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cafu-segura-o-trofeu-apos-o-brasil-ganhar-o-penta-da-copa-do-mundo-1259255834261_615x300Na véspera da Copa, são muitas as perguntas sobre o impacto que esse evento vai ter sobre o turismo brasileiro. Os profissionais receberam com ceticismo o anúncio da Embratur de 25,2 bilhões de reais de receitas, incluindo 6,85 bilhões gastos por 600.000 turistas estrangeiros. Mas os investimentos hoteleiros e o aumento de capacidade das companhias aéreas ( +28% para Air France) mostram também que muitos acreditam no sucesso.

Vendo o acontecido na França em 1998, os resultados das duas últimas Copas da Alemanha e da África do Sul, e também o ‘case’ de Londres com os J.O., três pontos devem ser lembrados.

footix1O primeiro é que ano de grande evento esportivo nem sempre foi um bom ano para o turismo receptivo do país organizador, mas nunca foi negativo. Na França em 1998, crescemos 4%, mesmo se menos que os anos anteriores e muito menos que os 12% da Espanha naquele mesmo ano. Na África do Sul, as chegadas caíram nos mercados próximos, mas cresceram bod10,1% no geral. A Inglaterra, no ano dos Jogos, perdeu dois postos no ranking da OMT, e teve uma queda durante o evento, mas fechou o ano com crescimento de 0,9%. Podemos então antecipar que os números anunciados no Brasil são provavelmente exagerados. Eles não levam em consideração os gargalos dos mês de Junho e Julho e esquecem as perdas com os turistas apavorados pelos preços altos ou os aviões lotados. Mas teremos, sem dúvida, em 2014 um crescimento das chegadas e mais ainda das despesas de turistas internacionais.

O segundo é que os investimentos em infraestrutura e promoção deram um retorno indiscutível nos anos seguintes. Todos lembram o fabuloso impulso que Barcelona deu a seu turismo depois do J.O. . A França conseguiu renovar e rejuvenescer sua imagem depois da Copa 98, mostrando capacidade de organização e melhorando suas infraestruturas. Esses dois fatores contribuíram a um crescimento de 10% nos quatro anos que seguiram, não só em Paris mas em cidades sede como Bordeaux, Marseille, Lyon ou Montpellier. imagesK53UBP0ZNa Alemanha, os pernoites aumentaram 4% em 2007, um impacto positivo que foi além do turismo internacional e que impactou o turismo interno. Para a África do Sul, os resultados foram ainda mais espetaculares, não só no próprio ano da Copa, mas em 2011 ( +4%) e em 2012 ( +23%), com uma expectativa de 9% para 2013. Na mesma lógica, podemos esperar no Brasil depois de 2014 excelentes perspectivas para o turismo se o sucesso do evento se confirmar. Com a infraestrutura nova, com profissionais mais capacitados, será então possivel sonhar com 7 milhões de chegadas, 8 bilhões de receitas e em turistas estrangeiros descobrindo novos destinos.

untitledPara o turismo emissivo, é difícil dar um palpite seguro. Mas os exemplos mostram que os anos de grandes eventos se encaixam quase sempre nas tendências anteriores, ou seja, de baixa na Alemanha, de alta na África do Sul ou de estagnação na Inglaterra. No Brasil também os apaixonados que ficarão em casa para ver os jogos vão deixar os lugares para aqueles que querem de qualquer jeito fugir da agitação das torcidas. Os meses de junho e julho, tradicionalmente muito fortes, vão com certeza ser muito difíceis para nossos colegas nas agências de viagens, nos hotéis ou nos aeroportos. Mas no geral do ano, o dinamismo do evento e os aumentos das ofertas aéreas devem multiplicar as oportunidades e assegurar um crescimento conforme a tendência já observada esse ano.

Não devemos esperar demais de 2014, mas não precisamos ser pessimistas e temos que acreditar no futuro. No receptivo e no emissivo, a curto prazo e mais ainda a longo prazo, o turismo brasileiro vai mesmo ganhar a Copa.

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