A Kombi é um automóvel utilitário produzido pela Volkswagen. É considerada a precursora das vans de passageiros e carga.

Sua construção robusta monobloco (sem chassi), suspensão independente com barras de torção, além da excêntrica posição do motorista no carro (sentado sobre o eixo dianteiro e com a coluna de direção praticamente vertical), o tornam um veículo simples e robusto, de baixo custo de manutenção. Sua motorização é um caso a parte: embora os modelos mais recentes possuam motores mais modernos, durante 50 anos o motor que equipou o veículo no Brasil foi o tradicional "boxer" refrigerado a ar, simples e muito resistente. Tal durabilidade geralmente superava em muito a do resto do carro, sendo comum nas ruas brasileiras ver carros totalmente destroçados, porém com o motor rodando perfeitamente. A despeito disso, a Kombi é um carro que, se usado dentro das especificações padrão, pode durar um longo período. Mas em 2013,a Kombi deixou de ser fabricada sendo substituída pela Transporter T5,mas é chamda de apenas "transporter",dando inovação ao povo do Brasil,mas foi mais conhecida como "nova Kombi".

O nome Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug que quer dizer "veículo combinado" (ou "veículo multi-uso", em uma tradução mais livre). O conceito por trás da Kombi surgiu no final dos anos 1940, ideia do importador holandêsBen Pon, que anotou em sua agenda desenhos de um tipo de veículo inédito até então, baseando-se em uma perua feita sobre o chassi do Fusca. Os primeiros protótipos tinham aerodinâmica terrível, porém retrabalhos na Faculdade Técnica de Braunschweig deram ao carro, apesar de sua forma pouco convencional, uma aerodinâmica melhor que a dos protótipos iniciais com frente reta. Testes então se sucederam com a nova carroceria montada diretamente sobre a plataforma do Fusca, porém, devido a fragilidade do carro resultante, uma nova base foi desenhada para o utilitário, baseada no conceito de chassi monobloco. Finalmente, após três anos passados desde o primeiro desenho, o carro ganhava as ruas em 8 de março de 1950.


A kombi se tornou um dos principais símbolos da concultura hippie, de 1960 até hoje

O grupo Brasmotor passou a montar o carro no Brasil em 1953 e a partir do dia 2 de setembro de 1957 sua fabricação – o que faz do veículo o primeiro Volkswagen fabricado no Brasil, e o que esta há mais tempo em produção. O Brasil é o único lugar no mundo onde o modelo ainda é produzido.

Em 2006 este veículo (modelo T2 Microbus) foi protagonista do filme Little Miss Sunshine,1 sendo que boa parte do filme é passada com cenas neste veículo.2

A Kombi está (ou já esteve) disponível no Brasil como:

  • Kombi Standard

  • Kombi Luxo ou Especial

  • Kombi Furgão

  • Kombi Luxo 6 portas

  • Kombi Pick-Up (com caçamba de aço)

  • Kombi Luxo

  • Kombi Furgão

  • Kombi Pick-up (com caçamba de aço)

  • Kombi Pick-Up (com caçamba de madeira)

  • Kombi Pick-Up Cabine Dupla (com caçamba de aço)

  • Trailer (feita pela Karmann)

  • Kombi Ambulância

A versão Standard veio para o Brasil inicialmente com a designação Kombi – do alemão Kombinationsfahrzeug, refletindo a natureza multiuso desta versão em particular, que poderia ser utilizada como veículo de carga (sem os bancos) ou de passageiros/família (com os bancos). Posteriormente o nome acabou servindo para designar toda a linha no Brasil.

Durante a produção no Brasil, a versão Standard apresentou várias configurações, como a atual "Escolar" para doze passageiros, ou Luxo, apresentada nos anos 1950 e 60 como transporte para famílias; este nicho de mercado é hoje ocupado pelas "mini-vans" tais como a GM Zafira e Renault Scenic. Mais recentemente, o tipo "Standard" ganhou o modelo "Lotação", logo após a legalização do uso deste tipo de veículo para transporte público.

A versão "Trailer" era uma versão "casa móvel" produzida pela Karmann, baseada no modelo Pick-Up.

Um modelo Diesel chegou a ser produzido no Brasil. Utilizava o motor do Passat (atualmente carros de passeio não podem ter motores Diesel no mercado interno), com cilindrada alterada para 1600cc, e um nada discreto radiador montado na dianteira. Aparentemente o radiador não foi bem dimensionado para o layout ou para o tipo de motor, pois o modelo não agradou nas vendas justamente por superaquecer, dentre outros problemas.

Todas as versões representadas acima estiveram disponíveis com todas as versões de carroceria – exceto a versão Pick-up, que saiu de linha em 2000, sem jamais terem passado pela segunda reestilização ou terem ganho o motor 1.400cc refrigerado à água, restando apenas as versões standard e furgão.

Em uma interessante ironia, detalhes legais não permitem mais o tipo de uso combinado que deu nome ao carro no Brasil – o motorista não pode mais carregar carga num modelo de passeio retirando os bancos, nem carregar pessoas num modelo de carga.

Modelos[editar]


Kombi Samba

Na Europa (e na maior parte do mundo) a Kombi (conhecida como "Transporter", "Type 2", "Kombi" ou mesmo "Combi") foi produzida em sua forma tradicional até final dos anos 1970, quando deu lugar a um utilitário de tração dianteira e motor refrigerado a água, que chegou a ser importado para o Brasil sob os nomes "Eurovan" e "Transporter". Curiosamente, foi o único modelo derivado do Fusca a evoluir além do motor boxer refrigerado a ar (isso excluindo o VW Gol, que possuía apenas o motor em comum). Em Portugal recebeu o nome carinhoso de "Pão de forma".

Da versão brasileira, entretanto, não se pode dizer o mesmo. A carroceria se manteve basicamente a mesma do modelo original, sendo que a versão vendida entre 1976 e 1996 era uma amálgama entre as "gerações" 1 e 2 da Kombi alemã, única no mundo (como basicamente toda a linha "a ar" da Volkswagen do Brasil). A versão pós 97 na verdade é praticamente o mesmo modelo produzido na Alemanha entre 1972 e 1979 (T2b, Clipper), com porta lateral corrediça, tampa do porta malas mais larga, redução do número de janelas laterais para três em cada lado, além de teto mais elevado, única alteração verdadeiramente "original" feita nessa ocasião.

Em dezembro de 2005 ocorreu a mais recente modificação implementada pela marca, com adoção de motorização refrigerada a água e painel semelhante aos automóveis "de entrada" da marca (Gol e Fox). A mudança de motorização, para se adequar aos novos padrões brasileiros de emissões, selou, de forma discreta, o fim do motor boxer refrigerado a ar, que impulsionou vários Volkswagen durante mais de setenta anos.

Controvérsias[editar]

A Kombi é montada no Brasil manualmente, da mesma forma que há cinquenta anos. Embora isso demonstre a viabilidade do projeto original, tal sobrevida se deve muito mais à peculiaridade da economia e sociedade brasileira, onde um anacrônico modelo divide as ruas (e o mercado) com modelos muito mais modernos.

Nos anos 70, 80 e 90 a VW adotou uma política de que "em time que está ganhando não se mexe" e evitou adotar mudanças que visem o conforto e a segurança no veículo. A "nova" Kombi Clipper lançada em 1976 não acompanhou a evolução do modelo que era vendido na Europa e EUA e certas falhas de projeto persistiram por anos a fio. Alguns ítens de segurança como freios de duplo circuito, pisca alerta, cintos de segurança, extintor de incêndio, retrovisores externos só foram adotados por pressão e exigencia do órgão de trânsito (Contran). Embora sua robustez e confiabilidade não encontrem adversários a altura, a idade do projeto começa a pesar, seja no tamanho (grande e ultrapassada demais para competir com minivans, pequena demais para competir com as vans atuais), seja no design (a nova grade dianteira do radiador, embora encontre alguma aceitação, certamente demonstra não se harmonizar com o conjunto). Embora altamente popular, o que o futuro reserva para o projeto em sua configuração atual é terreno para muita especulação, mas em função da obrigatoriedade de ABS e air-bags a partir de 2013 é provável que o modelo saia de linha.

Breve história no Brasil[editar]


Escola Técnica Brasmotor

  • 1950: Ano de seu lançamento na Alemanha e inicio das vendas no Brasil, importada pelo Grupo Brasmotor (proprietario da marca Brastemp). Na traseira havia uma grande tampa do motor, que deu origem ao apelido "barndoor" (porta de celeiro). A Kombi era equipada com motor de 1100cc e 25cv. A partida era elétrica (na chave) ou manual (na manivela)
  • 1952: câmbio com 2ª, 3ª e 4ª marcha sincronizada. Vidro traseiro e parachoque traseiro foram adotados. Lançamento da versão pick-up e da versão de passageiros com 15 janelas, apelida de Samba.
  • 1953: Início da montagem no Brasil, com as peças importadas (o chamado "sistema CKD", "Completely Knocked Down) ainda pelo Grupo Brasmotor.
  • 1954: motor 1200cc de 36cv
  • 1956: nova lanterna traseira
  • 1957: A Kombi começa a ser produzida no Brasil no dia 2 de setembro, com 50% de nacionalização de peças. O motor e câmbio ainda era importados 1200cc de 36 cv; câmbio "casca de amendoim" com 1ª seca e sistema elétrico de 6 volts
  • 1959: 06/59 Câmbio de 4 marchas totalmente sincronizado (a Kombi foi o 1º veículo brasileiro com 1ª marcha sincronizada); motor 1200 agora produzido no Brasil; tubos e batentes de proteção nos parachoques; a numeração do chassi passa para a chapa lateral do motor, ao lado da bateria; a manivela de partida também foi abandonada.


Linha de Montagem da Kombi

  • 1960: Lançamento da versão "Turismo", adaptada para camping.
  • 1961: 2ª série: Por exigência do Contran, a seta "bananinha" é proibida pois causava acidentes e diversos ferimentos no rosto dos pedestres, em seu lugar é adotado luzes intermitentes na dianteira (o famoso pisca "tetinha") e na traseira (tinha função de lanterna e pisca, pois a luz de freio ficava na tampa do motor); marcador de combustível no painel; encosto dianteiro com 3 posições de ajuste; o modelo "Luxo" agora passa a ser chamado "Especial".
  • 1962: Lanterna traseira "oval" bicolor; vidro traseiro maior
  • 1963: Adoção de vidros curvos nas laterais traseira
  • 1964: novo pisca dianteiro oval
  • 1965: paralama traseiro com vinco; 10 aletas de refrigeração do motor curvadas para fora
  • 1967: Motor 1500cc com 52cv; Lançamento da versão "Pick-up"; bancos individuais na dianteira; limpador de parabrisas de 2 velocidades; rodas aro 14; barra estabilizadora na dianteira; opcional: diferencial blocante para trafegar em terrenos com pouca aderência.
  • 1968: Sistema elétrico de 12 volts; parachoques de lâmina lisa
  • 1970: A Kombi ganha cintos de segurança e extintor de incêndio.
  • 1973: Volante de motor maior e nova embreagem com guia de rolamento; 2ª série: nova chave de seta em plástico.
  • 1974: botões do painel em plástico preto com desenho indicativo de suas funções, retrovisor externo na direita
  • 1975: Filtro de ar "seco" com elemento de papel; portinhola do tanque sem trava
  • 1976: Primeira reestilização, motor 1600cc. Inicialmente a Volks pretendia fazer a reestilização completa, deixando a Kombi nacional com a porta corrediça e as três janelas grandes e cada lado, mas, aparentemente para cortar custos, a fábrica escolheu combinar a frente (com as portas dianteiras) e a traseira (apenas as lanternas) do modelo internacional com a carroceria do modelo nacional, de 12 janelas laterais, tornando assim a carroceria do modelo fabricado de 1976 a 1996 uma exclusividade brasileira. O alternador passa a ser opcional.
  • 1978: Adoção de juntas homocinéticas nas rodas traseiras; motor 1600 com dupla carburação
  • 1981: Início das vendas do modelo com motor Diesel, refrigerado a água e radiador dianteiro. Utilizava o motor Diesel 1,5l que equipava o Passat exportação. Em 1981 os piscas traseiros voltam a ser na cor âmbar (eram vermelhos de 1976 a 1980).
  • 1982: Novo lançamento: Pick-up Kombi com cabine-dupla.
  • 1983: A Kombi ganha freios a disco na dianteira, e consequentemente novas rodas (tendo os seus cinco furos de fixação mais próximos uns dos outros) e novas calotas de perfil plano semelhante ao Fuscão.
  • 1992: A Volkawagem adota os primeiros equipamentos antipoluição, como catalisador e cânister.
  • 1997: Segunda reestilização, porta lateral corrediça e injeção eletrônica. Finalmente o modelo ganhava porta corrediça e carroceria semelhante aquela conhecida no resto do mundo, embora o teto elevado em 11 cm seja único do modelo brasileiro.
  • 2000: Último ano de fabricação da versão pick-up.
  • 2006: Novo Motor flex 1400cc refrigerado a água, introdução da grade dianteira para o radiador (essa grade é um pouco diferente da grade que já havia sido usada na Kombi a diesel nos anos 80) e painel de instrumentos com novos mostradores semelhantes aos do VW Fox da mesma época.


Volkswagen Kombi TotalFlex.

  • 2009: As mudanças são discretas. Há a adoção do "brake-light" (terceira luz de freio) de série na extremidade do teto, e nova grade dianteira levemente reestilizada com novas aletas para refrigeração.
  • 2013: Último ano de fabricação da Kombi.

Características técnicas[editar]

Kombi 1200 (1957-1966)[editar]

Pesos[editar]

  • Em ordem de marcha (kg): 1040;
  • Carga útil (kg): 810.

Motor 1200[editar]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina
  • Cilindrada: 1192 cm³ (1,2l)
  • Potência líquida máxima cv – 36

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): —
  • Velocidade máxima (km/h): 94

Kombi 1500 (1967-1975)[editar]


Primeira carroceria nacional, segunda motorização

Motor 1500L[editar]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina
  • Cilindrada: (1,5l)
  • Potência líquida máxima cv – 52

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 23
  • Velocidade máxima (km/h): 99

Dimensões externas[editar]

  • Comprimento (mm) 4289
  • Distância entre eixos (mm) 2400;
  • Largura (mm) 1746/1937mm com caçamba
  • Altura (mm) 1909/1884mm com caçamba

Pesos[editar]

  • Em ordem de marcha (kg):
  • Standart: 1110
  • Luxo: 1140
  • Standart ‘exclusiva e rara’ 6 portas: 1130
  • Luxo ‘exclusiva e rara’ 6 portas: 1200
  • Furgão: 1000
  • Pick-Up (caçamba): 1140
  • Carga útil máxima (kg):
  • Standart: 960 (1000 retirando os bancos traseiros)
  • Luxo: 930
  • Standart ‘exclusiva e rara’ 6 portas: 940
  • Luxo ‘exclusiva e rara’ 6 portas: 650
  • Furgão: 1070
  • Pick-Up (caçamba): 930

Kombi Clipper (1976-1996)[editar]


Primeira reestilização, terceira motorização

Motor[editar]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina (1976-2005)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 58

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool)
  • Velocidade máxima (km/h): 125

Motor diesel[editar]


Primeira reestilização, motor alternativo

Traseiro, refrigerado a água, em linha

  • Movido a Diesel (1981-1985)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 50

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 30,26s
  • Velocidade máxima (km/h): 111,3
  • Consumo médio (km/l): 8,95

Kombi Carat (1997-2005)[editar]


Segunda reestilização, terceira motorização

Motor[editar]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina (1976-2005)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 65

Mostrada no Salão do Automóvel de São Paulo de 1996, esta Kombi Carat exibia as modificações previstas para toda a linha Kombi 97, entre elas o teto mais alto e a porta lateral corrediça. Além disso, essa versão Carat, desenvolvida para fazer frente às vans coreanas que invadiam o mercado na época, trazia um acabamento mais elaborado e um motor AP 1.8 refrigerado à água, montado na traseira. Meses mais tarde a versão Carat fez-se disponível no mercado, porém ainda movida pelo velho motor boxer 1600 refrigerado a ar.

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool)
  • Velocidade máxima (km/h): 120 (no gás natural)

Kombi Carat com refrigeração a água (2006-2013)[editar]


Modelo 2006, novo motor 1,4l Flex


Modelo 2006, novo painel de instrumentos

Dimensões externas[editar]

  • Comprimento (mm) 4505;
  • Distância entre eixos (mm) 2400;
  • Largura (mm) 1720;
  • Altura (mm) 2040.

Compartimento de carga[editar]

  • Volume (módulos VDA) (litros):
  • Até nível do encosto traseiro – 1405;
  • Até nível do encosto dianteiro – 2880;
  • Atrás do banco dianteiro até o teto – 4806.

Pesos[editar]

  • Em ordem de marcha (kg): 1297;
  • Carga útil máxima (kg): 1000.

Motor[editar]

  • Traseiro, refrigerado a água (EA 111), movido a álcool, gasolina ou ambos em qualquer proporção (Flex)
  • Cilindrada: 1390 cm³ (1,4l)
  • Potência líquida máxima (Kw(cv)/rpm) G – 57 (78) / 4800, A – 59 (80) / 4800
  • Torque líquido máximo (kgfm/rpm) G – 123 (12,5) / 3500, A – 125 (12,7) / 3500

Desempenho[editar]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): G – 22.7, A – 19.8
  • Velocidade máxima (km/h): 131

Gerações[editar]

  • Geração T1

  • Geração T2

  • Geração T3

  • Geração T4

  • Geração T5

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