O título deste artigo reflete o clima faceiro e alegre que dominou o fim das eleições municipais em Alfredo Wagner e que deu origem a muita brincadeira com quem perdeu. Fogos, pelegos e até carneirinhos foram usados para comemorar a vitória.

Passada a festa e transcorrido algum tempo, exponho minhas impressões. Preferi deixar o clima festivo amenizar para não haver interpretações errôneas de minhas palavras.

Vamos analisar o resultado e tecer alguns comentários.

Para Vereador:

2714 votos da coligação PSD – DEM – PSDB

4028 votos da coligação PMDB – PP – PR – PSB – PT

Brancos e nulos: 195

Para Prefeito:

3983 votos da coligação PMDB – PP – PR – PSB – PT

2940 votos da coligação PSD – DEM – PSDB

Brancos e nulos 319

Nesta eleição 529 eleitores se abstiveram de votar.

A campanha eleitoral correu tranquila e em paz (ver: http://jornalaw.com.br/2016/09/30/eleicoes-2016-a-paz-na-capital-das-nascentes/) e com diversos momentos favoráveis a um e a outro candidato. Muito diz-que-diz sem provas nem fundamento, boatos de compra de votos, investimento de grandes empresários na campanha dos dois candidatos, etc.

Alguns candidatos a vereador não alinhavam seu pedido de voto com o de sua coligação para prefeito, deixando o eleitor a vontade para votar no candidato que mais lhe conviesse.

A Capital Catarinense das Nascentes sofre com a falta de uma oposição coesa, inteligente e eficaz. Os vereadores da coligação PSD – DEM – PSDB que na atual gestão apresentaram alguma oposição, foram os mais votados na atual eleição. O resultado demonstra que o povo deseja que estes eleitos tenham uma maior atuação voltada para a fiscalização e controle do orçamento público. Entretanto, com minoria na Câmara de Vereadores, Adilson, Vitório, Emílio e Zaia terão que se desdobrar e marcar presença para serem lembrados nas futuras eleições.

O eleitor alfredense é inteligente! Ele votou com a razão e não com o coração. Explico-me!

Eram dois candidatos para ocupar a próxima administração: o atual prefeito, concorrendo a reeleição, e o seu secretário da fazenda, várias vezes eleito vereador e concorrendo pela primeira vez ao cargo de prefeito.

Ambos tinham rejeições por diversas razões. As mais mencionadas foram: falta de obras, abandono das estradas, por parte do atual e falta de experiência por parte do seu concorrente.

Ambos tinham pontos positivos. O primeiro saiu a campo e fez em três meses o que o colono mais necessita: a recuperação das estradas. O ponto positivo para o segundo era sua grande atuação em favor de pessoas que necessitavam de tratamento de saúde, levando doentes a hospitais e clínicas, conseguindo internações, etc. Esse trabalho fez com que a coligação PSD – DEM – PSDB o escolhesse para os representar neste pleito.

Erro fatal! Como eu disse o alfredense é inteligente e não votou com o coração e sim com a razão!

E votou certo!

Entre as atribuições de um prefeito está a manutenção das estradas. Uma das mais importantes atribuições, pois é por elas que trafega a produção e o povo. Sem estradas não há saúde, não há educação, não há segurança!

O povo viu que isso foi realizado em todo o município em poucos meses e deu um voto de confiança ao candidato a reeleição.

Não se escolhe um prefeito porque ele atua como uma irmã de caridade: visitando doentes, facilitando internações, etc. A atitude do candidato que perdeu merece todos os elogios e reconhecimentos que uma pessoa caridosa deve receber. Porém, o alfredense sabe que esse não é atributo de um prefeito para ocupar seu cargo.

O prefeito eleito tem que ficar esperto… Se quiser eleger seu sucessor daqui a 4 anos, deverá estar presente e mostrar obras. Da próxima vez o eleitor talvez não aceite que sua estrada esteja “como um asfalto” às vésperas das eleições… ele quererá mais!

 

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