ANATOMIA DE UMA CRISE

Por José Carlos Sepúlveda

O descontentamento popular e a recusa ao projeto de poder ideológico do PT firmam-se e crescem por todo o País. O Impeachment vai-se generalizando como um clamor popular. Mas os atores políticos (governo, “oposição” – com algumas exceções -, boa parte da mídia, etc.) têm tentado, de vários modos, desviar o foco da crise ideológica que atravessa o País e diminuir seu impacto, desmerecendo-a e aparentando “normalidade”.

Na impossibilidade de fazer diminuir o descontentamento público e diante do desmoronamento da situação econômica do País, o mundo oficial prepara um “cambalacho” nos bastidores, o qual poderia ter um script mais ou menos como o que segue:

1 – O PMDB, dirigido por Temer (governo) e a “oposição” a favor (PSDB) trilham juntos o caminho do Impeachment de Dilma;

2 – Dilma e seu governo são jogados às feras, satisfazendo assim o clamor popular e procurando desta forma abrandar o descontentamento;

3 – O grande empresariado, sempre colado ao Estado, dará apoio à solução para tentar abrandar a crise econômica e diminuir também a falta de confiança;

4 – Lula será poupado da prisão (segundo FHC ele não pode ser preso por ser um “símbolo”) e tentarão ressuscitar seu cadáver político, trazendo seu nome como possível candidato em 2018;

5 – Haverá uma articulação para quebrar a “espinha dorsal” do Congresso e torná-lo subserviente, fazendo com que a pauta anti-PT perca força nas decisões do mesmo;

6 – Haverá uma tentativa conjunta de abafar a Lava-Jato, fazendo com que apenas alguns paguem a conta da tremenda máquina de corrupção montada no País, que permanecerá intacta em alguns de seus tentáculos.

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