Os alemães em Alfredo Wagner, A Capital das Nascentes

Redator : dezembro 17, 2016 7:35 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, Genealogia, História

O Município de Alfredo Wagner, na Serra Catarinense, não está diretamente ligado a imigração alemã que ocorreu a partir do século XIX com o apoio e incentivo do Império Brasileiro, mas está intimamente ligado ao empreendedorismo e desejo de progredir dos povos que ocuparam nosso território, entre eles os descendentes de imigrantes alemães.

A área ocupada por Alfredo Wagner, hoje, com fácil acesso para três grandes cidades: Lages, Rio do Sul e Florianópolis, representou um dos mais difíceis trechos para a travessia de tropas e produtos entre a Serra e o Litoral. Foram experimentados diversos trajetos ao longo dos séculos em que se tentou fazer a ligação Lages/Desterro.

A melhor opção, naquele momento como via de tráfego, deu origem a Colônia Militar Santa Thereza, hoje Catuíra, e é lá que encontramos as primeiras referências ao povo alemão. O site de genealogia https://gedbas.genealogy.net apresenta diversos descendentes de imigrantes que lá nasceram de 1880 em diante. A miscigenação entre as diferentes etnias foi imediata. Alemães com brasileiros, dinarmaqueses com alemães, com luxemburgueses, belgas, etc.

O site editado por Carol Pereira, http://alfredowagnertq.blogspot.com.br/2011/08/as-alemaes.html traz uma relação interessante de sobrenomes (e seus significados) de descendentes de alemães que migraram para Alfredo Wagner (transcrevo ipsis litteris):

Famílias alemãs: Althoff – corte antiga, Andersen (Dinamarquês), Arnold, Back, Bardt – barba, Bauer, Behling, Beppler, Berger – das montanhas, Bett – cama, Beumer, Blau – azul ,Böll, Branger, Bratfisch – peixe frito, Braun – marrom, Brick, Bruch, Brücker, Bruder – irmão, Bunn, Calkmann – homem do cal, Clasen, Conrad, Dahmer, Damann,Deucher, Dunke (Polonês), Eger, Eller, Errath,Felau (variação de Fehlau), Fleming, Förster – guarda florestal, Franz – abreviação de Francisco (Franziscus), Freiberger, Fuck, Gelisch, Gelsleichter, Gerent, Gerwarosky (Polonês), Gesser, Goebel (Göbel), Grah, Grüdtner, Guckert, Hack – enxada, Hamann, Hames, Hamilton (Inglês), Hasckel, Hasse, Heiderscheidt, Heinz – abreviação de Henrique (Heinrich), Hillesheim, Hilzendeger (Russo), Hinckel – galinha, Hoegen (Holandês), Hoffmann – homem da corte, Horst – cume de um morro, Hugen, Hüntemann, Jahn, Jendich, Jochen, Joenck (Jönck), Jummes, Jung – jovem, Junckes, Justus, Kalbusch, Kempner, Kersbaum, Klauberg,Klaumann, Kleinjohann – João pequeno, Klöppel, Knaul, Kniz (Eslavo), Koerich, Krautz, Kreusch, Krieger – guerreiro, Krüger, Kuntz, Küster – sacristão, Lehmkuhl, Lemonie (Francês), Lichtenfelz, Linder, Loch, Lohn, Longen, Luchtenberg, Mannrich, Marian, Martendahl, May – quem trabalha com laticínios, Mayer – quem trabalha com laticínios, Mees, Meurer, Michels, Mohr, Momm, Müller – moleiro, Netto, Neuhaus – casa nova, Niederhaus – casa baixa, Passig, Petry, Popeng, Probst, Prust, Raitz, Rehbein – perna de veado, Reich – rico, Rosar, Saitz, Sauerbier,Schäfer – pastor (de ovelhas), Scheidt – bainha, Scheitz – bainha, Schlemper, Schlickmann, Schlichting, Schmidt – ferreiro, Schmitz – ferreiro, Schneider – alfaiate, Schüller – aluno, Schumach – sapateiro, Schürhaus – casa do sapato, Schütz – protetor, Schwambach – arroio, Schweitzer (suíço), Sebold, Seemann – marinheiro, Sieves, Sommer – verão, Steffen, Steinbach – riacho de pedra, Steinhauser – pedreiro, Steinick, Tenfen, Thiesen, Truppel,Van Bömmel,Van der Sand – da areia, Vogel – pássaro, agner – carpinteiro de carroças, Walter, Waltrick, Walzburger, Weber, Weiss – branco, Weingärtner – vinicultor, Weirich, Welter, Werlich, Wessler, Westphal, Zimmer – sala, Zimmermann – carpinteiro e Zomer

Continua Carol Pereira:

Ainda hoje, há uma considerável parte da população bilngue, que curiosamente não fala o alemão oficial, mas sim o dialeto hunsrckisch  linguajar falado na região montanhosa do Hunsrck, sudoeste da Alemanha, de onde emigrou a maioria das famílias germânicas.
Além do sotaque que ainda perdura, a influência também se revela na gastronomia, vestuário e na aparência de muitos alfredenses.

Os sobrenomes de Imigrantes também são encontrados nas cidades da Serra Catarinense a provar que os povos tem mobilidade e estão em constante movimento em busca de melhor opção de vida.

A continuidade histórica deste relacionamento Alemanha/Alfredo Wagner/Brasil não parou e tem hoje dois grandes fatos dignos de nota:

  1. Em coleta realizada na Igreja Católica Alemã foi recolhido doações para a Reforma interna da Igreja Bom Jesus de Alfredo Wagner, cujas obras já começaram e será entregue aos fiéis na próxima festa em Janeiro.
  2. A pedido do Jornal Capital das Nascentes, o Consul Geral da Alemanha em Porto Alegre, Dr. Stefan Traumann, envia mensagem aos Alfredenses na qual destaca que tem se surpreendido com a cultura nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina  “que ainda apresenta tanta influência da língua alemã e dos costumes alemães.” O leitor poderá ler a MENSAGEM DO CONSUL na íntegra.

Desejamos que este relacionamento continue e seja ampliado também para outras etnias que ajudaram com seu sangue, cultura e personalidade a construir o povo alfredense. Em outras edições falaremos sobre os Indígenas, os Negros, os Italianos, os Dinamarqueses, os Luxemburgueses, etc.

 

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Alfredo Wagner – em biografia de seu neto Altair Wagner

Redator : dezembro 13, 2016 1:07 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História

Biografia de Alfredo Henrique Wagner escrita por seu neto Altair Wagner

Filho de Henrique Cristiano Wagner e Maria Caetano Rachadel. Faleceram muito jovens no Sertão do Maruim, aos 32 e 30 anos em 1876. Possivelmente uma epidemia tenha abatido o jovem casal.

Pais de 5 filhos, sendo o 3º Alfredo Henrique Wagner, que nasceu em 28/11/1871 e faleceu em 20/10/1952 em Lomba Alta aos 81 anos.

Era casado com Julia Freiberger que nasceu em 22/05/1873 e falecida em 12/05/1951 aos 78 anos.

Alfredo Wagner, órfão aos 5 anos, foi morar com seus padrinhos e tios Manoel Estefano Köerich e Catarina Wagner, inicialmente perto da Ponte do Maruim, bem próximo ao mar e posterioemente foram morar em Garopaba. AlFredo residiu com os tios durante 13 anos. Em 1889 com 18 anos, estava cuidando da “venda” de seus tios enquanto tomavam café, aproveitou para dar umas “espiadelas” pela fresta da janela para sua namorada que se encontrava no outro lado da rua. Não deu certo. Seus tios o observavam. Ao retornarem mandaram Alfredo tomar café e o advertiram que depois iriam conversar. E esta conversa transformou-se em uma surra. Já havia sido advertido de que não podia namorar aquela moça.

Era o ano da Proclamação da República. Seram adversários políticos? Republicanos? Monarquistas?

Vovê fugiu de Garopaba e retornou a pé até Sertão do Maruim, percorrendo 65 km passando por Paulo Lopes, Enseado de Brito e São José.

Tia Catarina, alguns dias após, veio ao Sertão de Maruim, tentando levá-lo de volta. Alfredo não quis retornar à cada dos tios. Aprendeu a profissão de sapateiro.

Em 1890, com a notícia da formação  de “burgos” agrícolas, que previa para o 5º Distrito, formado por Quebra-Dentes, Lessa e Rio Adaga, 85 famílias num total de 411 pessoas. O 2º Distrito formado por Caeté, Águas Frias e Lomba Alta previa 89 famílias, num total de 438 pessoas e o 3º Distrito formado pelos Rios Jararaca, Engano e Itajaí com 150 famílias e uma população de 763 pessoas.  Sem dúvida a notícia da criação de “Burgos” e a importância da Colônia Militar de Santa Tereza influenciou Alfredo Henrique Wagner aos 21 anos, se mudar do Sertão do Maruim para a Colônia Militar de Santa Tereza. Em 1892 seguiu a pé com 400 réis no bolso e uma gaiola com um sabiá preto.

Deixou sua namorada Julia Freiberger, filha de Pedro e Felisbina Freiberg em São Pedro de Alcantara. Em Santa Tereza trabalhou como sapateiro e escrivão do posto fiscal.

Conseguiu em menos de três anos condições financeiras para o seu casamento, que se realizou em 30/07/1895.

Alfredo w Julia tiveram 11 filhos, dois dos quais Ernesto e Maria faleceram pequenos em 1897 e 1900 respectivamente.

Residiu Alfredo em Santa Tereza até 1904, portanto por 12 anos, quando então se lançou a uma nova aventura.

Nesta época, 1904, foi aberto o picadão que ligava Barracão (hoje Alfredo Wagner) à Bom Retiro, passando por Lomba Alta, tornando-se assim local de maior movimento de cargueiros e tropas de gado.

Então aos 33 anos, Alfredo veio para Lomba Alta, deixando sua família em Santa Teresa.

Instalou-se à margem do Picadão em um Rancho coberto com lona sob um Cedro.

Com trabalho e sacrifício conseguiu melhor condição de moradia e em dezembro de 1906 trouxe Dona Lúlia e cinco dos 7 filhos para Lomba Alta e aí mais 4 filhos nasceram.

A partir de 1909 com a estrada um pouco melhor passou a transportar tropas e mercadorias entre São José e Lages. Mais tarde passou a utilizar carretas com 5 animais.

Cada filho homem ao atingir a maioridade, recebia uma carroça com 5 animais e passavam a trabalhar e ganhar para si, embora permanecessem usufruindo da casa dos pais.

No começo da década de 1930, instalou uma serraria, pois ao fazer derrubadas de mato para roças, não era possível queimar ou deixar apodrecer tão nobre madeira, a araucária.

Passou também a dedicar-se à agricultura. Fazia plantações a mais de 3 km de sua residência. Na Serra de São João, a qual chamávamos serra do vovô. É inesquecível quando criança vermos o vovô a cavalo, puxando um fila de 5 a 8 animais amarrados os cabrestos à crina da cauda de dada anima, transportando o produto das roças para Lomba alta.

Pouco mais tarde com a estrada vicinal, já em melhor condição, ao longe ouvíamos o ranger do carro de boi. Lá vinha ele, saíamos para a frente da casa para pedir a bênção do vovô. Ele respondia Deus te abençoe. Sorrindo e abanando a mão, prosseguia em seu trajeto.

Quando já idoso, não conseguindo manter limpa sua plantação de aipim próximo à casa, papai mandou-me junto a outros primos capinarmos a lavoura. La estava o seu Alfredo  acompanhando o trabalho.

Eu já era fumante e lá pelas tantas me afastei para fumar na “privada” distante 100 metros. Quando ia voltando, veio me encontrar sorrindo e dizendo: pode fumar aqui mesmo.

Mais tarde já enfermo, seus netos o visitavam constantemente.

Tinha ele uma afeição muito grande para com os filhos de seus filhos. Sempre dizia que seus pinheiros eram para os netos.

Em 12/05/1951 estava eu estudando em Curitiba quando recebi um telegrama de meu pai informando a morte de vovô. Como no telegrama as palavras não são acentuadas e que a vovó Júlia estava sempre com boa saúde, imaginei a morte do vovô Alfredo. Rezei por ele e escrevi uma carta para meus pais referindo-me ao falecimento dele. Na realidade foi Dona Júlia que morreu. Alguns dias após entramos em férias e retornei à Lomba Alta. E lá já esclarecido fui visitá-lo. Estava na frente da casa e me recebeu chorando e disse “pensavas que eu tinha morrido…”

Alfredo Henrique Wagner foi um homem simples, trabalhador, honesto, bom que viveu na área do atual município de Alfredo Wagner por 60 anos.

31/07/2010

 

 

Altair Wagner.

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O Natal em Alfredo Wagner/SC – 2004

Redator : dezembro 12, 2016 11:26 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, Religião

O Natal sempre é ocasião de lindas comemorações na Capital das Nascentes. Em Alfredo Wagner/SC a Noite das Luzes abre as comemorações natalinas. Gravação digitalizada de fita VHS registra alguns momentos da apresentação realizada na Igreja Matriz de Bom Jesus de Alfredo Wagner.

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Praça da Bandeira é revitalizada

Redator : novembro 25, 2016 6:40 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC
whatsapp-image-2016-11-25-at-16-30-51O marco zero do Município de Alfredo Wagner, a Praça da Bandeira, está sendo revitalizada com verba do Governo do Estado. Novo calçamento para permitir a permeabilização do solo e novos jardins nos canteiros laterais. Enquanto a praça não fica pronta vamos lembrar algumas imagens neste slide show. Clique nas fotos para ler a descrição.

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Daniela Bunn lança livro em Alfredo Wagner

Redator : novembro 22, 2016 11:34 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, notícia

Daniela Bunn convida aos Acadêmicos da Associação Academia de Letras do Brasil/ Capital das Nascentes e o público em geral para o lançamento de seu livro “O alimento na literatura: uma questão cultural” Prêmio Elisabete Ardele de Literatura.
O lançamento será na Biblioteca Pública, dia 28 de Novembro de 2016 das 18:00 as 19:00 hs.
A autora também lançará outros dois livros de literatura infantil que traduziu para a língua italiana.
Na Ocasião será tirada foto para o arquivo da Academia.
PS: O livro Alimento na literatura será entregue aos membros da Academia e professores gratuitamente. Já os dois livros traduzidos para o italiano será comercializado.

Jornalista Comendador Mauro Demarchi
Membro-Fundador da Academia de Letras do Brasil – Capital das Nascentes

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Adrenalina e muita água nesta temporada no Salto das Águas

Redator : novembro 21, 2016 7:19 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Fotografia, notícia, Turismo

Parque Aquático Salto das Águas abre suas portas para a temporada 2016/2017 com grandes novidades. Ponto de encontro, local de lazer e muita água para refrescar o seu verão.

 

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4 kg de beterraba…

Redator : novembro 19, 2016 10:25 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, notícia

Todos nós sabemos que a beterraba é um alimento rico em vitaminas e sais minerais. O legume é muito apreciado para saladas, sopas e pratos exóticos. Os produtores sempre plantam os vários tipos de beterraba pois tem fácil aceitação e saída no mercado, seja no CEASA, seja para indústrias de conservas. Ótima opção para quem deseja um dinheirinho extra nesta época de carestia.

O produtor rural de Alfredo Wagner, Vilson Scheidt, morador do Caeté, tem um carinho especial pelo campo e cuida de sua plantação com cuidado e seguindo as recomendações dos técnicos agrícolas. Quando viu que uma beterraba estava se destacando das outras, pelo tamanho de suas folhas, logo desconfiou que algo estava fora do normal. Quando chegou a época da colheita, sua surpresa foi maior ainda:

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