O grito ecoou inúmeras vezes pelos perais da Capital Catarinense das Nascentes. Este grito trazia pânico aos colonos que sabiam que não havia piedade por parte dos índios.

Esta frase, dita assim logo na introdução do artigo, vai incomodar muita gente, mas fazer o quê? A História tem que ser imparcial, verás e sucinta.

Foi o que respondi ao aluno do Curso de Educação ao Trabalho da UFSC que veio me entrevistar sobre a história de Alfredo Wagner.

Não existe ser humano 100% bom. Todos temos qualidades e defeitos, assim também, os nossos índios, tinham qualidades e defeitos. Devemos distinguir uns dos outros para poder escrever uma história imparcial e verídica.

Alfredo Wagner era um ponto de passagem das diversas tradições indígenas que por aqui surgiram. Nômades, os índios vinham em busca de alimentação, principalmente na época que as pinhas debulhavam e os pinhões abundantes, atraiam diversos tipos de animais e aves.

Uma das últimas etnias que por aqui chegou, expulsando as anteriores (como estas haviam expulsado seus parentes já instalados aqui) foram os Xoklengs. Estes haviam expulso os kaigangs, parentes próximos, e pretendiam fazer o mesmo com os da etnia branca que começavam a subir a serra.

Os xoklengs usavam uma técnica  que fora muito eficaz com os Kaigangs: assustar as mulheres, atingindo, principalmente seus filhos. Isso funcionava entre eles pois eram as mulheres que decidiam quando partir de um determinado local. Atacando mulheres e crianças, julgavam que fariam com que os imigrantes iriam embora.

A notícia abaixo apresenta dois aspectos interessantes. Primeiro, a ferocidade indígena, e em segundo, o lamento do articulista (provavelmente o redator do jornal pois não deixou seu nome registrado, com relação a ação do Império. O Império do Brasil tinha uma política amizade, e quando muito, de defesa com relação aos índios, nunca atacando sem haver uma razão de prioridade para isso. O lamento do editor com a inércia do governo imperial demonstra que este procurava aquietar os ânimos, e nunca, provocar uma guerra.

A República militarista, implantada em 15 de novembro 1889, alterou este relacionamento, enviando matadores ao encalço dos indígenas, provocando uma verdadeira mortandade que dobrou o animo do nativo e o subjugou definitivamente.

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