“Espero que vivas muitas aventuras ao lado de Eva!”

Redator : agosto 13, 2017 12:08 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

É impossível não gostar da pequena Eva personagem principal do livro de Carol Pereira: “As aventuras de Eva Schneider” lançado recentemente no I Festival de Inverno de Alfredo Wagner.

A pequena é aventureira, corajosa, inteligente, destemida… lembrou alguém?? Sim, a autora se retrata e transmite seu espirito aventureiro pelas páginas do livro.

A primeira aventura a leva conhecer o “Terrível Martinho Bugreiro”.

Este personagem da nossa história, meio bugre, cujos pais foram mortos pelos índios quando ele ainda era pequeno, nutria um ódio mortal pela etnia xokleng. Ele foi contratado pelo governo Republicano para dizimar com o povo indígena. Como era meio bugre, ele conhecia todos os hábitos e costumes dos índios e sabia como agir. O povo indígena que habitava a Serra Catarinense e o Planalto Serrano tinha origem em uma guerra fratricida. Há muitos anos atrás três ramos sobreviviam por estas terras. Um deles mudou-se para o Rio Grande do Sul e muitos séculos depois se miscigenou com os portugueses. Os dois ramos que permaneceram, um ficou na região de Lages e outro foi para a região de Blumenau. Num determinado momento da história destes povos, os índios da região lageana emboscaram os que moravam mais próximos do litoral matando, sem piedade, todos os homens da grande tribo, levando com eles as mulheres e as crianças. Talvez conhecedor deste fato, não sabemos, mas o que se sabe é que Martinho Bugreiro agia da mesma forma. Matava os índios, deixando as mulheres e suas crianças. Seu modo de agir era em tudo semelhante aos indígenas. Acompanhavam a presa sem que a mesma tomasse conhecimento que era seguida. Deixava que adormecessem… então atacava. Um de seus homens, certa vez, abusou de uma índia. Segundo contam, o próprio Martinho Bugreiro executou a sentença de morte após julgamento sumário.

Isto que eu contei não está no livro da Carol Pereira… não, eu não iria estragar o seu prazer em ler o primeiro capítulo.

O segundo capítulo fala do tesouro escondido no Campo dos Padres. Essa região, da qual Alfredo Wagner faz parte, é uma enorme extensão com as maiores altitudes da Serra Geral no Sul. Em algum lugar destas montanhas altaneiras, quando fugitivos do governo do Marques de Pombal, os Jesuítas esconderam (diz a lenda) um tesouro… e uma das aventura da Carol (digo Eva Schneider…) foi descobrir onde estava enterrado. Uma aventura que me fez pensar… será que alguma coisa não era realidade?

O terceiro capítulo desta emocionante aventura, tem um dedinho meu… No desenho que abre o capítulo (e na capa do livro também), aparece a figura de um soldado da década de 1850. Pintei digitalmente este desenho, utilizando outro feito a bico de pena que encontrei na internet. O Soldadinho é o nosso Santo. Ele tem uma história muito triste que é contada de geração em geração, mas se desconhece o seu verdadeiro nome, origem e família. Numa noite gelada, contam os antigos, um pelotão fugido de Desterro se encontravam na Estrada das Demoras, perto da Colônia Militar Santa Thereza, quando a nevasca aumentou. Um soldado, já doente, foi ficando para trás. Quando os seus companheiros chegaram no destino notaram que ele não estava junto deles. Voltaram até uma certa altura, mas era tanta neve que tiveram que desistir das buscas. No dia seguinte, encontraram o soldadinho morto congelado, tentando acender um maço de palha para se aquecer. Ali mesmo o enterraram e começaram as peregrinações ao túmulo que foi sendo, ao longo do tempo, reformado e melhorado. O local conhecido como Soldadinho, já foi mais visitado, até que um padre, disse que o corpo do soldado não estava mais lá, que tinha sido levado pelos familiares. De onde ele tirou essa informação, nunca disse. O certo é que após este dia os devotos foram escasseando. Hoje ainda vai gente lá rezar e pedir as graças ao Soldadinho.

Não vou analisar cada capítulo, não… mas convido o leitor a conhecer:

  • O presente da Imperatriz
  • O amigo Katze
  • Quebra Dentes e a lenda do tesouro inca
  • Lembranças de uma tarde chuvosa
  • O reencontro
  • A cobra e a bruxa
  • A erva rejeitada por Deus
  • Eterna em seu coração
  • O enigma da ponte
  • Der geburtstag, ostern e o Nego Tony
  • Retorno às raizes
  • Antes do presente
  • O mistério da bica-d´água
  • Lar é onde estou com vocês
  • A casa mal-assombrada
  • As bruxas da Ilha de Santa Catarina
  • O final do segredo
  • A arca de Tutankâmon – I e II
  • Dou graças

Eu me encantei com os personagens e a escolha de cada um. Sabu e Ceci, preferiram morar com Tio Albert e Tia Matilda apesar de sentiram atração pela volta à vida indígena. O Frei Angelo, um verdadeiro homem de Deus. Até a papagaio bijuca é encantador.

Leia o livro! Tenho certeza que você vai gostar! Depois me diz se eu não tinha razão…

 

 

 

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Prefeitura avisa: “Seu cachorro é de estimação, nosso jardim também

Redator : agosto 11, 2017 5:16 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, notícia

De acordo com orientação do Ministério Público foram instaladas na Praça da Bandeira e na área verde do Trevo da Cidade, algumas placas lembrando os frequentadores de recolherem as necessidades de seus animais de estimação.
A orientação é para que os proprietários de animais tenham bom senso e responsabilidade e se preocupem em levar uma sacola ao sair com seu animal, para realizar o recolhimento das fezes, colocando-as em locais adequados.
A Praça da Bandeira é frequentada diariamente por centenas de pessoas, que se deparam com sujeita vinda das fezes e outros incômodos gerados pelas mesmas. Além disso, entre os frequentadores existem crianças que frequentam o parquinho e estão suscetíveis a adquirir doenças.
A iniciativa das placas é no sentido de conscientização sobre a educação e convivência destes animais em locais públicos. As recomendações valem para todos os espaços.
“Os donos de animais domésticos têm direito de passear com eles em vias públicas, mas devem manter a cidade limpa, levar dentro da bolsa uma sacola para recolher as fezes de seus animais e coloca-las nas lixeiras é uma prática que visa manter a cidade limpa e a saúde pública. ”
Colabore com nossa cidade, quem cuida recolhe!

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6º Duelo de Anita – 2017 – Mais um evento de sucesso!

Redator : julho 30, 2017 10:56 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, notícia, Turismo

Foi realizado com todo sucesso o 6º Duelo de Anita, campeonato de laço especial para mulheres. O Parque de Exposições Vilson Kleinubing em Alfredo Wagner – SC, recebeu amazonas e cavaleiros para esta festa do tradicionalismo sulino. Foram três dias de intensa atividade que começou no dia 28 e só terminou hoje, domingo, atraindo amantes do esporte de várias partes do Brasil. A Taça Giuseppe Garibaldi, com premiação de R$ 3.000,00 mais trofeu, aguardava os vencedores.
Assim que sairem os resultados oficiais estaremos publicando pelas páginas deste site.

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Os Decretos na história da Capital das Nascentes

Redator : julho 27, 2017 12:55 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

A vida dos povos costuma se desenvolver em dois aspectos: o público (político) e o privado. Não é diferente com nosso município.

A vida particular das pessoas (envolvendo também a vida das comunidades) segue num misto de trabalho, sonhos e planejamentos. O que marca a vida de pessoas e comunidades são nascimentos, mortes, casamentos, festas, o plantio e a colheita, etc.

Já a vida política está fixada na manutenção da ordem e desenvolvimento social e econômico e suas ações são expressas através de decretos. Decretos que podem ser a nível nacional, estadual ou municipal.

Três decretos marcam a história de Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes e que, provavelmente, você desconhece.  Um decreto Imperial e dois Estaduais figuram na história política do município e devem ser anotados e suas datas guardadas.

O primeiro dos decretos foi redigido por ordem do Imperador Dom Pedro II. Assim relata o Presidente da Província de Santa Catarina, João José Coutinho, em sua Fala à Assembléia Legislativa, transcrito no jornal O Conservador de 12 de maio de 1854:

 

S. M o Imperador sempre solicito pelo bem estar de todos os seus subditos. Houve por bem crear por Decreto nº 1266 de 8 de Novembro do anno proximo findo uma Colonia Militar na estrada de Lages, com o duplo fim de proteger os moradores da mesma estrada, e as pessoas que por ella transitao contra as excursões dos Índios selvagens e de servir de centro, e nucleo de população.

Os primeiros soldados colonos que d´aqui partirão em numero de 19 chegarao ao trombudo, lugar escolhido para assento da Colonia, no dia 11 de janeiro último; outros tem seguido por vezes, e devem lá existirem 41 individuos entre soldados, e suas familias, acha-se tambem n´ella d´esde 8 de Fevereiro proximo findo um facultativo, e os medicamentos precisos para o tratamento dos que adoecerem.

Alem da Colonia central composta de 41 praças de pret, foi autorizado a colocar em outros pontos da mesma estrada, dois destacamentos filiaes a Colonia, composta cada um de 11 praças.

Como he do meu dever, não pouparei esforços para que essa colonia progrida, e em breve principie a prestar a Provincia os beneficios que d´ella com razão se espera.

 

 

Eis o decreto de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II criando a Colônia Militar Santa Thereza:

O decreto imperial é mais conhecido, visto ser o primeiro documento oficial a respeito da nossa terra. Mas além desse existem outros.

O segundo documento que resgato dos porões da história para a publicidade é a primeira menção a “Catuíra” nome que substituiu o de Colonia Militar e de Santa Thereza.

Uma nota, sugestiva, publicado pelo jornal A Notícia de Joinville, de 4 de Janeiro de 1944, alertava aos catarinenses:

VAE MANDAR A SUA CORRESPONDENCIA

Verifique primeiro a troca de nomes das cidades vilas e lugarejos

No quadro anexos do decreto-lei que fixa a divisão administrativa do Estado, publicados na edição de 21 de dezembro  do Diario Oficial, encontramos as novas denominações que couberam a vários municípios, cidades, vilas e localidades catarinenses.

São elas as seguintes: (…) Catuira (ex-Santa Tereza) no Município de Bom Retiro; (…)

 

Por fim, lembremos da Lei nº 806 de 21 de dezembro de 1961 criando o município de Alfredo Wagner:

 

 

O Deputado João Estilavet Pires Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina de conformidade com o disposto no ….. da Constituição do Estado, faz saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu promulgo a seguinte lei: 

Art. 1 º – Fica, de conformidade com a Resolução nº 5/61, de 20 de dezembro de 1961, da Câmara Municipal de Bom Retiro, criado o Município de “Alfredo Wagner”.

Art. 2º – O Município de Alfredo Wagner será composto dos territórios dos distritos de Barracão e Catuíra (…)

Art. 3º – Ficará o Município de Alfredo Wagner pertencendo a Comarca de Bom Retiro. fixando-se a sua sede no atual distrito de Barracão que passa a denominar-se Alfredo Wagner.

 

De decreto em decreto e de lei em lei vai crescendo a antiga Colônia Militar Santa Thereza, atual Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes.

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Vem ai: 1ª Stammtisch Alfredo Wagner

Redator : julho 26, 2017 10:41 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, notícia, Turismo

Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre, na cultura da Alemanha e Áustria o Stammtisch (“mesa cativa” em alemão) é um local de encontro reservado num bar ou num restaurante para um grupo de pessoas que se reúnem para beber, comer e conversar.

O termo Stammtisch é formado pela junção das palavras do alemão Stamm (em português tronco ou tribo) e Tisch, que significa mesa. Numa tradução literal, “mesa de tronco” ou “mesa da tribo”. O termo Stammtisch também é usado no sentido de uma mesa-redonda como plataforma de discussão.

No Brasil, o evento, no formato como é realizado aqui, é original e num estilo bem brasileiro, não há registro de que aconteça em qualquer outra parte do mundo do modo como é feito aqui.

Originalmente, o evento, que foi concebido pelo publicitário e ex-colunista do Jornal de Santa Catarina, Horácio Braun, chamou-se de Encontro de Stammtisch e foi inserido, como sugestão do autor da ideia, na programação de comemoração dos 150 anos da cidade de Blumenau. A partir da terceira edição, em 2001, com o envolvimento de outros tipos de confrarias que não se constituiam em autenticos grupos de stammtisch, resolveu-se denominá-lo de “Strassenfest mit Stammtischtreffen”, que significa “festa de rua com encontro de stammtisch”. Com o passar dos anos, gradativamente passou a se chamar apenas de Stammtisch e a ser considerado uma “celebração à amizade”, tornando-se mais uma festa popular no Estado de Santa Catarina.

A festa entrou para o calendário de eventos da Santur (órgão oficial de turismo do estado de Santa Catarina) e da Secretaria de Turismo de Blumenau no ano de 2000. Embora a ideia do encontro tenha sido de Horácio Braun, ele não foi o organizador. As primeiras edições foram organizadas pela CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas e pelo Convention Bureau de Blumenau. Desde a terceira edição, independentemente da entidade que responde pelo evento, sua coordenação e organização é liderada por Norberto Mette, ex-secretário de turismo de Blumenau. Seu local de origem foi a Rua XV de Novembro, no centro da cidade, e era realizado duas vezes ao ano – normalmente em abril e em setembro.

Durante algumas edições o evento ocorreu na Rua Alberto Stein, em frente ao Parque Vila Germânica (antiga PROEB, local onde ocorre a Oktoberfest de Blumenau), voltando em 2008 para a Rua XV de Novembro. Entretanto, a partir deste ano o evento passou a acontecer apenas uma vez ao ano, normalmente no mês de abril. Acontece também na cidade de Rio do sul, Joinville, São Bento do Sul, São Pedro de Alcantara, Indaial, Ibirama, Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema (todas também são cidades catarinenses e em algumas delas com nomes diferentes, como Encontro de Amigos) em geral nas principais Ruas da Cidades.

O cardápio de cada grupo varia de acordo com a cultura, os costumes ou a predileção de seus integrantes, sendo mais comum o chope, em especial o artesanal produzido nas cervejarias da região, e a culinária alemã.

Em Gaspar, cidade vizinha de Blumenau, o evento surgiu como forma de comemorar o aniversário do Jornal Cruzeiro do Vale, maior veículo de comunicação impresso do município. A festa é realizada uma vez ao ano, sempre no mês de junho, e reúne em média 5 mil pessoas a cada nova edição.

Em Pomerode, cidade mais alemã do Brasil,  é realizada a festa em fevereiro e reúne muitos grupos na praça central da cidade. Os grupos têm preferência pela cerveja artesanal local. A festa começa na parte de manhã e estende-se até o início da noite.

Em Alfredo Wagner a primeira edição da Stammtisch está sendo realizada por Fall Beer, o chopp oficial da festa, e vem sendo divulgada por Danízio Souza e Sidney. A página oficial da festa é http://www.stammtischoficial.com.br/

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Um bom livro ao alcance de sua mão!

Redator : julho 21, 2017 10:46 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, notícia
  1. R$ 15

    3x R$ 5 sem juros

    Reflexões

  2. R$ 40

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    Dois Livros: Reflexões E Abelhas

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    Coletânea Encontro De Escritores

  7. R$ 19

    3x R$ 6 33 sem juros

    Contos De Som E Silêncio

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Lançamento do livro

Redator : julho 16, 2017 9:46 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

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