CULTURA
Livro defende a submissão feminina. A autora, Fabiana Bertotti, que viveu até os 18 anos na cidade de Itu/SP, acredita que a busca pela igualdade das mulheres acabou por aprisioná-las em outras correntes

Imagem inline 1Muito se fala em igualdade de direitos entre os gêneros. A conquista de direitos como o voto, o controle da natalidade através da pílula, a entrada no mercado de trabalho e outros fatores demonstram que as mulheres têm mais espaço.

Mas, será que todas estas conquistas são benéficas para as mulheres? Elas representam de fato a tão sonhada liberdade feminina, tema da luta na década de 1970? Nas histórias da antiguidade, a Bíblia e os livros de história dizem que as mulheres devem ser submissas, mas será que isto mancha o papel delas na sociedade atual?

Este é um dos pontos de discussão do livro “Submissa? – Todos têm um dono”, da jornalista Fabiana Bertotti, que está em sua terceira edição. A autora cresceu na região de Itu, interior de São Paulo, e faz palestras para mulheres em todo o brasil. Atualmente ela escreve outros dois livros: um para o público adolescente e outro para casais.

“Na ânsia de mostrar que podem, e que estão em pé de igualdade com os homens, as mulheres acabaram escravizadas pelo dinheiro, pela indústria da moda, pela vaidade e até pelo sexo. Se a mulher aprender o que significa ser submissa será livre”, afirma.

Parece contraditório, mas com um texto leve e algumas vezes engraçado, o livro retrata situações vivenciadas pelas mulheres que muitas vezes enfrentam tripla jornada, e não se sentem confortáveis em demonstrar fragilidade, dependência ou submissão. “Assim, elas apresentam uma falsa postura de força e independência que espanta possíveis companheiros”, sentencia.

Durante esta semana, a autora participa de eventos na região de Sorocaba.

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