Prezado(a) Editor(a):

Bom dia

Venho por meio deste e-mail solicitar a possível publicação de um artigo de opinião cujo título é: ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA: UTOPIA?

Como já dito em outras oportunidades gostaria de ter a oportunidade de publicar o artigo em vosso jornal.

O artigo é produto de um projeto de extensão que desenvolvemos na UFMS (Câmpus de Três Lagoas) em parceria com a UFAL (Câmpus de Arapiraca); ESALQ/USP (Câmpus de Piracicaba); UFG (Câmpus de Goiânia); UNIFEI (Câmpus de Itajubá); UNESP (Câmpus de Tupã); Anhembi Morumbi de São Paulo e Faculdades Gammon de Paraguaçu Paulista.

Assim sendo, segue artigo abaixo e em anexo.

Sem mais para o momento muito obrigado por vossa atenção!

Att.
Professor Dr. Marçal Rogério Rizzo

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Artigo: ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA: UTOPIA?

Por Everton Jose Lucio Silva e Fabiano Santana dos Santos

​A definição mais cabível ao termo “ética” pode ser: “um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade”. A ética concorre para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Nesse sentido, a ética está relacionada com o sentimento de justiça social. E é por meio desse conceito que podemos verificar então que esses princípios estão sendo frequentemente feridos na nossa sociedade.

Há muito, desde a criação das primeiras formas de governo no Brasil até os dias atuais, vê-se falar em ferimento à ética política no nosso Estado. Desde a administração patrimonialista, já se identificavam irregularidades nas práticas daqueles que eram incumbidos de exercer cargos no governo; os interesses próprios e o não compromisso com o povo eram demasiados, e as situações eram disfarçadas de uma forma bastante astuta, quase imperceptíveis pela população. Mas, em relação às práticas de administração atual, isso mudou? Podemos identificar que princípios que regem o Estado são seguidos à risca?

Como qualquer verdadeiro cidadão brasileiro, gostaríamos de responder a essas perguntas de uma forma positiva, mas a realidade de nosso país não permite. Os princípios existentes são os mesmos, mas existe uma “resistência” por parte dos governantes a segui-los. A situação do passado está impregnada em nossa atualidade. O que haverá por trás disso? Onde se esconde, que não pode ser visto, mas que corrompe muitos cidadãos e seus representantes, fazendo-os ferir todos os objetivos reais de um governo? A partir dessas indagações cabe entrarmos até na Filosofia para conhecer o homem e saber por que ele é tão facilmente corrompido. Talvez por medo de sofrer represálias no meio, talvez por falta de consciência e de não conhecimento da tarefa que deve exercer e diversos outros fatores que precisam ser conhecidos.

O que se tem evidenciado é que os interesses individuais estão em primeiro plano; são casos de desvios de recursos, improbidade, e vários outros tipos de ações que agridem nossas leis e nossa Constituição. Generalizar tais ações dos gestores de nosso país e afirmar que só acontecem irregularidades seria uma forma cruel e impensada de analisar essa situação. Há aqueles que trabalham, que criam projetos, que se preocupam com a população, que mostram avanços ou mudanças em diferentes esferas (municipal, estadual ou federal), mas que não são isentos de praticar atos impróprios ou de até mesmo tirar um “pouquinho” por fora.

É por isso que pensar num país que pratique totalmente a impessoalidade, a moralidade, a eficiência, a legalidade e a publicidade – os princípios éticos a que deve obedecer a administração pública – parece mesmo algo apenas que se almeja: uma idealização, uma utopia.

Everton Jose Lucio Silva: Acadêmico do curso de Administração Pública da UFAL – Campus Arapiraca/AL.

Fabiano Santana dos Santos: Professor do curso de Administração Pública da UFAL – Campus Arapiraca/AL.

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