Ao contrário de quase todos no país, a crise não tira dias de folga (Foto: Internet)

A comemoração do Carnaval este ano não presta nenhum respeito à aflição econômica vivida pelo país

Janeiro costuma ser um mês de poucos acontecimentos no Brasil, a não ser pela preparação para a festa do Carnaval, que este ano começa dia 5 de fevereiro. Políticos que acabaram de voltar do recesso de fim de ano não farão muita coisa até acabarem os dias de folia.

Porém, este ano, eles podem se arrepender do recesso. Isso porque, ao contrário de quase todos no país, a crise não tira dias de folga. O declínio econômico segue seu curso.

Em 2015, foram fechados 1,5 milhão de empregos formais no país. O resultado é o pior desde 1992, quando o Ministério do Trabalho e da Previdência Social iniciou a série histórica. Estimativas apontam que mais 1 milhão de postos podem ser fechados este ano. A venda de veículos despencou em um quinto em 2015, em comparação com 2014. Para piorar, o FMI prevê uma retração de 3,5% na economia do país este ano.

O desemprego é uma novidade para os mais jovens, que entraram no mercado de trabalho entre 2003 e 2013, anos de bonança do boom das commodities. Segundo o presidente Fernando Henrique Cardoso, é difícil prever como eles reagirão aos maus tempos.

Parlamentares que buscam o impeachment da presidente Dilma Rousseff admitem em confissões privadas ser pouco provável que consigam reunir os dois terços necessários para que processo seja aprovado na Câmara e siga para votação no Senado. Mas eles pretendem arrastar o processo o máximo possível. Assim atingirão sua meta de minar a presidente. No entanto, isso em nada contribuirá para o atual cenário do país.

Fontes:
The Economist-Partying on a precipice

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