Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde

 

No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente define lista de vacinas obrigatórias à imunização de crianças e adolescentes e cabe aos pais e/ou responsáveis a colaboração com o programa de vacinação. Caso seja constatada atitude de não cumprimento dessa imunização, os pais podem ser responsabilizados civil e criminalmente, segundo Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infantojuvenis da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Segundo a matéria publicada pelo Estadão, o Ministério da Saúde tem se preocupado com o crescimento de grupos antivacinação no Brasil, que declaram não vacinar filhos devido a supostos efeitos colaterais da imunização. A maioria dessas pessoas se reúne em grupos de redes sociais e se baseiam em notícias sem cunho científico para tomada dessa decisão, que já tem impactado em uma menor cobertura de imunizantes oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A notícia também destaca o impacto que movimentos como estes já tiveram em outras regiões, como a Europa, o que culminou em um surto de sarampo recente. O risco da baixa imunização não é apenas individual, como também de saúde pública, aumentando a exposição da doença socialmente.

É importante que se discuta a real necessidade de vacinação e também refletir quanto ao lobby da indústria farmacêutica na ampliação de vacinações em alguns casos. No caso do recente surto de febre amarela, a ampla divulgação do episódio pode ter levado a certa ‘histeria’ em busca da vacina mesmo por grupos para os quais não havia risco real de contaminação ou qualquer recomendação. Contudo, a supressão da imunização de certas doenças que já se encontram controladas e cujas reações são previstas (mas muito menos perigosas do que a contração da doença em si) pode gerar consequências, inclusive a eclosão de novos surtos, que configuram problema de saúde pública.

Link para a notícia: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,grupos-contrarios-a-vacinacao-avancam-no-pais-e-preocupam-ministerio-da-saude,70001800099