O Soldadinho em 4 tempos

Redator : Janeiro 30, 2018 6:30 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, Religião

O Soldadinho, desde o momento de sua morte, naquela noite gelada do final do Século XIX, tem atendido as orações de quem passa por sua sepultura.

Sua vida, porém, continua um mistério que pacientemente está sendo pesquisada.

Se “talis vita, finis ita”, “tal vida, igual fim”, podemos concluir que tal fim, igual vida… Se a vida de alguém é boa, esta pessoa também terá um bom fim. No caso do Soldadinho, desconhecemos, por enquanto sua vida, mas sabemos de sua morte e do pronto atendimento a aqueles que a ele recorrem em suas necessidades. Assim, com certeza, o Soldadinho era em vida, atendendo a todos aqueles que o procuravam para resolver algum problema pessoal.

Vamos analisar 4 fotografias de tempos diferentes e do estado em que se encontrava no passado, e se encontra hoje, o Túmulo do Soldadinho:

1910/1920

Esta fotografia foi tirada há mais ou menos 100 anos atrás. Com toda certeza é a mais antiga fotografia do local já encontrada até o momento. Foi publicada no Alfredo Wagner News, página no Facebook, sem indicação da origem da fotografia. Nela podemos observar dois militares com suas famílias. Não consta o nome de nenhum dos presentes. É interessante observar que os dois militares casaram-se com índias xoklengs, um deles com numerosa prole. Eles foram pagar alguma promessa. O local era circundado por uma cerca de ripas de madeira, o túmulo, possuía a lápide de granito, que ainda hoje se vê, com uma placa com os dizeres: “Ao Soldadinho – Homenagem do povo da Catuira pelas graças alcançadas (…) Sgto Tobias (…) Sefim (…). Sobre o túmulo um caixote de madeira onde eram acesas as velas. Hoje em dia a Cruz, sobre a lápide, já não existe mais, provavelmente se quebrou e está enterrada em algum lugar. O mesmo da placa que só resta a parte de cima, oculta por outra colocada há uns 10 ou mais, dificultando o conhecimento de todo o teor do oferecimento a que ela se refere.

 

1986

A fotografia publicada por ocasião do jubileu de prata na “Alfredo Wagner em Revista – 1961/1986” apesar de não ter uma boa qualidade, mostra um outro aspecto do túmulo do Soldadinho em 1986. A cerca de ripas continua, mas sobre o Túmulo, agora, existe um telhadinho, sustentado por palanques de madeira e em volta é cercado por tijolos. Na fotografia aparece uma cruz deslocada, a esquerda. A cruz que não se queimou quando o fogo tomou conta do campo. Hoje, esta cruz de madeira está colocada atrás da lápide de granito. Neste período, os fiéis depositavam poucas velas, mas muitas coroas de flores artificiais, que levavam em pagamento de alguma promessa.

2003

Fotografia provavelmente tirada por Juliano Norberto Wagner. Nela notamos a permanência da lápide de granito, com a velha placa, apenas com os dizeres: “Ao Soldadinho”, com certeza o calor das velas quebrou a placa e a mesma se perdeu. O suporte do telhado é de madeira e a cerca de ripas foi substituída por um muro de tijolos que circunda o local. O chão é coberto de pedra brita. O muro e o telhadinho são caiados de branco, dando uma alvura e leveza ao local. O tumulo não aparece, mas com certeza já havia uma cobertura  de tijolos. Flores, velas e coroas indicam a piedade dos alfredenses que continuvam a recorrer ao Soldadinho. 

2010

Dentre as muitas visitas que fiz ao Soldadinho, esta ficou registada para o Jornal Alfredo Wagner, em 2010, junto com o amigo Marcos Lemos Vitório. O suporte do telhadinho foi substituído por colunas de cimento dentro de tubos de PVC, e a pedra brita que revestia o entorno da sepultura, recebeu uma cobertura de cimento, protegendo todo o local. Poucas flores, algumas velas, mas muitas imagens, desgastadas pelo tempo e que não tem um destino digno e que ali encontram abrigo. A lápide de granito continua no mesmo local e sobre ela, cobrindo a antiga inscrição, foi colocada uma nova, de plástico, hoje desbotada com a inscrição que já publicamos em outra postagem: http://jornalaw.com.br/2014/11/13/o-soldadinho-um-santo-desconhecido/

2018

O túmulo do Soldadinho em Janeiro de 2018. São frequentes os visitantes que param e ali deixam flores e velas, deixam também seus pedidos e suas orações. Poucas mudanças, apenas os cupins, realizando um trabalho silencioso, corroem a armação do telhadinho. A placa negra de plástico sobre a lápide de granito encontra-se desbotada pelo tempo. O que não é corroído e nem diminui é a Fé dos fiéis católicos que lá vão pedir e agradecer.

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Barracão é Paróquia!

Redator : Janeiro 22, 2018 11:55 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia

Frei Agatângelo Umbará
Frei Agatângelo Umbará

Já temos publicado diversas notícias do jornal católico “O Apóstolo” impresso em Florianópolis por muitos anos e que sempre publicava notas enviadas por correspondentes de Alfredo Wagner.

Barracão era um nome muito comum de comunidades catarinenses. Brusque, Lauro Muller, Tubarão, Lages, etc, tinham comunidades com este nome e frequentemente estavam no noticiário católico.

O nosso Barracão, também, aparecia menos frequentemente, mas aparecia as vezes. Já a Colônia Militar Santa Thereza, era notícia frequente na imprensa catarinense e em nosso próximo artigo comentaremos sobre um personagem que foi notícia para todo o Estado.

“O Apóstolo”, sendo um jornal Católico, recebia notícias enviadas por seus agentes ou por fiéis que assinavam e colaboravam com o jornal, publicado quinzenalmente.

É digno de Nota o artigo publicado na edição 00710 da 2ª quinzena de Abril de 1959 sobre a visita que o Bispo de Florianópolis, Dom Joaquim Domingues de Oliveira fez a futura Alfredo Wagner, para aqui instalar a Paróquia e dar posse ao novo Pároco. A nota fala no primeiro parágrafo em Frei Arcângelo… mas depois coloca o nome correto do nosso primeiro pároco: Frei Agatangelo.

Vamos ler a notícia como está publicada e cuja versão original poderá ser lida no site Biblioteca Nacional – Hemeroteca

 

Barracão é Paróquia

Foi com grande entusiasmo e alegria que o povo de Barracão recebeu a 21 de Fevereiro p.p. a visita de S. Excia Dom Joaquim Domingues de Oliveira, digníssimo arcebispo metropolitano, trazendo S. Excia. em pessoa nosso primeiro vigário Frei Arcângelo, capuchinho.

Às 17 horas chegava S. Excia. que em singela recepção foi saudado por alunas do grupo escolar e pelo sr. Olíbio Cunha.

Em seguida seguiu S. Excia. acompanhado pelo povo até a igreja onde houve bênção e onde S.  Excia dirigiu sua amável palavra aos presentes.

No dia 22, às 7 horas, realizou-se missa com comunhão geral celebrada por S. Excia. Revdma. Dom Joaquim. Às 9,30 horas missa solene celebrada por Frei Agatangelo, que nesse momento recebia de Dom Joaquim a posse solene da sua nova Paróquia de Barracão, antiga localidade à margem da estrada Lages-Florianópolis.

Depois de administrada a Crisma, S. Excia. Revdma. Dom Joaquim regressou para Florianópolis, deixando em cada coração uma saudade deste dia tão memorável nos fastos de Barracão.

A S. Excia. endereçamos nossos sinceros agradecimentos por este ato de amor e caridade, criando aqui a paróquia, tão desejada por este povo há tanto tempo,. Também deixamos aqui externados nossos melhores agradecimentos ao RR. PP. de Ituporanga, que por tantos e tantos anos vinham dedicando-se ao seu apostolado entre nós e, principalmente, a Frei Deodoro, que durante 6 anos vinha mensalmente, trazer-nos o conforto da nossa santa religião.

A todos os abnegados sacerdotes, pois, nossos agradecimentos e que Deus lhes dê muitos anos de vida para que possam continuar o seu sublime apostolado de curas de almas.

Adelar Lehmkuhl – Agente

Logotipo do Jornal “O Apóstolo”

 

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Feliz e Próspero 2018

Redator : Janeiro 1, 2018 12:28 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, notícia, Opinião

O Jornal Capital das Nascentes – Sou da Serra deseja ao Município de Alfredo Wagner, a você leitor e leitora, um ano repleto de realizações.

Apesar de mais um ano sem a edição impressa, procuramos manter online o que de melhor Alfredo Wagner pode oferecer: sua história, suas belezas, seu povo.

Este foi um ano de grandes realizações para todos nós, mas um ponto deve ser destacado: a consciência tranquila do dever cumprido! Não foi fácil. Sem recursos que pudessem oferecer uma expansão, o Jornal Capital das Nascentes – Sou da Serra, se manteve sempre informado e informando.

2018 começa com muitas promessas, se realizadas ou não, aqui estaremos, mantendo sempre uma linha editorial de equilíbrio e distinção, oferecendo a você leitor, a informação correta e verdadeira.

Desejamos que, neste ano que ora se inicia, seus sonhos se realizem, que seus objetivos sejam alcançados, que seus caminhos sejam trilhados com decisão, carinho e muito sucesso!

Feliz e Próspero 2018!

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Festa do Cinquentenário em 2011 –

Redator : dezembro 30, 2017 12:49 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História

A praça da cidade ficou lotada como nunca se viu antes! Uma multidão veio comemorar os cinquenta anos de emancipação política de Alfredo Wagner.

50 bolos foram especialmente preparados, cada um representando um ano de vida politica-administrativa do Município. Antes, porém, os corais da Capital Catarinense das Nascentes fizeram uma belíssima apresentação de músicas natalinas. Formaram um coro só o Coral Municipal, o Coral Santa Thereza da Catuira, o Coral São Francisco de Sales do Rio Engano e o Coral da Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Regeram os corais Juliano Norberto Wagner e Zenaide Horst Weingartner. Após a apresentação do Grande Coral, a Secretária da Educação, Albertina Marques Rover fez uso da palavra, passando em seguida ao prefeito da época, Formiga, para encaminhar os festejos para o corte do bolo do cinquentenário.

É preciso lembrar que a tarde houve o lançamento da Revista do Cinquentenário com a entrega de exemplares aos colaboradores desta edição histórica.

Embora a atual administração menospreze a data da Emancipação Política e Criação do Município de Alfredo Wagner, configurando-se como a única cidade que não festeja a data de sua fundação, diversas pessoas tem lembrado deste momento e se manifestado através das redes sociais.

Veja algumas das fotos e um vídeo preparado com o Hino do Município para relembrar este grandioso dia.



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Parabéns Alfredo Wagner, 56 anos de Emancipação Política

Redator : dezembro 28, 2017 7:34 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia, Opinião, Política

Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes, completa dia 29 de Dezembro de 2017, 56 anos de emancipação política, tendo sido desmembrada de Bom Retiro.

Esta é, em bela encadernação, a Certidão de Nascimento do Município de Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes.

A história, porém, é muito mais antiga e ela registra que o tempo deixou sinais de um passado muito, mas muito remoto. Temos publicado diversos artigos sobre nossa história e hoje queremos fazer apenas um resumo muito rápido. No Museu de Arqueologia da Lomba Alta, uma peça chama a atenção pela antiguidade: uma palmeira primitiva de mais de 300 mil anos, petrificada. Não só isso! Por aqui passaram répteis pré-históricos, cujos fosseis foram encontrados em terras alfredenses, demonstrando que por aqui passaram dinossauros. Índios de diversas tradições, há mais de 3 mil anos circularam poe estas terras deixando as marcas de sua passagem.
A história, porém, só começou a ser registrada, quando o homem civilizado passou por aqui.
Um republicano lageano, tendo fugido devido a revezes na revolução organizada nos anos de 1840 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, veio se esconder nestas terras e tendo desistido de implantar a República no Sul do Brasil, resolveu pedir ao Império as terras que hoje fazem parte de Bom Retiro e Alfredo Wagner. Nos jornais antigos encontramos diversas publicações legais dando conta da reivindicação dos herdeiros de Serafim Muniz de Moura, o republicano, das terras pertencentes ao patriarca.
Este lageano pioneiro, Serafim Muniz de Moura, provavelmente, foi o primeiro a estabelecer uma ligação entre Lages e a capital da Província, Desterro. Uma curiosidade interessante que descobri, também em jornais antigos, na Colônia Militar Santa Thereza, por regulamento, eram proibidos possuir escravos, entretanto, nas terras do republicano Serafim haviam 4 escravos registrados.
O trajeto passou a ser frequentado por tropeiros e soldados, levando o Império a criação de uma Colônia Militar para proteção contra o ataque de índios, normalmente instigados por bandidos e renegados.
Assim, com decreto rubricado pelo Imperador Dom Pedro II criou-se a colônia nas proximidades do Morro do Trombudo, no ano de 1853, tendo sido, no ano seguinte, transferida para as margens do Rio Itajaí do Sul, onde atualmente se encontra a comunidade de Catuíra.
A Colônia Militar dedicada a Santa Thereza prosperou chegando a ter mais de 500 famílias. Seus produtos chegaram a ser levados para a Exposição Internacional de Baltimore, nos Estados Unidos, ocasião em que contou com a presença do próprio Imperador.
O golpe militar que implantou a República, mudou o destino da florescente colônia. Era preciso, assim pensavam os golpistas, apagar as lembranças do sucesso do Império do Brasil, por isso, foram enviados pesquisadores que buscasse alternativas para desviar a estrada, futura BR 282, que passava pela Colônia, transferindo-a para um trajeto bem maior, passando pela comunidade do Barracão.
O Município de São José, ao qual fazia parte a Colônia Militar Santa Thereza, por ordem do governo republicano, foi picotado, ficando reduzido a poucas terras, passando as comunidades e distritos a pertencer a Palhoça. Outra divisão, posteriormente, nos juntou a Bom Retiro até a emancipação do município.
A Câmara Municipal de Bom Retiro, sempre contava com um ou dois vereadores pertencentes às terras que hoje fazem parte de Alfredo Wagner. Quando o Governo Federal estudou a possibilidade de criar novos municípios, os vereadores começaram uma articulação política para a emancipação. Após estudos, definição de comunidades que fariam parte e as divisas, foi aprovada na Câmara de Vereadores a criação de Alfredo Wagner, cujo nome foi escolhido para homenagear um cidadão honrado, honesto e trabalhador que adotou estas terras para sua morada, Alfredo Henrique Wagner, já falecido na ocasião e patriarca de grande e laboriosa família.
Tendo a Câmara de Vereadores aprovado o desmembramento e a criação do município, coube ao Presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina,
assinar o Decreto nº criando o Município de Alfredo Wagner.
A história da Capital Catarinense das Nascentes é muito rica; seu povo, glorioso, por um passado de lutas e vitórias; sua cultura, exuberante, pela mistura de povos e etnias; sua gastronomia, deliciosa, pela mistura de sabores das diversas nações que colaboraram para sua construção.
PARABÉNS ALFREDO WAGNER, QUE O SENHOR BOM JESUS E NOSSA SENHORA DO SORRISO TE ABENÇOE E A SEU POVO TRABALHADOR!

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A alma alfredense é musical!

Redator : dezembro 22, 2017 11:14 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura

Toda casa, na Capital Catarinense das Nascentes, tem um violão, uma gaita, um pandeiro, uma flauta. O município de Alfredo Wagner é musical e sua alma, quando pode, canta! Este é um exemplo, o Baiano, filmado por Geraldo Dorigon, dando um show com sua gaita.

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Resultado do Premio Professores do Brasil

Redator : dezembro 18, 2017 10:06 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC

Transmissão do Prêmio Professores do Brasil de acordo com o site http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/  no palco representando Alfredo Wagner a Prof. Carol Pereira!

RESULTADOS

VENCEDORES NACIONAIS
TRANSMISSÃO DA CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO

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