O surto de febre amarela que tem assustado brasileiros de todos os Estados e que já causou várias mortes ainda não foi identificado no Estado de Santa Catarina e também não há nenhum sinal em Alfredo Wagner. Entretanto, é importante tomar conhecimento do assunto, se prevenir e cuidar.

A matéria abaixo foi apresentada pelo site OAB São Paulo apresenta em linhas gerais o que é a Febre Amarela e como se prevenir e o que está realmente acontecendo no momento:

Febre amarela: confira os locais de vacinação

Em virtude da inclusão do Estado de São Paulo como área de risco de contaminação por febre amarela pela Organização Mundial da Saúde, a CAASP orienta os advogados e seus familiares a dirigirem-se à unidade de saúde mais próxima para imunização. A própria Caixa de Assistência buscou viabilizar uma campanha de vacinação contra a febra amarela destinada à advocacia, a exemplo da que realiza anualmente contra a gripe, mas a iniciativa mostrou-se impraticável em razão não apenas do elevado preço do produto, mas principalmente de sua indisponibilidade no mercado.

A vacinação é a medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela. A Secretaria Municipal da Saúde da Capital intensificou a vacinação em três regiões da capital: as zonas Norte, Sul e Oeste. A Secretaria Estadual de Saúde divulgou os nomes das cidades onde a campanha de vacinação será intensificada a partir dia 29de janeiro (o Gonverno do Estado estudava a antecipação dessa data quando da eleboração desta matéria), com aplicação da vacina fracionada (confira no final desta matéria). A dose fracionada tem 0,1ml, enquanto que uma dose convencional tem 0,5ml. A dose fracionada imuniza por oito anos.

A vacina contra a febre amarela demora 10 dias para fazer efeito. Por isso, recomenda-se tomá-la com antecedência em caso de visita as áreas de risco.

Embora altamente eficaz, a vacina tem contraindicações para vários grupos, pois é feita com vírus atenuado, não com vírus morto. A vacina é proibida em crianças com menos de seis meses, imunodeprimidos debilitados (soropositivos, pessoas em tratamento de câncer, por exemplo), pessoas com alergia a ovo, grávidas e pessoas com doença do timo. Além disso, não pode ser ministrada sem prescrição médica em mulheres que estão amamentando, crianças de seis meses a nove meses e adultos acima de 60 anos com alguma doença.

Doença infecciosa de gravidade variável, a febre amarela possui dois ciclos de transmissão: um silvestre e um urbano. A doença é a mesma nos dois ciclos. A diferença é quanto aos transmissores.

No ciclo silvestre, os vetores da febre amarela são principalmente os mosquitos haemagogus e sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá pelo do aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, a chikungunya e o zika. Até o momento todos os 40 casos confirmados e as 21 mortes de pessoas causadas pelo vírus da febre amarela em todo o estado de São Paulo são de origem silvestre (até sexta-feira 12 de janeiro, dados da Secretaria Estadual da Saúde). O último relato de transmissão urbana no Brasil ocorreu em 1942.

A febre amarela leva de três a seis dias – podendo se estender até 15 – para se tornar aparente. Os sintomas do estágio inicial duram três dias e são os seguintes: febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares generalizadas, dor na lombar, cansaço, náuseas e vômitos.