eram as mulheres de classe média e alta, segmento que crescia, acompanhando o processo de urbanização do país. Literatura, culinária, moda e higiene eram os assuntos dominantes, porém selecionados de modo a não ferir os valores da “boa sociedade”.

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Jornal de Timon

Publicação criada pelo jornalista e historiador João Francisco Lisboa, em formato de livro, trazia na página de rosto a epígrafe “Periculum dicendi non recuso” (“Não recuso tratar do que é perigoso”), frase do filósofo romano Cícero. Tratava especialmente da história política do Maranhão e dos países europeus. Tendo tomado de empréstimo o nome do filósofo grego Timon, João Lisboa acabou assumindo a alcunha de “o Timon Maranhense”, entrando para nosso cenáculo intelectual como patrono da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras.

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Jornal do Brasil

Trata-se de um dos jornais mais antigos do país. Passou, na sua longa existência, por diferentes fases e donos, até merecer, no pior momento, o epíteto de “jornal das cozinheiras”, por publicar essencialmente anúncios de empregos. Recuperado, a partir de 1956, por uma reforma que entraria para a história da nossa imprensa, firmou-se como um dos jornais mais prestigiados do país. Em julho de 2010, ao completar 122 anos, tornou-se o primeiro jornal 100% digital do Brasil.

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Jornal do Ceará

Dois partidos dominaram a cena política no Segundo Reinado: o Liberal e o Conservador. Os liberais eram em tese favoráveis a um sistema laico de educação e a uma nova legislação que favorecesse a descentralização política, conferindo mais poderes aos governos provinciais. Lançado no dia 3 de janeiro de 1868, o jornal expressava os anseios liberais da província, conforme o editorial da primeira edição: “A idéia liberal é uma frondosa arvore, a cuja sombra encontrarão abrigo seguro e alentador todos que a procurarem leais e convictos. A idéia acima das pessoas: tal é a divisa do Jornal do Ceará (…).”

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Jornal do Povo

De bem curta duração, o Jornal do Povo – “Publicação à Tarde”, informava-se à maneira de um subtítulo – esse diário circulou em Pernambuco de 14 de janeiro a 20 de julho de 1889, o ano da proclamação da República. Com quatro páginas e texto em quatro colunas, o periódico não trazia informações sobre o corpo redacional, a não ser o nome do correspondente no Rio de Janeiro, Luis da Franga e Silva.
O primeiro número informa os leitores mais sobre as intenções do que sobre a linha editorial a ser adotada:

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Klaxon

Foi o principal porta-voz do ideário da Semana de Arte Moderna e do Modernismo, movimento inspirado nas vanguardas européias do início do século XX que renovou a literatura e as artes no Brasil. Trazia matérias sobre música, livros e poesia e tinha como colaboradores os nomes mais expressivos da nova escola. Embora sua vida tenha sido curta (apenas nove números, todos disponíveis neste site), as matérias publicadas na revista repercutiram no Brasil e no exterior.

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Myrto e Acacia

Lançado pelo Instituto Neo-Pitagórico, de Curitiba, destinava-se à difusão do Método Pitagórico, também conhecido como Método Integral do Conhecimento. Criado por Daria Velloso, também editor da publicação, reunia artigos escritos pelos próprios membros da entidade, existente ainda hoje, e circulava principalmente entre os associados. Abordava, sob ótica exclusivamente pitagórica, questões filosóficas e educacionais, ciências antigas e modernas, misticismo, ética, espiritualidade, questões sociais, filosofia e religiões orientais, entre outros temas.

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Nova Luz Brazileira

O pasquim Nova Luz Brazileira foi um dos periódicos da chamada “esquerda liberal” que circularam na corte e em várias capitais provinciais durante o Primeiro Reinado (1822-31) e o Período Regencial (1831-1840). Teve vida curta, como a maioria dos pasquins da época, mas circulou no período mais agitado do Primeiro Reinado, os últimos 16 meses, quando, sob pressão crescente de boa parte das elites políticas brasileiras e interessado em recuperar a coroa portuguesa, usurpada pelo irmão, d. Miguel, d. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831, abdicou do trono e voltou para Portugal.

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Novas Diretrizes

Lançada em novembro de 1938 por Antônio José de Azevedo Amaral, um dos principais ideólogos do Estado Novo (1937- 45), a revista mensal Novas Diretrizes: política, cultura, economia, foi um dos principais veículos de divulgação da doutrina elitista e autoritária que embasou o sistema de governo vigente no Brasil naquele período.

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Novos Rumos

Lançado no Rio de Janeiro, então a capital federal, em 28 de fevereiro de 1959, Novos Rumos foi um semanário de circulação nacional editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), à época denominado Partido Comunista do Brasil. Junto com A Classe Operária, Voz Operária (substituído por Novos Rumos) e Imprensa Popular, também criados pelo PCB, foi um dos mais importantes jornais da esquerda brasileira. Foi extinto em 19 de abril de 1964, em consequência do golpe que iniciou a ditadura militar no Brasil.

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O Alto Purús: orgam official dos interesses geraes do departamento

Dizia-se “absolutamente alheio à política e a questões partidárias”, e tinha “por fim exclusivo contribuir com o concurso inherente às suas forças para o engrandecimento deste longinquo e ainda ignorado canto da futurosa Nação Brazileira (…)”. Além de informações de cunho oficial, publicava notas sociais (aniversários, festividades, falecimentos) e notícias nacionais e internacionais. Nas últimas páginas encontram-se propaganda de farmácias, livrarias, barbearias e anúncios diversos.

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O Analista

Jornal governista bissemanal, circulou no Rio de Janeiro (RJ) de 1828 a 1829. Concebido em pequeno formato, foi criado para defender o reinado de d. Pedro I dos ataques feitos pelos pasquins liberais-radicais (ou liberais-democráticos), que combatiam o autoritarismo do imperador. Como era comum na imprensa, o jornal trazia epígrafe na primeira página, no caso uma afirmação da escritora francesa Anne Louise Germaine de Staël, a Madame de Staël: “Chaque décourverte sociale est un moyen de despotisme si elle n’est pas un moyen de liberté” (“Cada descoberta social, se não for um meio de liberdade, é um meio de despotismo”, em tradução livre). O imperador, usando pseudônimo, chegou a escrever nesse jornal.

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O Archivo Illustrado

Lançado em São Paulo (SP), em 1899, de início como semanário, O Archivo Illustrado, segundo indicava o subtítulo (“Enclyclopedia noticiosa, scientifica e litteraria”), publicava romances, contos e poesias, além de artigos, noticiário e críticas a respeito; tratava também de assuntos diversos, como navegação aérea, astronomia, nutrição, geografia e aspectos curiosos de arrabaldes paulistas e cidades brasileiras, higiene, saúde ou, ainda, notícias de empreendimentos privados em São Paulo. Destacavam-se os perfis biográficos de personalidades nacionais e estrangeiras nas áreas da literatura, ciência e cultura em geral.

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O Cenáculo

“Encetamos com o presente fasciculo a publicação do Cenaculo. Fundada embora despretenciosamente por modestos moços estudiosos, – unidos por infima affinnidade de ideas e sentimentos, – não apresentariamos comtudo esta revista á leitura e acceitação vossas, se não lograssemos contar com a valiosa collaboração de conspicuos pensadores e emeritos jornalistas.

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O Conciliador

Criado antes da Independência e financiado pelo governo do Maranhão, O Conciliador foi o primeiro periódico maranhense, marcando assim a chegada da tipografia à província. A historiografia o situa entre os periódicos que procuravam sustentar o antigo sistema colonial, pois em várias ocasiões defendeu o cumprimento rigoroso da Constituição portuguesa, a fidelidade às ordens vindas de Portugal, e o retorno de d. João VI à corte lisboeta.

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O Constitucional

O Constitucional – Jornal politico, religioso, scientifico, litterario
Recife (PE), 1861 – ?

Iniciativa do padre, jornalista e educador Miguel do Sacramento Lopes Gama, O Constitucional foi lançado na capital pernambucana em 25 de março de 1861. No subtítulo, definia-se como um “Jornal politico, religioso, scientifico, litterario”, expondo no cabeçalho os seus princípios: a religião, a monarquia e a democracia. Com tipografia e escritórios situados no nº 48 da rua do Imperador, o periódico circulava diariamente, com quatro páginas, em formato standard.

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O Democrata

Lançado no dia 14 de fevereiro de 1880, O Democrata – “ Orgão do clube deste nome”, como se informava abaixo do título – era um semanário republicano que, desde a sua fundação, ostentou a divisa positivista “Ordem e Progresso”, a mesma que passaria a figurar na bandeira brasileira após a proclamação da República. Com quatro páginas, texto em quatro colunas e boa apresentação gráfica, tinha como redatores Antônio Carlos Ferreira da Silva, Antônio de Sousa Pinto e Laudelino Rocha, este último secretário do Clube Democrata recifense.

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O Farol Paulistano

Importante instrumento de mobilização e debate político, O Farol Paulistano veiculou, durante o Primeiro Reinado, as ideias liberais dos chamados “moderados”. Seus redatores defendiam radicalmente os princípios monárquico-constitucionais, opondo-se assim ao espírito autoritário e absolutista de D. Pedro I. O jornal circulava em praticamente toda a província paulista e também em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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O Garoto – Critico, desopilante, molieresco, rabelaiseano

Tabloide de sátira e humor, seu título vinha sempre acompanhado da imagem de um garoto de camisa listrada, chapéu e ar travesso, tendo como fundo a paisagem fortalezense. Por vezes agudo nas ironias, publicava, em suas quatro páginas, textos irreverentes e cômicos, acompanhados de pequenas ilustrações, além de comentários mordazes sobre a sociedade cearense. As capas e as últimas páginas quase sempre traziam charges.

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O Gato: Álbum de Caricaturas

Conjugando imagem com discurso jornalístico e fazendo uso do humor e da crítica social, os caricaturistas procuraram desde sempre retratar os costumes de cada época. E uma publicação que privilegie a caricatura em face de outras formas de comunicação leva inegável vantagem diante da concorrência. Já que pode ser compulsada por pessoas pouco letradas, mesmo analfabetas, tem potencial para atingir um público bem maior que os periódicos comuns.

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O Município

Fundado e dirigido por Pedro Gomes Leite Coelho, o semanário O Município foi lançado em 28 de setembro de 1910 na localidade acreana de Villa Seabra, na confluência dos rios Murú e Tarauacá, onde atualmente se encontra a cidade de Tarauacá. Em 1910, Villa Seabra fazia parte do Departamento do Alto Juruá, uma das divisões geo-administrativas que havia no então Território do Acre até 1920, quando foram extintas.

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O Myosote: jornal litterario

Jornal literário, provavelmente de um só número, criado por Gratulino Coelho. Planejado como periódico mensal, foi impresso na tipografia do jornal Opinião Liberal (órgão do Partido Liberal, que logo se transformaria no Partido Republicano do Rio de Janeiro), situada no nº 16 da rua da Ajuda (atuais Cinelândia e rua Treze de Maio). Sua única edição, de 28 páginas, trazia prosa, verso, ensaios e textos de teatro. Entre os colaboradores, o poeta Castro Alves.

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O Noticiador Catholico

“Periódico consagrado aos interesses da Religião”, propunha-se a combater as idéias contrárias ao catolicismo. Dom Romualdo Antônio de Seixas, fundador do jornal, foi arcebispo da Bahia e primaz do Brasil, tendo recebido do governo imperial o título de conde, e depois marquês de Santa Cruz. O historiador Antonio Paim, autor de estudos sobre o jornal, considera dom Romualdo um dos principais articuladores do pensamento católico tradicionalista do Brasil do século XIX.

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O Novo Farol Paulistano

Visual, editorial e politicamente muito próximo de O Farol Paulistano – publicação oposicionista no Primeiro Reinado e da qual se originara – O Novo Farol Paulistano era, na nova realidade política, situacionista, buscando dar apoio ao governo regencial, de perfil libera (o proprietário do antigo Farol Paulistano integrou a Regência Trina Permanente). Publicava atos oficiais e artigos favoráveis ao governo e aos “liberais moderados”, grupo que hegemonizou a política brasileira no período regencial, além do noticiário e questões políticas relativas a São Paulo, entre outros temas.

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O Paiz

Jornal diário de grande circulação, este O Paiz (o mais importante dentre os muitos que tiveram este nome) foi lançado no dia 1º de outubro de 1884, no Rio de Janeiro (RJ), pelo empresário João José dos Reis Júnior, o conde de São Salvador de Matozinhos. Tido como o mais robusto órgão governista da República Velha, foi um dos principais formadores de opinião da sociedade brasileira, entre o fim do século XIX e o começo do século XX. Durou até 18 de novembro de 1934, quando foi fechado pela Revolução de 1930.

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O Paraense

Com a epígrafe “Pela independencia, Leis e o Throno, Constante vellarei de outono a outono” O Paraense foi lançado em 1842. Era impresso na Tipografia Imparcial de Justino H. da Silva e, posteriormente, na Tipografia de Francisco Jose Nunes Largo.

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O Pirralho

A revista O Pirralho foi criada em São Paulo pelo poeta modernista Oswald de Andrade e por Dolor de Brito, com a intenção de repensar a arte e a cultura brasileira. Periódico típico da Belle Époque brasileira, teve entre seus colaboradores nomes como Olavo Bilac, José do Patrocínio Filho, Emílio de Menezes, Guilherme de Almeida, Cornélio Pires e Amadeu Amaral e os ilustradores Voltolino (pseudônimo de Lemmo Lemmi ), Di Cavalcanti, Ferrignac e Jorge Colaço. Marcaram a revista a coluna ”Cartas d’Abaixo Piques”, a cargo de Annibale Scipione (pseud. de Oswald de Andrade), e a de Juo Bananere (Alexandre Marcondes Machado), ambas em estilo “macarrônico”, uma mistura atrapalhada, à moda dos carcamanos, do português e do italiano falado nas ruas. A revista assumiu posições políticas, ligando-se à Campanha Civilista de Rui Barbosa.

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O Progresso Médico

Circulou no antigo Município da Corte, na segunda metade do século XIX, período em que as ciências, sobretudo as ciências naturais, davam avanços formidáveis. Mais do que “estimular os nossos colegas a imitar o que ha aqui de bom e evitar o que ha de mau”, O Progresso Médico pretendia contribuir para que o Brasil viesse a “tomar parte no congresso scientífico das nações”. Hoje a publicação constitui-se em valiosa fonte de pesquisa para a história da ciência no Brasil.

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O Republicano

Lançado, em Cuiabá, no estado de Mato Grosso, exatamente seis anos depois da proclamação da República, O Republicano foi um dos muitos periódicos criados no Brasil para demonstrar sua adesão ao novo regime instaurado no país em 15 de novembro de 1889. Bissemanal e administrado por Manoel R. dos Santos Tocantins, com redação e oficina na rua 27 de Dezembro, nº 26, anunciava-se, no editorial de apresentação, como “operário de progresso” e “defensor das liberdades públicas”.

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O Tico-Tico

Primeira e mais importante revista voltada para o público infanto-juvenil no Brasil, foi também pioneira na publicação de histórias em quadrinhos destinada aos jovens. Publicação semanal criada por Luís Bartolomeu, seu formato gráfico tinha influência francesa, porém os temas e personagens – Bolão, Azeitona, Reco-Reco, Juquinha, Lamparina, Kaximbown, Zé Macaco e tantos outros, criados por nomes como Luís Sá, J. Carlos, Yantok e Alfredo Storni – difundiam e afirmavam elementos essencialmente nacionais. Em suas páginas também podiam ser encontrados passatempos, mapas educativos, literatura e informações sobre história, ciência, artes, geografia, civismo etc.

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Opinião

O semanário Opinião foi lançado no Rio de Janeiro (RJ), em formato tablóide, no dia 23 de outubro de 1972, em pleno regime ditatorial – nesse dia foi publicado o nº 0, edição experimental, com apenas quatro páginas. Tratando principalmente de política e cultura, o jornal nasceu da fusão de projeto editorial de Fernando Gasparian, empresário que fora ligado ao governo de João Goulart e era tido como integrante do “grupo nacionalista”, e de Raimundo Rodrigues Pereira, jornalista egresso da inovadora revista Realidade, que havia sido lançada em 1965, com grande êxito, pela Editora Abril.

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Ostensor Brasileiro: jornal litterario e pictoreal

Literária e “pictoreal” (ilustrada), como informa o subtítulo, foi uma das primeiras e mais importantes publicações literárias da imprensa brasileira. A palavra “ostensor”, do latim “ostensore”, significa “aquele que mostra ou ostenta”. O periódico objetivava promover a leitura, democratizando a informação a todas as camadas sociais brasileiras e buscando valorizar escritos sobre o país, redigidos por e para brasileiros. Por isso, traduções de textos estrangeiros não tinham espaço em suas páginas.

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Panoplia: Mensario de Arte, Sciencia e Literatura

Além de ensaios, crônicas, críticas de literatura e teatro, trazia página de variedades, fotografias, ilustrações, anúncios publicitários e “indicadores”, com referências de médicos, advogados e outros serviços. Havia ainda páginas intituladas “Vida social” e “Homenagem da Panoplia”, com retratos de paulistas ilustres. Abordava também temas como educação, história do Brasil, tradições e reminiscências da sociedade paulistana, entre diversos assuntos.

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Recreio do Bello-Sexo – Modas, Litteratura, Bellas-Artes e Theatro

Com quatro páginas e formato pequeno, era dirigida ao público feminino. Entre outras matérias amenas, noticiava as principais novidades do vestuário e da cultura. Trazia também a programação das casas de espetáculos e aspectos da vida galante e da nobreza do Velho Mundo. Levando-se em conta o conteúdo da única edição disponível no acervo da Biblioteca Nacional (Ano V, nº 3, de 17 de janeiro de 1856), a publicação se resumia a duas seções apenas: “Modas” e “Revista de Paris”.

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Reform

Lançado em janeiro de 1887, o jornal Reform foi, como revela o subtítulo (Organ für die gesamten Interessen der Kolonie Dona Francisca), um órgão voltado aos interesses da colônia Dona Francisca, nome original da atual cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. Fundado por Robert Gernhard, o jornal participava da política local e era dirigido aos imigrantes alemães da região (era praticamente todo redigido em português, com circulação bissemanal.

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Revista da Sociedade Jockey-Club

Lançada em 1870, a Revista da Sociedade Jockey-Club destinava-se a publicar documentos e trabalhos diversos da Sociedade Jockey-Club carioca, entidade criada em 16 de julho de 1868, sob a presidência de Fernando Francisco da Costa Ferraz.

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Revista do Rádio

A Revista do Rádio circulou durante 22 anos em praticamente todo o país, tendo se tornado um dos mais célebres protagonistas, no Brasil, da chamada “Era do Rádio”. Fundada pelo jornalista Anselmo Domingos, tratava dos mais diversos aspectos da vida das rádios e dos artistas, então transformados em “astros” e “estrelas” de um novo Olimpo, a cultura de massas, que se erguia no mundo industrial e capitalista. Espécie de “voz’ e imagem oficiais das rádios brasileiras – em especial a poderosa Rádio Nacional, emissora encampada em 19 pelo presidente Getúlio Vargas –, a partir de 1959 a RR passou a tratar também da programação das emissoras de televisão. Em 1970, meses depois da morte do seu fundador e com a televisão sobrepujando o rádio, deixou de circular.

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Revista Moderna

Lançada em 15 de maio de 1897, A Revista Moderna foi uma das muitas publicações ilustradas e de variedades que começaram a circular na Europa nas últimas décadas do século XIX, sob o influxo das mudanças provocadas pela expansão capitalista, industrial e urbana que vinham ocorrendo ao longo do século XIX – mudanças essas sintetizadas em ideias e valores, muito fortes na época, como “progresso” e “civilização”.

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Rodriguesia

Rodriguésia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro* é uma publicação trimestral do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro para a divulgação de estudos científicos em diversas áreas da biologia vegetal. Seu nome é uma homenagem ao botânico mineiro e ex-diretor do Jardim Botânico João Barbosa Rodrigues (1842-1909).

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Sciencia para o Povo: serões instructivos

Popularizar os escritos científicos, numa época em que avançavam no Ocidente as concepções positivista e evolucionista da ciência, era o objetivo principal da publicação, conforme a palavra dos editores: “Hoje que por todo o mundo civilisado se derramam a mãos fartas livros e jornaes, que de tudo isso tratam, tudo isso ensinam, comentam e discutem, triste é de ver-se o atrazo em que vegeta a instrucção popular entre nós. (…) Parece-nos, por isso, chegado o momento de encetar uma publicação que vulgarise entre nós, algumas dessas obras que tanto tem contribuído para a instrucção do povo nos paizes mais adiantados do velho e novo mundo.”

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Tribuna Popular

O diário Tribuna Popular foi fundado no Rio de Janeiro em 1945 por intelectuais e militantes ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCB), tendo circulado de 22 de maio de 1945, seis meses antes do fim do Estado Novo (a ditadura de Getúlio Vargas, 1937-1945)), a 28 de dezembro de 1947, quando a atuação do PCB foi novamente proibida, desta vez pelo governo do general Eurico Dutra (1946-1950).

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