O ano letivo na rede estadual de ensino está previsto para iniciar no próximo dia 22. Porém, antes disso, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública Estadual – Sinte/SC se reunirão em assembleia, no dia 15, em Campos Novos. Não está descartado que a categoria decida pela greve possa, caso o governador Raimundo Colombo (PSD) não atenda os acordos firmados, entre eles a retirada do registro das faltas dos servidores.

“A reunião do conselho servirá para avaliarmos os próximos passos. A pauta de greve não foi levantada, mas não descartamos esta possibilidade se for do entendimento dos sindicalistas”, explica a secretária do Sinte no estado,Claudete Mittmann.

A coordenadora do sindicato em Tubarão, Tânia Fogaça, revela que a decisão deverá ser tomada depois do dia 17, quando os professores voltam às atividades nas escolas, antes dos alunos. “O nosso entendimento é que as aulas não deveriam iniciar, mas tudo dependerá dos docentes. Se eles quiserem, a coordenação estadual e as regionais deverão realizar as assembleias e acatar o desejo da maioria”, esclarece Tânia.

Se a paralisação for deflagrada será em resposta a inúmeros fatores. “Foram muitos os acordos não cumpridos, mas a lei que contribuiu para a desvalorização salarial dos docentes, com os reajustes congelados até 2018, é revoltante. Não é só esta questão dos valores, mas a falta de respeito com a educação”, lamenta a coordenadora.

Nesta terça-feira, Colombo afirmou que fará de tudo para trabalhar na derrubada do reajuste do Piso do Magistério Nacional, que prevê 11,36% de aumento em 2016, junto com os outros governadores. O anúncio revoltou a categoria.

Última greve

A greve ocorreu de 24 de março a 3 de junho. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, cerca de 5% (dois mil professores) ficaram ausentes das salas de aula neste período. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte-SC) informou que a adesão foi de 20%.

Adesão

Na região, ficaram totalmente fechadas na última greve as escolas Dom Joaquim, em Braço do Norte (853 alunos), e Aldo Câmara, em Santa Rosa de Lima (139 alunos). De forma parcial, a paralisação atingiu 25 escolas, com adesão de alguns professores.

Fonte: Sul In Foco

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