O Natal no Recanto da Arte

Redator : dezembro 11, 2017 4:17 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Fotografia, notícia

O espírito natalino, que nesta época do ano, tudo transforma, acrescentando beleza, luzes e paz, tem no Recanto da Arte, a Casa do Papai Noel o seu lugar preferido!

Nascido das dificuldades, abençoado pelo presépio e frequentando por uma verdadeira multidão ao longo de mais de 17 anos, o Recanto da Arte, local onde a família do Coquinho expõe a arte e a cultura do Natal, mais uma vez este ano, abre suas portas para compartilhar as belezas e o espírito natalino.

Para recordar este local de bençãos e paz, convidamos o leitor a assistir estes videos e depois visitar pessoalmente a verdadeira Casa do Papai Noel em Alfredo Wagner. o Recanto da Arte.

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O sitio arqueológico de Alfredo Wagner – SC – 03 Conclusão

Redator : novembro 12, 2017 7:41 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória

O Pai da Arqueologia Catarinense, Pe. João Alfredo Rohr, SJ teve um primeiro contato com o Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner, quando recebeu artefatos indígenas encontrados na Olaria do Sr. Balcino Matias Wagner, em 1965. Em 1966 o Pe. Rohr pode fazer uma primeira visita e em 18 de maio de 1967 dava início às escavações que trouxeram à luz do dia peças datadas de mais de 3000 anos.

Suas conclusões são publicadas, após a descrição do trabalho arqueológico, na Revista PESQUISAS – Arqueologia, nº 17 – Ano 1967, com o título “O sítio arqueológico de Alfredo Wagner – S.C. – VI – 13. A revista pertence ao Instituto Anchietano de Pesquisas, de São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Denominado Sítio SC-VI-13 e localiza-se em Alfredo Wagner a uma altitude de quinhentos metros entre as estradas Florianópolis-Lages-Rio do Sul, é considerado pelo Pe. Rohr como sendo “particularmente interessante. por ter machados líticos com cabo solidário, bem como artefatos de madeira e trançado de fibra ainda conservados”. Fato “extremamente raro”, conclui o padre arqueólogo.

Um evento geológico, possivelmente um desmoronamento, obrigou os primitivos habitantes a abandonar o sítio as pressas, deixando seus pertences para trás. Razão por ter sido preservado pelo tempo.

“A conservação do material de madeira foi possível, devido a água, que alagou o acampamento ou maloca indígena, não muito tempo depois de estes terem abandonado o sítio.” (op. cit. página 20)

Pacientemente a equipe do Pe. João Alfredo Rohr foi retirando camada por camada e anotando tudo para preservar para a história:

“Cobertura superficial de capoeiras e arbustos. Até sete ou oito centímetros, húmus recente de cor parda, proveniente de folhas em decomposição. A seguir, uma camada de argila de cor negra, com alto teor de detritos orgânicos, até a profundidade de oitenta centimetros. Esta camada apresenta-sse rachada e fendida em todos os sentidos, formando colunas de barro, em decorrência da contração do barro e da lama do pântano ao secar, após a drenagem.

“A esta, segue uma camada de argila plástica de côr amarela-escula, com pequeno teor de detritos orgânicos, de quarenta centímetros de espesssura. Daí em diante  temos terra amarela-clara, proveniente de rocha arenítica em decomposição.

“O material arqueológico é encontrado, particularmente, no nível de sessenta centímetros e no nível de oitenta centímetros de profundidade; revelando duas ocupações. A primeira ocupação, no nível de oitenta centímetros, foi pouco prolongada.”  (op. cit. página 20)

Foram encontrados no nível de sessenta centímetros pedras levadas do rio sendo em grande número e com “evidências de uso como machados, quebra-coquinhoss, batedores, amoladores etc.”

A maloca ou habitação indígena desabou cobrindo o material levando o Pe. Rohr a supor “ter havido uma casa coberta de ramos de pinheiro e cascas de árvores, tudo amarrado com cipós. O telhado desta casa parece ter ruído sobre o material arqueológico, após a casa ser abandonada pelos inquilinos

Quem seriam os moradores deste local? Deve estar se perguntando o leitor atento!

“Quanto à identidade dos construtores do Sítio Arqueológico SC-VI-13 possivelmente se trate de botocudo ou caigangue que foram encontrados na região pelos primeiros colonizadores.”

Esta conclusão, assim como a que finaliza o tópico, devem ter sofrido alterações após o Pe. Rohr ter recebido os resultados dos testes de datação realizados nos Estados Unidos, no Museu Nacional de Washington. A datação revelou um período acima de 3000 anos, alterando consideravelmente a suposição do Padre que, em campo supôs o uso do local entre seiscentos e oitocentos anos.

O presente resumo, bem como os artigos anteriores O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC e O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC – 02 só foi possível graças a colaboração de entidades que preservam e mantem o acervo inestimável das obras coletadas e escritas do Pe. João Alfredo Rohr aos quais agradeço o fornecimento de todo material e a autorização para a publicação: Instituto Anchietano de Pesquisas e o Museu do Homem do Sambaqui – Colégio Catarinense. A ação destas duas entidades em preservar e guardar o patrimônio de civilizações anteriores serviu de exemplo para que em Alfredo Wagner brotasse o espírito e a vocação arqueológica e o gosto pela história!

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O mistério do Soldadinho

Redator : outubro 31, 2017 10:08 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Memória, notícia, Religião

Eis aí um personagem que desafia historiadores e jornalistas.

Um soldado que, num determinado momento, não em guerra, mas no decurso de uma viajem, só e sem outro recurso para se aquecer, apenas a sua Fé, entregou a alma a Deus, a beira de um caminho, e ali ficou, a espera da Ressurreição. Sua história se perdeu no tempo, foi alterada pelos muitos relatos que se originaram do fato e seu nome se apagou da memória do povo. Entretanto, sua Fé continuou e sua lembrança ainda leva muita gente a meditar nas verdades de Cristo.

Na busca por fatos que possam elucidar a história deste Soldado, sepultado onde hoje se localiza a comunidade do Soldadinho em Alfredo Wagner, nos levou a um nome: Soldado José. Já publicamos o mapa antigo que traz este nome. Única referência, até o momento, da fé deste militar.

Muitas perguntas estão sem resposta: Quando foi sua morte? Quem eram seus familiares? Como era sua vida? Algumas pesquisas apontam para uma determinada direção, entretanto, elas se perdem na noite dos tempos e na dificuldade em estabelecer respostas definitivas.

Muitas histórias se conhecem do auxílio que o Soldadinho prestou para aqueles que a ele recorreram.

Hoje, véspera de Todos os Santos, data em que o povo de Alfredo Wagner costumava ir ao Soldadinho para rezar, pedir e agradecer graças, vamos lá pedir sua intercessão para desvendarmos este mistério sobre sua vida. Que surjam documentos, que uma luz seja lançada neste momento de nossas pesquisas. Que tudo seja para a maior glória de Deus.

 

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O sitio arqueológico de Alfredo Wagner – SC – 02

Redator : outubro 28, 2017 1:44 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia

Em nosso primeiro artigo O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC descrevemos a descoberta de peças indigenas em terras da olaria do Sr. Balcino Matias Wagner e a vinda do Pe. João Alfredo Rohr, SJ, a Alfredo Wagner para a pesquisa e conduzir a equipe que iria trabalhar no local.

Neste artigo iremos descrever quais foram os achados e apresentar uma galeria de imagens gentilmente cedida pelo Museu do Homem do Sambaqui, através de Jefferson Batista Garcia, responsável pelo arquivo fotográfico.

Relembrando nossos leitores que, segundo datação realizada nos Estados Unidos, os artefatos encontrados datam de 3.000 anos,

De acordo com a revista PESQUISAS,  Antropologia, nº 17 – Ano 1967, “O Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner SC – VI 13” aqui “foram encontrados artefatos de madeira, artefatos de fibra e artefatos de pedra”.

1, Os artefatos de madeira foram em número de três, o primeiro com a forma de curta muleta fabricada de nó de pinho, com 25 centímetros de comprimento. Provavelmente se trate de um tembetá ((do tupi antigo (e)mbetara ou (e)metara), também chamado de tametarametara e pedra de beiço). Ou seja, um enfeite labial. O segundo artefato de madeira assemelha-se a um prego de madeira, feito também de nó de pinho. Supõe-se que “se trata de um virote, isto é, ponta de flecha destinada a atordoar pássaros ou a derrubar pinhões”. O terceiro artefato, semelhante ao anterior, um pouco mais comprido e a cabeça mais grossa.

Diz o Pe. João Alfredo Rohr:

“Todos os três artefatos, possivelmente, possuíssem superfície, perfeitamente, polida, mas sofreram decomposição superficial, em decorrência da longa exposição à humidade.” página 11.

2. A segunda categoria de artefatos encontrados foram trançados de folhas de imbé (phylodendron pertusum). Oito artefatos foram encontrados  no Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner. Três peças foram retiradas ao nível de sessenta centímetros pelo próprio Pe. Rohr e equipe, e outros cinco foram retirados pelo oleiro no mesmo nível. Em sua descrição o Pe. Rohr não especifica se o “oleiro” era o proprietário do terreno, Sr. Balcino Matias Wagner, ou algum trabalhador da olaria, pois não menciona nomes.

O primeiro artefato é uma espiral de fibra que envolvia a ponta de um arco que desapareceu, mantendo, entretanto, a forma. O segundo artefato de fibra, encontrado ao lado do primeiro e semelhante a ele, porém menor em tamanho. Por fim, o terceiro artefato, uma espécie de trançado de fibra feito fitas muito finas de imbé.

Muito interessante a descrição feita pelo Pe. Rohr deste trançado:

As fibras individuais possuem, aproximadamente, um milímetro de largura. O tecido tem uns cento e sessenta centímetros de comprimento por oitenta de largura. É composto de tiras individuais justapostas e comprimidas.

Cada tira individual horizontal, é formada por duas fitas onduladas e enroladas uma ao redor da outra, ficando as ondulações opostas, formando como que os elos de uma corrente. Através destes elos, de espaço a espaço, passa uma fita vertical que dá consistência ao trançado.

Todo trançado é tão regular e perfeito, que dá a impressão de se tratar de trabalho de fábrica e demonstra habilidade extraordinária, por parte do artífice indígena.

O conjunto formava pequena cestinha.

Os artefatos encontrados pelo oleiro: quarto artefato uma espécie de tecido trançado de fibra finíssima de imbé, o quinto artefato é formado “por um volumoso conjunto de centenas de fitas de fibra onduladas e enroladas duas a duas, uma ao redor da outra, lembrando os elos de uma corrente“. O sexto artefato é um trançado de fibra de imbé, de quinze centímetro de comprimento. O sétimo é uma corda dobrada em feixes de seis centímetros de comprimento, amarrado com fita de imbé. A corda é da mesma fibra.

Diz o Pe. Rohr que “o comprimento da corda é de, aproximadamente, dois metros e a espessua de um centímetro. É formada por duas fitas de imbé de centímetro e meio de largura, torcidas e enroladas uma ao redor da outra.

Podia servir como corda de arco.”

A oitava peça é uma fita de imbé de dois e meio centímetros de largura e metro e meio de comprimento com um nó ligando as duas pontas.

O terceiro tipo de material arqueológico encontrado no terreno do Sr. Balcino Matias Wagner são os artefatos líticos. Machados, quebra-coquinhos, batedores, amoladores, e seixos do rio sem evidências de uso e outros lascados.

Após a passagem do Padre João Alfredo Rohr por Alfredo Wagner, passou-se a dar mais importância aos artefatos encontrados em roças e campos pelos proprietários rurais que, primeiro, os guardaram em suas casas, e depois, doaram para a Fundação Alfredo Henrique Wagner, mantenedora da instituição do Museu de Arqueologia da Lomba Alta, idealizado pelo Eng. Altair Wagner.

Em próximo artigo traremos as conclusões do Pe. João Alfredo Rohr sobre esta escavação.

As fotografias apresentadas a seguir, foram gentilmente cedidas pelo Museu do Homem do Sambaqui – Colégio Catarinense ao qual damos os parabéns pela manutenção do acervo e a disponibilização para a divulgação em nosso Jornal Capital das Nascentes – Sou da Serra.

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Alfredense ganha prêmio estadual

Redator : outubro 25, 2017 6:03 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC

Carol Pereira ganhou a Etapa Estadual do Prêmio Professores do Brasil 10ª Edição na categoria ENSINO FUNDAMENTAL: ANOS INICIAIS: 4º E 5º ANO, com o trabalho AS AVENTURAS DE EVA SCHNEIDER

O Prêmio Professores do Brasil, procura salientar atividades realizadas por professores em todo o Brasil que se destaquem na questão educacional.

São objetivos do Prêmio:

  • reconhecer o trabalho dos professores das redes públicas que, no exercício da atividade docente, contribuem de forma relevante para a qualidade da Educação Básica no Brasil.
  • valorizar o papel dos professores como agentes fundamentais no processo formativo das novas gerações.
  • dar visibilidade às experiências pedagógicas conduzidas pelos professores, consideradas exitosas e que sejam passíveis de adoção por outros professores e pelos sistemas de ensino.
  • estimular a participação dos professores como sujeitos ativos na implementação do Plano Nacional de Educação.
  • Oferecer uma reflexão sobre a prática pedagógica e orientar a sistematização de experiências educacionais.

A premiação visa apoiar o professor em seu esforço educativo. Para este ano, os prêmios são os seguintes:

NA ETAPA ESTADUAL

Placa em homenagem pelo desempenho no Prêmio em seu estado.

NA ETAPA REGIONAL
  • R$ 7.000,00 (sete mil reais)
  • Troféu
  • Viagem apoiada pela CAPES para participação em programa de capacitação na Irlanda
  • Equipamentos de informática com conteúdo educativo para as escolas
NA ETAPA NACIONAL
  • R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
  • Troféu
TEMÁTICA ESPECIAL

Temática: O esporte como estratégia de aprendizagem.

Prêmio: Visita de um dia ao Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo para vivenciar a rotina de treino e interagir com atletas de renome nacional e participar de uma oficina de capacitação esportiva do programa IMPULSIONA Educação Esportiva (www.impulsiona.org.br) promovidos pelo Instituto Península. As escolas dos relatos vencedores receberão ainda 1 Kit de Mini Atletismo.

Temática: Conservação e uso consciente da água.

Prêmio: participação no Fórum Mundial da Água, em março de 2018 em Brasília/DF, com espaço para apresentação dos trabalhos premiados.

Temática: Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação no processo de inovação educacional.

Prêmio: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cada um, além de trófeu/símbolo de reconhecimento, oferecidos pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira.

Temática: Estímulo ao conhecimento científico por meio da inovação.

Prêmio: viagem de uma semana, em janeiro de 2018, para Londres na Inglaterra, com atividades educativas, interativas, palestras e visitas a museus, junto com os 6 vencedores do Prêmio Shell de Educação Científica (www.premioshelldeeducacaocientifica.com).

Além disso, os premiados são convidados a participar do programa Sala de Professor e Salto para o Futuro da TV Escola, além de terem seus trabalhos publicados e divulgados pelo Ministério da Educação e instituições parceiras.

VENCEDORES E DESTAQUES – SANTA CATARINA

A) EDUCAÇÃO INFANTIL: CRECHECOLOCAÇÃO
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
DIANA APARECIDA FEUSER RIBEIRO
ESCOLA
CENTRO DE EDUCACAO INFANTIL CASTELO BRANCO
MUNICÍPIO
JOINVILLE
TÍTULO DO RELATO
SALI, KOMAN OUYE? ENTRELAÇANDO AS CULTURAS HAITIANAS E BRASILEIRAS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DAS CRIANÇAS DO BERÇÁRIO 1
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
LUCIANA HORNBURG PINI CMEI GERTRUDES KANZLER JARAGUÁ DO SUL AMIGOS DO PLANETA
MARCIA THEODORICO MEZZOMO CRECHE MORRO DA QUEIMADA FLORIANÓPOLIS DO REI DO FOGO AO REI DO SAMBA: RAINHA E REI DA ÁFRICA EU SOU.
B) EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLA
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
KELLY FERNANDA DE OLIVEIRA
ESCOLA
CEI MUN GAROPABA
MUNICÍPIO
GAROPABA
TÍTULO DO RELATO
CONHECENDO E VALORIZANDO A CULTURA DE UMA LUGAR ESPECIAL
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
XENIA CRISTINA SILVA SULZBACHER EB PROFº ANISIO TEIXEIRA FLORIANÓPOLIS A BRINCADEIRA DO FAZ DE CONTA NA ROTINA DA EDUCAÇÃO INFANTIL.
FRANCINE TRINDADE DA SILVA CRECHE POETA JOAO DA CRUZ E SOUSA FLORIANÓPOLIS NA ROTA DA IMAGINAÇÃO: O UNIVERSO MÁGICO DOS “CONTOS DE FADAS”.
C) ENSINO FUNDAMENTAL: ANOS INICIAIS – CICLO DE ALFABETIZAÇÃO 1º, 2º E 3º ANOS
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
JEANICE BACK ANDRADE
ESCOLA
EBM PROF HERONDINA MEDEIROS ZEFERINO
MUNICÍPIO
FLORIANÓPOLIS
TÍTULO DO RELATO
TRILHANDO NA ILHA DA MAGIA: DO HOMEM DO SAMBAQUI À ETNOMATEMÁTICA
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
ANDREIA JAQUELINE RENTA ESC MUN DE ENS FUND ALBERTO BAUER JARAGUÁ DO SUL A MAGIA DA LITERATURA INFANTIL: JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO
LUCIANA APARECIDA SKIBINSKI CENTRO EDUC PROF ANA MARIA DE PAULA MATOS COSTA O LIXO ENQUANTO PRETEXTO PARA CONSOLIDAR A ALFABETIZAÇÃO
D) ENSINO FUNDAMENTAL: ANOS INICIAIS: 4º E 5º ANO
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
CAROLINE PEREIRA
ESCOLA
ESCOLA DE EDUCACAO BASICA SILVA JARDIM
MUNICÍPIO
ALFREDO WAGNER
TÍTULO DO RELATO
AS AVENTURAS DE EVA SCHNEIDER
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
CACIELI MOY BRACIAK BATISTA ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA KARIN BARKEMEYER JOINVILLE ÁGUA, UMA QUESTÃO DE ECONOMIA
ANDREIA BETINA LEGATZKY KLITZKE ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA KARIN BARKEMEYER JOINVILLE DO MACRO PARA O MICRO: COMO O METRO QUADRADO COUBE EM UMA FOLHA DE CADERNO?
E) ENSINO FUNDAMENTAL: 6º AO 9º ANO
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
ELISANGELA MARINA DE FREITAS E SILVA
ESCOLA
EBM INTENDENTE ARICOMEDES DA SILVA
MUNICÍPIO
FLORIANÓPOLIS
TÍTULO DO RELATO
HISTÓRIA NAS PONTAS DOS DEDOS: A ACESSIBILIDADE AO CONTEÚDO DE PRÉ-HISTÓRIA
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
ANA MARIA QUINOTO IMHOF EEB FELICIANO PIRES BRUSQUE ALUNOS, AVES E UM E-BOOK
MARCOS FIORENTIN EEF PE JOAO RICK SÃO JOÃO DO OESTE INFODRONE: SENSORIAMENTO REMOTO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA EM ESCOLA DO CAMPO
F) ENSINO MÉDIO
VENCEDOR ESTADUAL (SELECIONADO PARA A ETAPA REGIONAL)
JOSIANE MENDES BEZERRA
ESCOLA
EEB MARIA RITA FLOR
MUNICÍPIO
BOMBINHAS
TÍTULO DO RELATO
FAZENDO E ACONTECENDO: PESCA ARTESANAL DA TAINHA
DESTAQUES ESTADUAIS
NOME ESCOLA MUNICÍPIO TÍTULO DO RELATO
JAIRO MARCHESAN EEB PROF OLAVO CECCO RIGON CONCÓRDIA DRENAGEM PLUVIAL NA ESCOLA
ALAIDE ALVES LEITE EEB MARIA RITA FLOR BOMBINHAS PROJETO CURTAS DOS BAIRROS DE BOMBINHAS – SC
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O Sitio Arqueológico de Alfredo Wagner

Redator : setembro 29, 2017 9:02 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, notícia

Os leitores devem se lembrar que tratei sobre o Pe. João Alfredo Rohr no artigo O padre que visitou Alfredo Wagner.

Recebi a revista Pesquisas, do Instituto Anchietano de Pesquisas, de Porto Alegre, com a matéria do estudo publicado pelo Pe. João Alfredo Rohr sobre nosso município: O sítio arqueológico de Alfredo Wagner – SC – VI – 13.

O texto integral pode-se solicitar junto ao Instituto no site: http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/antropologia/anteriores.html ou mesmo adquirir via internet em sebos online.

A matéria publicada pela revista Pesquisas é importantíssima para a história do município pois revela quem foram alguns dos primitivos moradores do município há muitos séculos atrás.

O Achado

Em 1965 o Pe. João Alfredo Rohr foi informado pelo chefe do Setor de Contabilidade Pública do Centro de Treinamento de Estudos contábeis da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Luis Henrique Batista, da existência de um sítio arqueológico com artefatos de madeira e fibra em nosso município, relativamente bem conservados (o que era extremamente raro, como afirma o Pe. Rohr). A informação foi acompanhada de peças encontrados no local, como trançado de fibra de imbé, artefato de madeira em forma de muleta, machado ou raspador de pedra.

O Local

O Pe. Rohr fez uma primeira visita em 1966 e constatou que o local fazia parte de um pântano que fora drenado para utilização do barro na Olaria do Sr. Balcino Matias Wagner.

O material arqueológico é encontrado, particularmente, a sessenta e a oitenta centímetros de profundidade, em meio a uma camada de argila úmida de cor negra, com elevado teor de detritos vegetais decompostos. O sítio assenta sobre rocha arenítica em decomposição, de cor branco-amarelada.

(…)

As condições ecológicas do sítio eram muito favoráveis. Os pinheiros abasteciam a maloca de alimento saio e rico em carboidratos. Ocorrem na região ainda araçás, gravatás, frutas de conde, cerejas silvestres e outras frutas silvestres.

(…)

Quanto à origem do sítio, é plausível que, no lugar do atual banhado, no topo do morro, dentro da mata, existisse na época, uma nascente de água límpida e cristalina. Os índios levantaram acampamento ao lado desta nascente, que abastecia o arraial de água potável. Cuidaram, também, da drenagem, orque a queda na esplanada era pouca.

Coagidos, um dia. a abandonarem o sítio, às pressas, deixaram no local os seus trates de madeira, de fibra e de pedra.

A maloca, coberta com ramos de pinheiro, com cascas e folhas de árvores, acabou ruindo por terra. O telhado caiu sobre o material arqueológico.

(…)

Uma vez cobertos de água e lama, ao abrigo da ação destruidora do oxigênio do ar, a conservação dos artefatos de madeira e de fibra estava garantida.

Assim permaneceu o local até que iniciou-se a retirada de barro para a olaria, permitindo a descoberta de um sítio cujas datações assinalam mais de 3 mil anos soterrado.

A Escavação

O Pe. Rohr e sua equipe iniciaram as escavações em 19 de maio de 1967 e encerraram no dia 31 do mesmo mês. Primeiramente elaborou-se uma detalhada planta do local. Uma área de cento e vinte e oito metros quadrados foi estaqueada com enquadramento de dois em dois metros, cada setor ficou, portanto, com 4 metros quadrados cada.

Durante a escavação encontraram os arqueólogos três camadas com cores nítidas representando os períodos de ocupação.

(…) até a profundidade de oitenta centímetros aparece uma camada de húmus argiloso de cor negra, com elevado teor de detritos orgânicos.

(…) De oitenta a cento e trinta centímetros, temos uma camada de argila himica e plástica de cor amarela-escura, que constituía o fundo do banhado extinto. É rocha decomposta, contendo pequeno teor de detritos orgânicos.

De metro e meio em diante, temos rocha arenítica em decomposição, de cor amarelo-clara, quase branca que constitui o embasamento do sítio.

Material arqueológico

O material arqueológico foi encontrado na camada de terra preta. Ali, a sessenta centímetros de profundidade havia um primeiro nível de ocupação.

(…) Neste nível, o solo estava juncado de centenas de seixos rolados, trazidos do rio; de artefatos de pedra, de fibra e de madeira; de cipós, e paus, alguns de vinte centímetros de espessura, e parte deles, parcialmente, carbonizados pelo fogo. Havia, também, abundantes cascas de árvores.

Entre o material encontrado destacam-se machados, batedores, amoladores, quebra-coquinhos, etc. Entre os artefatos de madeira encontravam-se trançados de fibra de imbé que faziam parte de cestinhas e arcos.

Nesta mesma camada de terra preta, a oitenta centímetros de profundidade, foi encontrado segundo nível de ocupação. Além de vestígios de madeira em decomposição, havia algumas dezenas de cascalhos trazidos do rio e alguns artefatos líticos. Os artefatos deste segundo nível de ocupação, no formato geral, não se afastam muito dos artefatos do nível de sessenta centímetros. Achavam-se, no entanto, em estado muito adiantado de decomposição, esfarelando-se, a maioria deles, ao contato da ferramenta.

Neste nível foi difícil conseguir artefatos carbonizados para a datação radio-ativa. Pacientemente, como ressalta o Pe. Rohr, foram retiradas finas fatias de argila negra e adesiva.

Uma informação importante é acrescentada ao final do capítulo, que permite estabelecer, através de suposições, um período para o acampamento:

Em nenhum dos níveis foi encontrado vestígio de cerâmica.

A revista PESQUISAS Antropologia Nº 17 passa a relacionar os artefatos encontrados no Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner SC-VI – 13, mas isto fica para próximo artigo! As peças encontradas em 1967 pelo Pe. João Alfredo Rohr estão no Museu do Homem do Sambaqui catalogadas e arquivadas. Na abertura do site podemos ler a informação:

O Museu do Homem do Sambaqui é um lugar que nos proporciona uma viagem aos longínquos tempos, há mais de quatro mil anos, e nos causa admiração pela presença das descobertas realizadas pelo padre e pesquisador jesuíta João Alfredo Rohr, SJ. O Museu guarda e cuida com carinho um rico material histórico, educativo e acadêmico; tudo o que é exposto torna-se um instrumento mediador de educação, aprendizagem e conhecimento, tanto para crianças e jovens que iniciam seus estudos, como para os que se encontram em etapas mais avançadas de estudo, como os graduandos, professores e pesquisadores.

 

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Fazenda Campinho onde o silêncio é terapeutico

Redator : setembro 28, 2017 11:22 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, notícia, Turismo

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