an1Faltam poucos dias para o torneio de laço comprido especialmente realizado para amazonas. O 5º Duelo de Anita acontece nos dias 22, 23 e 24 de julho no parque de Exposições, municipio de Alfredo Wagner – SC
A prova do laço comprido é muito praticada em rodeios pelo mundo afora, mas o torneio realizado por mulheres é raro.
O Duelo de Anita veio mostrar que também as mulheres podem praticar este esporte.
O laço comprido consiste em laçar o boi que é solto à frente do competidor montado a cavalo. É conhecido com outros nomes como Tiro de Laço no Rio Grande do Sul, mas o nome mais popular é laço comprido. Desde o brete (compartimento que retém os cavalos) a competição já está valendo e o peão ou a prenda sendo avaliados.
O laço comprido exige habilidades de montaria e técnicas aprendidas com muito treino. Além do peão e da amazona, o cavalo também precisa ser treinado. É necessário no mínimo 1 ano para o cavalo começar a ser bom, mas de confiança na prova só a partir dos 4 anos de treino.
A laçadora deverá segurar o cavalo no brete até a saída do boi. O cavalo não deve entrar antes. Se houver a saída antecipada é penalizado em dois pontos. Se a culpa for do cavalo, chega a cinco pontos. Se o cavalo atropelar o boi também é penalizado, normalmente com a perda de 1 ponto.
O segredo do laço comprido é aprender a técnica da distância, pois na primeira tentativa o boi já deve ser laçado nos dois chifres para não se soltar e evitar a perca de pontos, por isso deve haver sintonia entre o cavalo e o laçador.
O laçador deve manter a distância correta quando o boi estiver correndo. Pouco antes de laçar, o peão acelera e para logo em seguida para a laçada.
O que é o Duelo de Anita
O Duelo de Anita, torneio de laço comprido, é disputado apenas por mulheres e este ano chega a sua 5ª edição.
A ideia surgiu em 3 de março de 2012, durante a 6ª Edição dos Gladiadores do Laço, realizada pela família Figueiredo, na cidade de Paulo Lopes (SC). “Na época, comentou Maria do Carmo Justen Besen criadora e organizadora do evento, eu era patroa geral do CTG Boca da Serra e, por diversas vezes, senti na pele o preconceito contra a mulher dentro da tradição gaúcha. Foi então que tive a ideia de inovar, realizar um rodeio onde as mulheres fossem a estrela maior. Quando saímos do evento, pedi a minha filha, Mariana Justen Besen, sugerir um nome que fosse forte para o duelo. E não teve outra! Ela, que na época era 1ª Prenda Juvenil do Brasil e havia apresentado no concurso nacional uma pesquisa sobre a grande mulher catarinense, a heroína Anita Garibaldi, sugeriu então o nome de Anita”.

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