29 de Janeiro de 2014•17h23 • atualizado às 17h29

Florianópolis tem nova onda de calor e sensação térmica de 52ºC

Santa Catarina foi o local mais quente do Brasil nesta quarta-feira. Temperatura oficial em Florianópolis alcançou a marca dos 37ºC

A água do mar neste primeiro mês de 2014 vem registrando temperatura cerca de 2ºC acima da média obtida em anos anteriores Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para TerraA água do mar neste primeiro mês de 2014 vem registrando temperatura cerca de 2ºC acima da média obtida em anos anterioresFoto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra

  • Fabricio EscandiuzziDireto de Florianópolis

Meteorologistas alertam para a chegada de uma nova massa de ar quente no litoral de Santa Catarina a partir desta quarta-feira. Hoje a temperatura oficial em Florianópolis alcançou a marca dos 37ºC, com sensação térmica de 52ºC às 16h. Segundo Marcelo Martins, meteorologista do Centro de Recursos Ambientais do Estado (Ciram), Santa Catarina foi o local mais quente do Brasil. A umidade chegou aos 26% em São Joaquim, na serra, nível verificado habitualmente no deserto do Atacama.

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A terceira onda de de calor do verão, segundo o aviso especial emitido pelo Ciram, deve se estender até a próxima semana, trazendo temperaturas próximas aos 40ºC no litoral. O forte calor acabou dando uma trégua aos catarinenses no final de semana, após dias onde a sensação térmica chegou aos 46°C em Florianópolis e 55°C em Joinville, no extremo norte.

O alerta dos meteorologistas é que, desta vez, a onda de calor deve durar por mais tempo. "A nova massa de quente e desta vez mais duradoura vai influenciar Santa Catarina no fim de janeiro e primeira semana de fevereiro. Os dias serão de sol entre algumas nuvens com chance de chuva rápida de verão entre a tarde e noite, por vezes acompanhadas de temporais localizados", afirma a meteorologista do Ciram Gilsânia Cruz. "As temperaturas passam rapidamente dos 30°C já no final da manhã e se aproximam dos 40°C à tarde, especialmente no Litoral e Vale do Itajaí, regiões que a sensação de calor pode alcançar e superar os 50ºC."

Nas praias, o movimento foi intenso mas o vento e o mar mais revolto afastaram os banhistas. Um dos locais mais procurados foi o ponto do Riozinho, no Campeche. Apesar dos avisos de níveis máximos de radiação solar e do calor de 35ºC registrado em Florianópolis no início da tarde, muita gente aproveitou para curtir a praia.

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11 de janeiro – Em um fim de semana de muito calor em São Paulo, muitas pessoas procuraram o Parque do Ibirapuera – o mais importante parque urbano da capital paulista – para se exercitar ou relaxar à sombra. A máxima durante o sábado deve ficar em 33ºC, e no domingo (12) uma fraca frente fria ameniza o calor
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Temperatura da água
A água do mar neste primeiro mês de 2014 vem registrando temperatura cerca de 2ºC acima da média obtida em anos anteriores. A informação é do CIRAM. Os meteorologistas usaram como comparação os verões de 2012 e 2013. O estudo mostrou que a superfície do mar em praticamente toda a costa do estado está aproximadamente 2°C mais quente.

Segundo a meteorologista Gilsânia Cruz e o oceanólogo Argeu Vanz, a água quente que atinge a costa catarinense se deve à chamada "Corrente do Brasil", que nesta época ano, ganha força e provoca o aumento da temperatura do mar na região sul do Brasil. Os ventos fracos e o mar calmo verificados nas últimas semanas também estariam contribuindo para o aquecimento.

"A água mais calma com pouca mistura e o forte calor, resultou no aumento da temperatura da água do mar, principalmente próximo à costa”, afirmam. “Quando temos vento do quadrante norte soprando por vários dias, a água da superfície do mar quente é deslocada para o oceano aberto e ressurge água mais fria do fundo. Isso acaba deixando a água da costa mais fria, independentemente da temperatura de ar".

Apesar do aquecimento do oceano, o meteorologista Marcelo Martins alerta que não existe a possibilidade de formação de sistemas instáveis, como ciclones ou mesmo um novo Catarina. "A massa de ar está tão seca que impede a formação de sistemas. O máximo que pode ocorrer são as tradicionais pancadas isoladas, típicas do verão, com ventos, descargas elétricas e granizo".

Especial para Terra

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