O MILAGRE DA CAMINHADA, RERITY E A XICARA !

…É caminhando que se abre caminho. Não importa o tamanho das passadas. Importa caminhar sem desistir jamais.
É imbuído deste espírito que vou contornando as numerosas curvas da 282, com destino à Capital das Nascentes.

Enquanto construo o caminho, a poucos quilômetros dali, a pequena Rerity está impaciente, olhar triste e fixo na janela. Mascote da família, está esperando a chegada de sua dona, Cristine. Mas ela é mesmo o xodó da filha.

Originários da Alemanha, e projetados para caçar pequenos roedores, essas salsichas ou linguicinhas como comumente são chamados, encantam por suas habilidades ágeis, por serem corajosos, protetores e ciumentos. Sim eles tem ciúmes do dono e da família. Mas são dóceis e companheiros.

Verdadeiros professores em matéria de paciência, companheirismo e persistência. Como alunos disciplinados podemos extrair lições de amabilidade, amor ao próximo e docilidade desses seres extraordinários.

Penso em Belinha, a mascote da filha, Maria Eduarda, e no quanto de carinho, amor e amabilidade tenho usufruido em sua saltitante companhia.

É quando à minha frente surge uma visão linda, agradável de estar pelo ambiente descontraído e acolhedor, tendo ao fundo magestosas montanhas: é o Paradouro Km 111 Café!

Ali passei horas incríveis. Interagindo com pessoas maravilhosas como a Brenda Cristina Corrêa, Solâne Aparecida Alexandre, Joseane Silveira e Maria Carolina de Souza.

O café servido com distinção, a bela xícara como presente da Casa e os lindos sorrisos distribuídos em meio a elogios sinceros marcam a maneira excepcional de tratamento diferenciado.
Não é apenas uma xícara de presente. Há toda uma filosofia de excelente atendimento e bem querer. Com tratamento diferenciado tendo o ser humano como o maior dos espetáculos.

Impressionadas com a história da caminhada, confessaram sentir um clima de paz e serenidade à medida que ia adentrando o recinto. Essa paz, retruquei, já está presente dentro de cada um de vocês, apenas inspirei despertando-a com minha energia, ao chegar.

No sofá do escritório, impaciente, Rerity continua a olhar para fora, tentando identificar nos carros passantes, o da dona, Cristine, enquanto o esposo e proprietário do estabelecimento, Vítor Luis da Silva, no computador, encurta em trinta quilômetros minha caminhada.

Sereno, olhar jovial e alegre, Vítor é um empreendedor de sucesso. Aponta no vídeo o novo trajeto a percorrer a partir de Alfredo Wagner e eu assimilo no subconsciente, visualizando na mente o novo itinerário.

E agradecido por tão calorosa recepção, início no asfalto os sete quilômetros que me levam à cidade do “Soldadinho Desconhecido”, a terra das nascentes, para vivenciar novas e belas emoções.

Enquanto isso, agora faceira e saltitante, Rerity desfruta da companhia de sua dona, andando prá cá e prá lá.
A água da bica que brota nas pedras não é mais a mesma e o vento que sopra o meu chapéu de palha indica a polaridade e brevidade da vida.
Tudo ficou para trás. À minha frente, de cima da ponte contemplo a bela Alfredo Wagner!

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