Memória Alfredense

O Jornal Alfredo Wagner começa hoje a publicação de fotografias antigas de arquivos diversos. Na medida do possível informaremos a fonte. Queremos registrar aqui o agradecimento a Juliano Norberto Wagner que na época em que exerceu o cargo de Vice-Prefeito digitalizou o Arquivo Fotográfico Municipal. A maioria das primeiras fotos adicionadas nesta galeria provem deste arquivo. Este arquivo digital poderá ser acrescentado de novas fotografias vindas de outras fontes e você poderá contribuir com o mesmo enviando suas fotos antigas para memoria@jornalaw.com.br com informações sobre as mesmas.

Agricultor alfredense realiza aos 88 anos o sonho de publicar um livro

Redator : 24/02/2019 11:09 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Livros, Memória, notícia

Foto: Jonas Alves / Sintonia FM

A Rádio Sintonia FM transmitiu entrevista com o agricultor alfredense Assis Fernandes de Almeida, de 88 anos, que realizou o sonho de publicar seu livro, que conta várias histórias antigas da região. Segundo ele, o livro foi escrito por décadas, a partir de entrevistas que realizou com pessoas pertencentes à Paróquia. Atualmente morador de Bom Retiro, Assis Fernandes, descreve histórias de cidades da Região e resgata um passado pouco conhecido com costumes e termos bem diferentes dos atuais.

Quem quiser adquirir o livro pode entrar em contato pelo telefone (49)98416-9799.

As informações na reportagem especial de Jonas Alves, correspondente da Sintonia FM em Alfredo Wagner.

 

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Colorindo o Passado!

Redator : 08/02/2019 07:11 : História, Memória, notícia

Tem gente que encontra poesia e romantismo em fotos preto e branco. Sou uma delas. Porém, quando você pensa em como poderia ter sido o colorido de uma cena retratada em tons de cinza, tem que utilizar toda sua imaginação.

Um dos melhores programas para a colorização de fotografias antigas é o Photoshop da Adobe. Com alguns traços, com alguns cliques e um pouco de talento, você consegue transformar aquela cena. É como brincar de colorir um caderno de desenhos.

Eis aí alguns exemplos. Usei fotos digitalizadas por Juliano Norberto Wagner no tempo em que era vice-prefeito e organizou o ARQUIVO FOTOGRÁFICO MUNICIPAL.

Utilizei a pasta “Adm. Rogério Kretzer – 1ª e 2ª“. Aos poucos publicarei outras pastas que colori. Pedro Rogério Kretzer foi prefeito em duas ocasiões no quadriênio de 1969 a 1972 e por seis anoe de 1977 até 1982. Foi  vice-prefeito de Nivaldo Wessler na gestão de 1989  a 1992. Natural de Santo Amaro da Imperatriz, veio muito pequeno para o Barracão com a família e aqui ficou.

As fotos colorizadas são de sua primeira administração, mais especificamente de sua posse:

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A festa do Jubileu

Redator : 22/01/2019 20:28 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia, Religião

Ao comemorarmos o Jubileu de Diamante da Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner de modo singelo, religioso e com muita piedade, lembramos de um momento da história que poucos dão valor.

Os Alfredenses que construíram o edifício material da Matriz, sede da Paróquia, estavam, na realidade, construindo a personalidade e o espírito do município.

O Decreto episcopal criando a paróquia foi assinado em 1959, mas só três anos depois o Município foi emancipado em 1961. Em 1960 a pedra fundamental da Matriz foi abençoada. Em 1963 Alfredo Wagner passava a ser administrado pelo primeiro prefeito eleito e sua Câmara de Vereadores tinha sua primeira sessão com os primeiros vereadores eleitos. A Matriz foi terminada em 1966.

Esta caminhada conjunta da Paróquia com o Município integra a personalidade do Alfredense. É primordial olharmos isso com atenção e focarmos nas bênçãos de Deus sobre Alfredo Wagner.

Dito isto, passemos ao registro da comemoração religiosa com a Santa Missa celebrada pelo Bispo da Diocese de Rio do Sul, da qual fazemos parte, Dom Onécimo Alberton e concelebrada por Pe. Leandro Kammers (Pároco da Matriz de Alfredo Wagner) Pe. Julio Cesar Hames (natural da nossa cidade) e Pe. Cassio Luiz Rozza, cujo auxílio foi muito importante antes da chegada do atual Pároco.













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Nos bancos da Matriz…

Redator : 19/01/2019 19:32 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia

Logo na entrada da grandiosa Igreja Matriz Bom Jesus de Alfredo Wagner o fiel pode ler, escrito em placa de bronze, as seguintes palavras:

“Esta Casa de Deus foi construída pela Fé ardente e coragem sublime do Povo de Alfredo Wagner – 1960 / 1966”

A história registra o nome de pessoas, famílias, instituições e entidades que colaboraram com a construção da Igreja. O esforço de todos foi lembrado nesta singela placa comemorativa.

Os bancos da Igreja também registram os nomes daqueles que colaboraram para a sua fabricação. Feitos em madeira de lei e resistentes, cada banco traz pregado em cima a direita o nome daqueles que fizeram suas doações.

Minha querida leitora e meu atento leitor poderá procurar o nome de algum antepassado seu na lista que publico abaixo. Nem todos alfredenses colaboraram com os bancos. Outros deixaram sua colaboração para as janelas, outros, para as paredes, outros para o telado, outros para a pintura. Enfim, uma construção do porte da Matriz Bom Jesus exigiu o esforço de todos. Quem não podia ajudar com dinheiro ajudava com mão de obra ou material.

É bom lembrar que antes da escolha de Barracão para ser a sede da Paróquia, Rio Engano e Catuíra também estavam na disputa. Porém, uma vez decidido pela Autoridade Eclesiástica que seria Barracão, as comunidades se uniram para que a mais bela igreja pudesse ser construída.

A cera usada para dar brilho nos bancos acabou tirando o brilho das plaquinhas de latão e muitas delas foram raspadas pela curiosidade dos fiéis que frequentam a Igreja Matriz.

Entre os bancos encontramos oferta das duas comunidades, Rio Engano e Catuira, que estavam na disputa. Encontramos também dois bancos oferecidos por dois grandes nomes da política catarinense: Governador Celso Ramos e Deputado Vidal Ramos. Uma placa que também merece destaque é a dos Funcionários da Prefeitura.

Oferta Capela Rio Engano

Oferta Capela de Catuiras

Oferta Governador Celso Ramos

Oferta Deputado Vidal Ramos

Segue abaixo a relação de todas as placas dos bancos. Alguns nomes estão repetidos indicando que a pessoa colaborou com mais de um banco. Alguns foi oferta individual, outras foram de toda família. Esta é a ordem em que se encontra atualmente após a reforma do telhado da Matriz, uma ordem aleatória, certamente.

OFERTA

Adalberto Rodolfo da Silva e Familia
Julia Wagner
Claudino Mariotti e Família
Neri Fraga e Família
Família Machado
Cleria Wagner
Capela Rio Engano
Darcy Schweitzer e Filhos
Lauro Cechetto e Família
Apostolado Oração Matriz
João Candido Barbosa e Família
Paulo Bunn e Família
Abel Zilli e Família
Wilson Lehmkuhl e Família
Governador Celso Ramos
Irma Kretzer e Família
Apostolado Oração Matriz
Hortência Cunha
José Torres e Família
Quiliano Heiderscheidt e Família
Américo Wagner e Família
Raulino Zilli e Família
Murilo Oliveira e Família
Rui Roberto Behling e Familia
Aldo Geissler e Família
Paulo Althoff e Família
Aldo Rodolfo da Silva e Família
Willi Claudino e Família
Lindolfo Souza e Família
Alvino de Souza e Família
Aldo Vidal
João Zilli e Família
Pedro Ferreira e Família
Dr. Ary Miguel Silveira e Família
Evaldo Klaumann e Família
Caetano Filette e Família
Celso Probst e Família
José Althoff e Família
José Farias e Família
Alcebiades Andersen e Família
Paulino Gustavo Melo e Família
António Gamba e Família
Ernesto Candido Farias e Família
António Philipe e Família
Quirino Junk
João Rainoldo Schlemper e Família
Deputado Vidal Ramos
Davi Cechetto e Família
João Silveira e Família
Artemio Farias e Família
Olíbio Zilli e Família
Leopoldo Mello e Família
Frederico Henrique Oeggen e Família
Joel Seemann e Família
Jorge Fernandes e Família
Funcionários da Prefeitura
Ciro Andersen e Família
José Campos e Família
António Carlos Thiesen Sobrinho e Família
Orlando Dorigon e Família
Capela de Catuiras
Alboni Farias e Família
Ogê Santos e Família
José Zilli e Família
Adelar Lehmkuhl e Família
Virginia Zilli e Família
Anacleto Cechetto e Família
Odilon Roberto Behling e Família
Lauro Schweitzer e Família
Lazaro Almeida e Família
Sebastião Frutuoso e Família
Fernando Figueiredo e Família
Pascelino Elizeu e Família
Jair Schweitzer e Família
Neila Godoi e Luiz Figueiredo
Irma Kretzer e Família
Isidoro Cechetto e Família
Alfredo Wagner Junior e Família
Adelino Luckmann e Família
Apostolado da Oração de Rio Engano
João Renoldo Schlemper e Família
Ovidio Montebello e Família
Manuel Seemann e Família
Luiz Martinago e Família
Lindolfo Mariotti e Família
Lindolfo Schweitzer e Família
Maria Schüssler Mariotti
Santos Dias e Família
Pedro João dos Santos e Família

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Paróquia Bom Jesus: 60 anos de Graças e Bênçãos ao povo alfredense!

Redator : 17/01/2019 14:02 : História, Memória, notícia, Religião

Hoje, 17 de Janeiro de 2019 comemoramos a fundação da Paróquia Bom Jesus. O Decreto Episcopal assinado nesta data, há 60 anos, marcou, um passo a mais, na construção da identidade alfredense, cuja caminhada havia começado nos tempos imperiais. O município, emancipado, hoje comemora o Jubileu de Diamante de sua Paróquia!

Página da Revista do Cinquentenário com o relato da Fundação da Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner

Andréia Kretzer Hinckel, em artigo para a Revista do Cinquentenário, redigiu um breve histórico da fundação da Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner. Transcrevemos o artigo na íntegra. O artigo foi escrito com base em informações coletadas para o Relato dos 50 anos da Paróquia, lido na Missa Comemorativa.

Conforme relatos documentados tanto a comunidade de Barracão – hoje, Alfredo Wagner, quanto a Catuíra e Rio Engano, todas com igreja nova de alvenaria, queriam ter a sede da Paróquia, a qual teria um padre fixo.

No ano de 1958, durante uma celebração do Crisma, o povo do Barracão esmerou-se na recepção ao bispo, Dom Joaquim Domingues de Oliveira, para que elevasse a sua igreja à categoria de Paróquia.

A verdade é que o bispo recebeu dessas 3 comunidades requerimento para a instalação da Paróquia – com levantamento do número de moradores e de capelas. Todas essas comunidades praticamente apresentavam o mesmo nível de desenvolvimento.

Na oportunidade os responsáveis pela capela do Barracão JOSÉ DE CAMPOS, PAULO PEDRO BUNN E PAULO ALMEIDA, CONHECIDO COMO PAULO SCHWINDER, fizeram o mapa do povoado, requerimento e justificativa do pedido de instalação da Paróquia.

Contavam na justificativa que o Barracão era melhor situado que a Colônia Santa Tereza e Rio Engano. Isso porque quem viesse de Florianópolis, ou de Lages, passaria obrigatoriamente por ele. Por situar-se num ponto estratégico, sugeriram que essa colocação permitiria à comunidade um desenvolvimento maior e em menor tempo. Também colocaram na justificativa que havia um maior número de capelas, apesar de não ser o distrito mais populoso – pois perdia para Colônia Santa Tereza.

Quando da chegada do bispo, todo o povo participou da calorosa recepção, participando com faixas de boas-vindas e agradecendo a sua visita.

Alguns meses depois dessa visita, o padre de Ituporanga,  que visitava a comunidade mensalmente, trazia uma correspondência do bispo instituindo a Paróquia do Barracão. O padre parabenizou a todos pela conquista e vitória e orientou o povo. Agora a comunidade precisava cooperar ainda mais.  Irma Rosa Kretzer doou o terreno para a construção da Casa Paroquial , onde residiria o padre, o qual viria ocupar a função do pároco.

Frei Agatângelo Umbará foi o primeiro padre a assumir a Paróquia. Depois dele vieram: Frei Demétrio, Frei Ceciliano, Pe. Manoel, Frei Sálvio, Pe. Cristóvão, Pe. Bernardo, Pe. Henrique, Pe. Guinter, Pe. Teodoro, Pe. Alfonso, Pe. Antônio, Pe. Evaristo, Pe. Quirino, Pe. Marino Loffi, (Pe. Augustinho Kuhnen e o atual Pároco Pe. Leandro Kammers).

Nestes 50 anos de Paróquia tivemos a graça de formar 3 padres: Pe. Antônio Lemnkhul,  Pe. Neri Dias e Pe. Sérgio de Deus Borges (atual Bispo Auxiliar de São Paulo) e Pe. Julio Hammes.

Ao revivermos os 50 anos de Paróquia de Alfredo Wagner, não poderíamos nos esquecer do Pe. Alfonso Hazenfratz, que nasceu na Alemanha, mais escolheu o Brasil, e trabalhou com muito afinco pelo seu rebanho em Alfredo Wagner, tendo sido enterrado na Igreja Matriz após sua morte. Ele foi uma pessoa de muita personalidade, polêmico e que marcou a cidade.

Izaltina Silva, no  dia 26 de fevereiro de 1959, se uniu pelo Sacramento do Matrimônio com Aldir Sebastião Althoff, já falecido,  sendo o 1º casamento realizado da Paróquia de Alfredo Wagner.

Valcírio Heinz, Nezita Beppler e Rosa Maria Martins foram  os primeiros batizados da Paróquia, em 06 de fevereiro de 1959.

Na década de 90, seguindo as diretrizes diocesanas é instalado na Paróquia o primeiro CPP – Conselho Pastoral Paroquial, tendo como primeira coordenadora a Sr. Nilva Bichiling Figueiredo.

Andréia Kretzer Hinckel é empresária, proprietária da Pousada Hinckel, participa ativamente da vida da Igreja.

Na Matriz o leitor poderá ver a exposição Paróquia Bom Jesus – 60 anos, conhecer a história, imagens e objetos utilizados ao longo desta história cheia de graças e de bênçãos.

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Retrospectiva 2018

Redator : 02/01/2019 09:33 : Análise Política, História, Memória, notícia, Opinião

É comum os veículos de comunicação fazerem, na virada do ano, uma retrospectiva, analisando os eventos mais marcantes.

2018 foi um ano diferenciado devido às eleições cujos debates polarizaram o país.

O ano começou com a esquerda totalmente quebrada e fragmentada devido ao péssimo governo do Partido dos Trabalhadores e os escândalos que envolveram o seu expoente máximo, Lula da Silva.

O que seria uma prisão, por corrupção, de um ex-presidente, com o auxílio da Mídia se transformou num show muitíssimo bem articulado para levar a opinião pública a assustar-se com a possibilidade da volta da esquerda.

Este show, era acompanhado de outro tipo de gritaria, a dos neo-opositores da esquerda (eleitores do próprio Lula e da Dilma) desiludidos e revoltados. O barulho excessivo dos dois lados da mesma esquerda foi sendo amplificado por redes sociais e mídias.

Quem não lembra que a Globo gastou um dia inteiro com notícias do atentado a Bolsonáro, martelando e repetindo cenas a exaustão?

Era preciso polarizar, era preciso salvar a esquerda e o único jeito de se fazer isso era erguer o fantasma de uma “direita”. Isso animaria os desiludidos e daria ânimo aos esquerdistas desanimados.

Apesar da polarização do momento, os resultados das urnas surpreenderam: quase um terço do eleitorado não votou. Ou seja, um terço do país não se deixou manipular pela guerra psicológica. E mesmo os que votaram afirmaram que votariam no menos pior para que a esquerda não voltasse ao poder.

E no Estado de Santa Catarina? Quem esperava um determinado resultado e apostou em candidatos da velha política ficaram desapontados. Na rabeira da onda “direitista” vence o candidato que iniciou o processo eleitoral com apenas 4% de chances.

Bom para o Estado, é claro! Santa Catarina sempre foi um Estado historicamente conservador. Sofreu retaliação quando o Marechal Floriano Peixoto assumiu e ordenou o Massacre de Anhatomirim e destruiu a força política Monarquista do Estado. Esta força, reduzida e proibida de manifestar-se foi o estopim para a Novembrada, primeira ação no Brasil que determinou a queda do regime militar e a consequente abertura política.

O novo Governador, Comandante Moisés, é do mesmo partido que o Presidente da República, Jair Bolsonáro que teve aqui no Estado uma das maiores votações do País. Com certeza ela olhará com carinho para as terras catarinenses… Certamente já foi avisado que os Catarinenses já derrubaram um governo militar e poderão fazer o mesmo se forem desapontados…

E Alfredo Wagner, no panorama nacional e estadual?

A votação para o PSL do Presidente foi majoritária aqui na cidade. A esquerda nunca ganhou no município. Mesmo no auge da popularidade de Lula da Silva, os alfredenses sempre votavam na oposição. Jair Bolsonáro e Comandante Moisés ganharam com excelente maioria de votos em Alfredo Wagner.

Soma-se a esta informação, outro fato importante: Peninha, que mudou seu nome político para Rogério Mendonça, abandonando o apelido, e que tem um carinho especial pelo município quase foi o vice de Bolsonáro. Quem quase foi… tem muita chance de mediar os pedidos que subir de Alfredo Wagner para o Presidente… Principalmente ele que perdeu 60% dos eleitores no Estado, mas ganhou votação recorde aqui na cidade. Nosso Prefeito saberá usar este argumento na hora certa…

Uma retrospectiva não se faz apenas de política.

Poderíamos falar de muitos outros assuntos que foram destaque no ano que passou, mas o artigo já está longo…

Falemos apenas da Religião.

O pulso firme do falecido Pe. Afonso Hazenfrats, mantinha os católicos unidos e com frequência constante nas Missas e Festas da Igreja. Seu falecimento, entretanto fez arrefecer o fervor religioso do povo alfredense a ponto de, em 20 anos, mais de 16 denominações religiosas pedirem seu registro no município.

Os sacerdotes que por aqui passaram não conseguiram aglutinar e reunir o rebanho disperso.

O município pode ser considerado um celeiro de vocações religiosas: hoje temos 5 sacerdotes naturais de Alfredo Wagner, sendo um deles Bispo-Auxiliar em São Paulo, a maior diocese do Brasil.

A nomeação do jovem sacerdote Leandro Kammer, traz esperanças aos católicos que desejam ver a Paróquia no antigo esplendor. Seus auxiliares, Seminaristas em fase de ordenação, tem se dedicado e não medem esforços para que o povo se sinta bem e em casa, na Igreja.

O resgate da história, de organizações católicas como o Apostolado da Oração, Terço dos Homens, etc, tem agradado aos fiéis.

Porém, não basta que sacerdotes e seminaristas façam sua parte. Nós, fiéis católicos, também temos obrigação de fazermos aquilo que nos cabe neste momento: apoiar, ajudar, somar esforços para o crescimento da Fé no Município, e, principalmente, rezar e oferecer sacrifícios por eles e pelo povo.

A oração, dizia Santo Afonso Maria de Ligório, é o grande meio da Salvação! Todos nós podemos rezar e oferecer sacrifícios em oblação a Deus pelos interesses de nossa Paróquia.

Como retrospectiva podemos dizer que Deus caminhou ao nosso lado e poderá continuar sua bênção se de joelhos em terra pedirmos pelo Brasil, pelo Estado de Santa Catarina e por nossa querida Alfredo Wagner!

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Parabéns Alfredo Wagner, 57 anos de Emancipação Política

Redator : 28/12/2018 08:00 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia, Opinião, Política

Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes, completa dia 29 de Dezembro de 2018, 57 anos de emancipação política, tendo sido desmembrada de Bom Retiro.

Esta é, em bela encadernação, a Certidão de Nascimento do Município de Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes.

A história, porém, é muito mais antiga e ela registra que o tempo deixou sinais de um passado muito, mas muito remoto. Temos publicado diversos artigos sobre nossa história e hoje queremos fazer apenas um resumo muito rápido. No Museu de Arqueologia da Lomba Alta, uma peça chama a atenção pela antiguidade: uma palmeira primitiva de mais de 300 mil anos, petrificada. Não só isso! Por aqui passaram répteis pré-históricos, cujos fosseis foram encontrados em terras alfredenses, demonstrando que por aqui passaram dinossauros. Índios de diversas tradições, há mais de 3 mil anos circularam poe estas terras deixando as marcas de sua passagem.
A história, porém, só começou a ser registrada, quando o homem civilizado passou por aqui.
Um republicano lageano, tendo fugido devido a revezes na revolução organizada nos anos de 1840 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, veio se esconder nestas terras e tendo desistido de implantar a República no Sul do Brasil, resolveu pedir ao Império as terras que hoje fazem parte de Bom Retiro e Alfredo Wagner. Nos jornais antigos encontramos diversas publicações legais dando conta da reivindicação dos herdeiros de Serafim Muniz de Moura, o republicano, das terras pertencentes ao patriarca.
Este lageano pioneiro, Serafim Muniz de Moura, provavelmente, foi o primeiro a estabelecer uma ligação entre Lages e a capital da Província, Desterro. Uma curiosidade interessante que descobri, também em jornais antigos, na Colônia Militar Santa Thereza, por regulamento, eram proibidos possuir escravos, entretanto, nas terras do republicano Serafim haviam 4 escravos registrados.
O trajeto passou a ser frequentado por tropeiros e soldados, levando o Império a criar uma Colônia Militar para proteção contra o ataque de índios, normalmente instigados por bandidos e renegados.
Assim, com decreto rubricado pelo Imperador Dom Pedro II criou-se a colônia nas proximidades do Morro do Trombudo, no ano de 1853, tendo sido, no ano seguinte, transferida para as margens do Rio Itajaí do Sul, onde atualmente se encontra a comunidade de Catuíra.
A Colônia Militar dedicada a Santa Thereza prosperou chegando a ter mais de 500 famílias. Seus produtos chegaram a ser levados para a Exposição Internacional de Baltimore, nos Estados Unidos, ocasião em que contou com a presença do próprio Imperador.
O golpe militar que implantou a República, mudou o destino da florescente colônia. Era preciso, assim pensavam os golpistas, apagar as lembranças do sucesso do Império do Brasil, por isso, foram enviados pesquisadores que buscasse alternativas para desviar a estrada, futura BR 282, que passava pela Colônia, transferindo-a para um trajeto bem maior, passando pela comunidade do Barracão.
O Município de São José, ao qual fazia parte a Colônia Militar Santa Thereza, por ordem do governo republicano, foi picotado, ficando reduzido a poucas terras, passando as comunidades e distritos a pertencer a Palhoça. Outra divisão, posteriormente, nos juntou a Bom Retiro até a emancipação do município.
A Câmara Municipal de Bom Retiro, assim como a Câmara de Santo Amaro e da Palhoça, sempre contou com um ou dois vereadores pertencentes às terras que hoje fazem parte de Alfredo Wagner. Quando o Governo Federal estudou a possibilidade de criar novos municípios, os vereadores começaram uma articulação política para a emancipação. A Arquidiocese de Florianópolis havia criado 3 anos antes a Paróquia Bom Jesus composta pelas comunidades que, depois, formariam o novo município. Após estudos na Câmara de Vereadores de Bom Retiro, definindo as comunidades que fariam parte e as divisas, foi aprovada  a criação de Alfredo Wagner, cujo nome foi escolhido para homenagear um cidadão honrado, honesto e trabalhador que adotou estas terras para sua morada, Alfredo Henrique Wagner, já falecido na ocasião e patriarca de grande e laboriosa família.
Tendo a Câmara de Vereadores de Bom Retiro aprovado o desmembramento e a criação do município, coube ao Presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, assinar o Decreto nº criando o Município de Alfredo Wagner.
A história da Capital Catarinense das Nascentes é muito rica; seu povo é glorioso por um passado de lutas e vitórias; sua cultura é exuberante pela mistura de povos e etnias; sua gastronomia é deliciosa pela mistura de sabores das diversas nações que colaboraram para sua construção.
PARABÉNS ALFREDO WAGNER, QUE O SENHOR BOM JESUS E NOSSA SENHORA DO SORRISO TE ABENÇOE E A SEU POVO TRABALHADOR!

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Câmara de Vereadores: há 55 anos trabalhando pelo povo alfredense

Redator : 06/11/2018 17:44 : História, Memória, notícia

O Município de Alfredo Wagner foi fundado em 29 de dezembro de 1961. Naquele ano assumiu o interventor Major Pedro Weinhardt Borges que preparou a primeira eleição para Prefeito (não havia o cargo de Vice-Prefeito) e Vereadores. As eleições ocorreram em 15 de Novembro de 1962 e foram eleitos Alfredo Wagner Junior, como prefeito, Alexandre Gamba, Jaime Machado, Noé Vieira de Souza, Renato António Harger, Wilibaldo Wessler e Wilmar Jahn.

O dia 1º de Janeiro de 1963 é a data da fundação e posse da Câmara de Vereadores de Alfredo Wagner, portanto, ela já fez 55 anos. Naquele dia ocorreram 3 Sessões Extraordinárias. A primeira, pela manhã, para a posse dos Vereadores e constituição da Mesa diretora, a segunda foi a tarde, para a posse do Prefeito eleito e a terceira, realizada à noite, para definir as regras que norteariam os trabalhos dos Vereadores a partir daquele dia.

Lendo as atas deste dia, ficamos conhecendo um fato pitoresco ocorrido na ocasião. Um dos Vereadores, Jaime Machado, por pouco não é diplomado pois chegou depois do início da sessão, quando a direção da mesa já havia sido eleita.

A primeira legislatura, 1963/1967 contou com 6 Vereadores. A partir da segunda, eram 7, mas ainda não havia o cargo de Vice-Prefeito, que só foi implantado a partir da terceira legislatura em 1969, sendo Virto Schaffer o vice de Pedro Rogério Kretzer. A partir da sexta legislatura os Vereadores passaram a ser em número de 9. A sétima legislatura, de 1989 a 1992, foi ocupada por 8 Vereadores, tendo, nas seguintes voltado ao número de 9.

A primeira mulher a ocupar o cargo de Vereadora foi Izabel Cristina Andersen Kretzer que assumiu a décima legislatura de 2001 a 2004, durante a gestão de Sérgio Biasi Silvestri e Wanderley da Silva, Prefeito e Vice-Prefeito respectivamente.

A Câmara de Vereadores utilizou diversas salas antes de se instalar no atual local. Primeiro reuniu-se na sala de uma casa que já não existe mais, que era pertencente ao Sr. Olávio Berger (o Sapo). Em seguida foi para o primeiro andar da Casa de José de Campos, onde no térreo funcionava a Prefeitura. Ocupou também o primeiro andar do antigo Supermercado Girassol. Hoje está localizada na Rua Pe. Anchieta, 119 – Centro. As sessões acontecem às segundas-feiras as 18:30 horas.

Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores:

1ª Legislatura 1963 a 1967

Alfredo Wagner Junior, Prefeito. Vereadores: Alexandre Gamba, Jaime Machado, Noé Vieira de Souza, Renato António Harger, Wilibaldo Wessler e Wilmar Jahn.

2ª Legislatura 1967 a 1969

Alfredo Wagner Junior, Prefeito. Vereadores: Alcebiades Frederico Andersen, Aristides Kalkmann, Germano Back, José de Campos, Izidoro Cechetto, Willibaldo Weesler e Virto Schaffer.

3ª Legislatura 1969 a 1973

Rogério Pedro Kretzer, Prefeito, Virto Schaffer, Vice-Prefeito. Vereadores: Antônio Carlos Thiesen Sobrinho, Aristides Kalkmann, Claudino Mariotti, Germano Back, Lauro Cechetto, Raul Chini e Wanderley da Silva.

4ª Legislatura 1973 a 1977

Norberto Wagner, Prefeito, Quiliano Heiderscheidt, VicePrefeito. Vereadores: Audelino Carlos Klauberg, Indegio Aberlado Schlichiting, Laudelino Rozar, Nivaldo Weesler, Olíbio Zilli, Theobaldo José Gelsleichter e Wanderley da Silva.

5ª Legislatura 1977 a 1982

Rogério Pedro Kretzer, Prefeito, Siro Celeste Anderssen, Vice-Prefeito. Vereadores: António Carlos Thisen Sobrinho, Hilberto Gustavo Klauberg, Indegio Aberlado Schlichiting, Luiz Carlos Onofre, Nivaldo Weesler, Olíbio Zilli, Oslino Heiderscheidt.

6ª Legislatura 1983 a 1988

Ivan Dorneles Andersen, Prefeito, Claudino Mariotti, VicePrefeito. Vereadores: António Carlos Thisen Sobrinho, Avelino Klauberg, Dalmo Santos de Arruda Ramos, Gilson Wagner, Luiz Carlos Onofre, Nivaldo Weesler, Oslino Heiderscheidt, Valdir Mariotti e Wanderley da Silva.

7ª Legislatura 1989 a 1992

Nivaldo Weesler, Prefeito, Rogério Pedro Kretzer, VicePrefeito. Vereadores: Baldevino Marian, Denir Horst, Gilson Wagner, Henrique Kloppel, Irimar José da Silva, Joselino Steinhouser, Orizon Kalbusch Dell´Antonia, Vilson Rodolfo da Silva.

8ª Legislatura 1993 a 1997

Sergio Biasi Silvestri, Prefeito, Norberto Wagner, VicePrefeito. Vereadores: Denir Horst, Irimar José da Silva, Lourival José de Deus, Orizon Kalbusch Dell´Antonia, Orli Pedro Steffen, Sebastião Luiz Cechetto, Sérgio Luiz Seeman, Valdir Mariotti, Vilson Rodolfo da Ssilva.

9ª Legislatura 1977 a 2000

Nivaldo Weesler, Prefeito, Luiz Carlos Onofre, Vice-Prefeito. Vereadores: Clovis Ogê Kretzer, Lourival José de Deus, Naudir Antônio Schmitz, Nauri Klauberg, Orizon Kalbusch Dell´Antonia, Pascoal Martini, Sílvio José Althoff, Valdenir Schaffer, Zerimar Boll.

10ª Legislatura 2001 a 2004

Sergio Biasi Silvestri, Prefeito, Wanderley da Silva, VicePrefeito. Vereadores: Agnaldo Onofre, Clovis Ogê Kretzer, Gilberto Wagner, Irimar José da Silva, Izabel Cristina Andersen Kretzer, Naudir Antônio Schmitz, Orizon Kalbusch Dell´Antonia, Valdenir Schaffer, Zerimar Boll.

11ª Legislatura 2005 a 2008

Vanderley da Silva, Prefeito, Juliano Norberto Wagner, Vice-Prefeito. Vereadores: Alceu Osny Werlich, Clovis Ogê Kretzer, Edenilson Rodrigues de Souza, Izabel Cristina Andersen Kretzer, Izair dos Santos, João Constante da Cruz, Marcos Aurélio Forster, Naudir António Schmitz, Valdenir Schaffer.

12ª Legislatura 2009 a 2012

Nivaldo Weesler, Prefeito, Daniel Cansian, Vice-Prefeito. Vereadores: Agnaldo Onofre, Belágia Regina Kreusch, Edegar Neuhaus, Edenilson Rodrigues de Souza, José Henrique Wagner, João Constante da Crus, Paulo Cesar Rossi, Sílvio José Althoff, Valdenir Schaffer.

13ª Legislatura 2013 a 2016

Naudir Antônio Schmitz, Prefeito, Luiz Carlos Martins, Vice-Prefeito. Vereadores: Adilson Mariotti, Aguinaldo Onofre, Edenilson Rodrigues de Souza, Emílio Carlos Petris, Fábio Dorigon, Izair dos Santos, Paulo Cesar Rossi, Sérgio Biasi Silvestri, Vitório Schaffer.

14ª Legislatura 2017 a 2020

Naudir Antônio Schmitz, Prefeito, Luiz Carlos Martins, Vice-Prefeito. Vereadores: Adilson Mariotti, Edenilson Rodrigues de Souza, Emílio Carlos Petris, Izair dos Santos, Paulo Cesar Rossi, Reginaldo Silveira, Rubia Mariotti Schweitzer da Silva, Sílvio José Althoff, Vitório Schaffer.

 

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Alfredo Wagner, na década de 50, respirava catolicismo

Redator : 18/09/2018 17:34 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia, Religião

A Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner está se preparando para comemorar Bodas de Diamantes em 2019.

Fica difícil imaginarmos como era o ambiente da pequena Capital das Nascentes, naquela época, em que os preparativos para a transformação em Paróquia e futuro Município, movimentava a sociedade em geral.

O título do artigo não é um exagero… Ele não é fruto de lamentação de alguma velha beata ou o arroubo de algum escritor exagerado.

O título significa que a sociedade alfredense, no seu conjunto, seguia os princípios cristãos, vivia como cristãos e demonstrava através de atos.

A saudável disputa em que se envolveram as três comunidades mais importantes à época: Barracão, Catuíra e Rio Engano; representava o desejo de que logo, uma paróquia favorecesse espiritualmente a sociedade. A escolha foi a mais acertada. Localizada em ponto central, o Barracão, rapidamente construiu bela e grandiosa igreja para ser elevada, em 1959 na Matriz da Paróquia Bom Jesus. A paróquia favoreceu a emancipação do Município 4 anos depois era oficialmente constituído.

Mas afinal, quem disse a frase que serve de título para o artigo?

Não foi uma beata, não foi um carola saudosista… foi um jovem luterano que influenciado por este ambiente cristão, pediu a sua admissão na Igreja Católica.

Passo a ela a palavra, retirada de depoimento publicado no livro “José de Campos, uma história para contar”, de Celita Irene Campos Angeloni:

Ser humano Exemplar

Meu nome é Aldo Schütz. Sou filho de Oscar Schütz, o qual foi Presidente do Diretório Distrital de Barracão (uma espécie de Intendente) na década de 50. Tive a religião Luterana, da igreja do Rio Adaga, onde recebi o Batismo.

No início da década de 50, como a minha igreja era mais retirada do Centro de Alfredo Wagner, cresci vendo e sentindo a espiritualidade Católica, pois Alfredo Wagner respirava catolicismo. Os padres franciscanos vinham da Paróquia de Ituporanga para celebrarem a missa na antiga igreja de alvenaria (hoje demolida). Era pequena a igreja, na verdade uma aconchegante capela.

Aos domingos, as crianças e os jovens acompanhavam os pais ou os amigos à reza. Quando o padre franciscano não vinha, era José de Campos quem estava à frente, com o livro litúrgico Cecília, o qual conhecia muito bem, liderando a comunidade nas rezas e nos cantos. Ele tinha a colaboração valiosa de Adelar Lehmkuhl, Irma Kretzer, Paulo Bunn, Veneranda Wesller e Isidoro Cechetto.

Por acompanhar atentamente a fé e a dedicação de José de Campos à comunidade, eu quis seguir a religião Católica. Tive meu Batismo e Primeira Comunhão no mesmo dia, com o Frei Deodoro Zimmermann, que veio de Ituporanga para celebrar a missa. Duas filhas de José de Campos, Inez Zita e Maria Elena, fizeram também a Primeira Comunhão nesse mesmo dia.

José de Campos, no meu entender, era uma luz dentro da Igreja Católica.

Aldo Schütz – Professor de Química da UFSC – Aposentado

Neste lindo depoimento podemos ver o chamado para nós católicos de 2018: sermos luz dentro da Igreja Católica. Sermos católicos autênticos, que não humilham, não menosprezam a ninguém, mas a todos acolhem com espírito cristão.

A Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner está se preparando para comemorar 60 anos de existência. Vamos nos propor, sermos para nossos semelhantes uma luz que ilumina, aquece e conduz!

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Prefeitos e Vice-Prefeitos e Vereadores de Alfredo Wagner

Redator : 14/09/2018 20:59 : História, Memória, notícia

O Município de Alfredo Wagner foi Fundado no dia 29 de dezembro de 1961, nos termos que lhe é constitucionalmente assegurado, sua existência se fundamenta nos princípios da autonomia, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político.
No exercício da sua autonomia política, administrativa e financeira, rege-se pela sua principal legislação que é a LEI ORGÂNICA.
O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, auxiliado pelo Vice-Prefeito e secretários. O Prefeito quando eleito presta o compromisso de manter, defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal, Estadual, a Lei Orgânica do município e observar as leis, promover o bem estar geral e desempenhar o seu cargo honrado, leal e patrioticamente.Prefeitos e Vice – Prefeitos e Vereadores
 

Prefeito: Major Pedro Weinhardt Borges – GESTÃO 1961 – 1962

GESTÃO 1963 – 1967

GESTÃO 1967 – 1969

GESTÃO 1969 – 1973

GESTÃO 1973 – 1977

GESTÃO 1977 – 1982

GESTÃO 1983 – 1988

GESTÃO 1989 – 1992

GESTÃO 1997 – 2000

GESTÃO 2001 – 2004

GESTÃO 2005 – 2008

GESTÃO 2008 – 2012

GESTÃO 2013 – 2016

GESTÃO 2017 – 2020

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O incêndio e o Brasil

Redator : 04/09/2018 07:56 : História, Memória, notícia

A cultura, história, educação, a multiplicidade de artes e dons dos povos são completamente desvalorizados na República brasileira.

O incêndio ocorrido no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista é um reflexo do que ocorre por todo o país. Os poderes públicos estão mais interessados em atividades que retornem dividendos para usá-los em busca de voto do que em preservar a história do passado.

Muitas das peças ali guardadas tinham relação direta com a Família Imperial Brasileira ou foram adquiridas com dinheiro do próprio Imperador Dom Pedro II que usava parte de seu salário para aquisição de peças históricas para o Museu.

É lamentável que todo este patrimônio tenha sido consumido em algumas horas. É absurdo, é verdadeiramente chocante.

Quando for escolher o próximo candidato observe aquele que procura preservar o passado histórico e cultural, seja da Nação, do Estado ou Município. Pois só quem preserva a própria história tem condições de progredir no futuro!

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E o Trem não veio…

Redator : 13/08/2018 08:44 : História, Memória, notícia

A futura Ferrovia do Frango não é o único projeto que se propôs a fazer Alfredo Wagner uma etapa na solução mais econômica que interliga distâncias: a estrada de ferro e o Trem com locomotivas e vagões transportando cargas e passageiros.

Existiram duas iniciativas anteriores, que não sabemos por qual razão, não foram adiantes: uma ferrovia, partindo da Palhoça e terminando na Colônia Militar em 1891 e a ferrovia que uniria o Oeste ao litoral Catarinense, nos primeiros anos da República.

Vamos conhecer, neste artigo a primeira das iniciativas de implantar a ferrovia em Alfredo Wagner, futuramente falaremos da segunda.

A Companhia Colonização e Indústria de Santa Catarina recebeu a incumbência de colonizar a Serra Catarinense comercializando os terrenos e repassando, parte do pagamento ao Governo do Estado.

A primeira iniciativa de colonização da região foi obra do Governo Imperial que estabeleceu a primeira reforma agrária nas terras da colônia. Os soldados engajados recebiam seus salários e as terras que cultivavam para si e sua família. No final de um determinado período, recebiam a posse da terra. Esta iniciativa atraiu muita gente para a Colônia Militar Santa Thereza e estava dando muito certo até o momento em que a República foi implantada e as terras, no entorno de Santa Thereza, foram entregues para a colonizadora e a iniciativa imperial foi abandonada.

A terra barata atraiu muita gente e o governo do Estado, já prevendo aumento de população e de produção agrícola, decretou, indiretamente, a criação de uma estrada de ferro que partindo de Palhoça fosse até a Colônia Militar.

Lei N. 27

Lauro Severiano Muller, Governador do Estado de Santa Catharina:

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que o Congresso Representativo decretou e eu sancciono a seguinte Lei:

Artigo 1º Fica o Governador do Estado autorisado a conceder à Companhia Colonisação e Industria de Santa Catharina a subvenção de 60:000$000 para construção de uma ferro-via economica, que partindo do ponto mais conveniente na freguezia da Palhoça vá a colonia militar.

Artigo 2º Essa subvenção será deduzida do valor das terras concedidas à mesma companhia.

Artigo 3º Revogam-se as disposições em contrario.

O Secretario do Governo a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palacio do Governo do Estado de Santa Catharina, aos dois dias do mez de Dezembro de mil oitocentos e noventa e um, terceiro da Republica.

Lauro Severiano Muller

A Companhia Colonização e Indústria de Santa Catarina não tinha um interesse diretamente ligado à Colônia Militar pois as terras desta já estavam ocupadas. Seria fácil, também, para a ferrovia transpor a serra e chegar até, por exemplo, as Demoras, por onde passava a antiga estrada Florianópolis/Lages, encontraria dificuldades para descer mais de 400 metros em uma distância de meio quilômetro ou menos. O custo que seria barato nos planaltos, iria aumentar consideravelmente ao atingir a Colônia Militar, fazendo com que o projeto fosse abandonado.

Outra razão, esta de origem política, está na opção do governo republicano em abandonar todas as iniciativas de sucesso do governo Imperial. O rompimento com o regime anterior deveria ser completo e total, razão pela qual a Colônia Militar Santa Thereza foi relegada a segundo plano. Outras rotas foram definidas para transpor a Serra e chegar a Lages.

Se a Companhia Colonização e Indústria de Santa Catarina tivesse levado adiante o referido decreto, com certeza, hoje, o nome do município e sua história seria outra.

Este documento integra o acervo bibliográfico do Banco de Dados Mundial Sobre Fortificações: www.fortalezas.org

 

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Alfredo Wagner em 1907/1908

Redator : 10/08/2018 20:13 : História, Memória

Você já parou para imaginar como era o município há anos atrás? 100, 200, 1.000 anos?

Impossível, dirá algum leitor! Sim, será meio que impossível se você não tiver os elementos para imaginar como era o passado, mas… se estes elementos estiverem disponíveis, você poderá fazer uma ideia do passado da Capital Catarinense das Nascentes.

Um dos elementos que uso para imaginar o passado é a pesquisa em jornais antigos que sempre trazem informações excelentes para quem ama história.

Numa destas pesquisas deparei-me com dois Mapas Estatísticos publicados em 1907 e 1908, portanto, 110 anos atrás.

Já não eramos mais Colônia Militar e fazíamos parte do Município de Palhoça. Santa Thereza era o topônimo e a extensão hoje ocupada pelo município era dividida entre o distrito colonial e as terras da Companhia Colonização e Indústria de Santa Catarina, dividida em 3 distritos: o 1º formado por Picada, Quebra-dentes, Rio Serra e Rio Adaga. O 2º distrito era formado por Rio Águas Frias, Rio Caeté e Estrada Nova, sendo o 3º distrito formado por Jararacas e Rio Itajaí do Sul.

A ex-colonia militar ficou formada pela sede da ex-colonia e pelo  Distrito Militar. Em 1908 aparece., como o leitor poderá ver, a “Posse dos Muniz”.

Essa nomenclatura muda em 2018, pois Estrada Nova passa a ser Lomba Alta e Jararacas se torna Rio Jararaca e Rio Engano.

Note-se que Santa Thereza praticamente correspondia aos limites do que hoje é Alfredo Wagner. Este nome perdurou por algum tempo, provavelmente mais uns vinte anos até o momento em que Barracão passou a se destacar e assumir a liderança política e religiosa do futuro município.

Em 1907 a população era de 1578 pessoas pertencentes a 301 famílias. Para atender a todos haviam 2 igrejas e 3 escolas em 1907 e 4 em 1908.

40 moradores se dividiam entre as seguintes profissões: cortidores, marceneiros, ferreiros, funileiros e bombeiros. Sapateiros e negociantes tinham mais representantes: 11 e 16 respectivamente. Não são mencionados os colonos, ou pessoas que vivessem exclusivamente da agropecuária. Com certeza, o restante da população adulta que não estava envolvida diretamente com as profissões mencionadas, exerciam a agricultura como fonte de renda principal.

Por falar em agricultura, o que se produzia aqui no Município há 110 anos atrás?

Erva-mate, 69 arrobas (1 ARROBA 14,687 kg)

Batatas, 949 sacos

Toucinho e Banha, 4.753 arrobas

Fumo, 524 arrobas

Açúcar, 826 arrobas

Farinha de Mandioca, 4.154 sacos

Milho, 10.200 sacos

Centeio, 190 sacos

Trigo, 54 sacos

Feijão, 812 sacos

Aguardente, 647 medidas

As “fabricas” eram 39 engenhos de farinha e 37 engenhos de cana; 11 tafonas e 5 alambiques.

Como podemos ver por esta descrição, a terra era produtiva, o povo trabalhador e dedicado. O momento para se tornar um Município ainda demoraria 57 anos, mas foi um período de maturação e de unificação que trouxe em 21 de Dezembro de 1961 a realização da maturidade política.

Vamos aos Mapas? Um esclarecimento: Os antigos chamavam “Mapas” as planilhas com o detalhe de algum relatório, seja populacional, de produção, militar, etc. Apresento, portanto, os dois mapas, um de 1907 e outro de 1908.

 

 

 

 

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Embu das Artes – uma volta ao passado do Brasil

Redator : 25/07/2018 22:10 : História, Memória, notícia

A cidade, hoje, fervilha de gente, automóveis e caminhões. Helicópteros pairam sobre ela diariamente enviando imagens para as TVs paulistas com notícias de seu trânsito que não para.

Aos sábados e domingos, turistas invadem a cidade e vasculham as lojas do centro velho em busca de lembranças, artigos de madeira, pedra ou tecido etc.

No centro, quase esquecida pelos milhares de turistas, ergue-se uma construção secular: a Igreja Nossa Senhora do Rosário e o convento Jesuíta, hoje, ambos se tornaram o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas.

Jesuíta: Ordem Religiosa fundada por Santo Inácio de Loyola, idealizador dos Exercícios Espirituais. Entre seus discípulos podemos contar São José de Anchieta, Pe. Manoel da Nóbrega, São Francisco Xavier e, mais recentemente, o nosso Papa Francisco.

O complexo arquitetônico que engloba a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a residência anexa dos jesuítas está localizado na cidade de Embu das Artes. O prédio foi construído na virada do século XVII para o XVIII pelos padres da Companhia de Jesus em terras doadas pelo casal Fernão Dias Paes Leme e Catarina Camacha.

Segundo o site https://www.pateodocollegio.com.br a doação se deu em 1624:

Para que a doação se concretizasse, a Sra. Catarina Camacha exigiu que os padres cuidassem da conversão dos indígenas que ali se encontravam, que fosse mantida a Capela de Santa Cruz na Igreja do Colégio, local onde ela seria enterrada, e que fosse organizado todos os anos uma festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, hoje padroeira da cidade.

Em decorrência desta doação, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi construída por volta de 1690 sob as orientações do padre jesuíta Belchior de Pontes. O ponto escolhido para a construção era estratégico, por estar em um local alto, permitindo uma boa visão da região, próximo a pequenos riachos, além de ser um local mais afastado de vilas de colonos portugueses. Tais condições permitiram que os jesuítas prosseguissem com seu trabalho missionário junto aos índios ali aldeados. Já a construção da residência anexa ocorreu entre os anos de 1720 e 1740, projeto realizado pelo jesuíta Domingos Machado.

A construção foi a primeira ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Estado de São Paulo no ano de 1938 e restaurado entre os anos de 1939 e 1941.

O conjunto voltou à propriedade da Companhia de Jesus na década de 1990 que organizou o Museu de Arte Sacra.

Infelizmente, pude notar que a cidade não valoriza este monumento. O próprio abandono em que está contrasta com o cuidado que os Jesuítas dedicam a outros museus e monumentos de sua propriedade.

No entanto…

O local é espetacular. O visitante retorna ao passado ao entrar pelas portas seculares daquele conjunto arquitetônico. Embora não seja mais um prédio religioso, mas um museu, nota-se ali as bênçãos divinas para o apostolado evangelizador realizado pelos Jesuítas. As imagens sacras, muitas delas esculpidas por artistas locais, possivelmente também índios, refletem o espírito religioso de uma época.

Visite comigo, através destas fotografias fornecidas pelo site https://www.pateodocollegio.com.br, esta maravilha da arte barroca.

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Conhecendo Alfredo Wagner, o livro

Redator : 14/07/2018 09:27 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia

O Jornal Capital das Nascentes anuncia com alegria o lançamento do livro Conhecendo Alfredo Wagner, publicado por Carol Pereira.

O livro reúne biografias de personagens alfredenses escritas por familiares, admiradores, seguidores e revistas por Ana Paula Kretzer, compiladas e reunidas por Carol Pereira e que foram publicados originalmente no blog http://carolpereiraa.blogspot.com.

Conhecer os personagens que construíram a história de um município é primordial para conhecer o próprio presente e se preparar para o futuro.

Cada personagem deu o melhor de si para a construção de Alfredo Wagner. Todos e cada um (e muitos outros que ainda virão) forjaram um município cheio de características próprias, com relevo próprio e diferenciado no panorama catarinense.

Conhecendo Alfredo Wagner é um livro de referência para a história do município!

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Ano Jubilar: Diocese de Rio do Sul comemorará 50 anos

Redator : 08/07/2018 21:29 : História, Memória, notícia

A Diocese de Rio do Sul anuncia o início do Ano Jubilar Diocesano para o dia 3 de agosto de 2018 e seu término em 3 de agosto de 2019, quando se comemorará os 50 anos da fundação da diocese.

Inspirado na missão do padroeiro da Diocese, São João Batista, a igreja se propõe a “Preparar os caminhos do Senhor” (Jo 1, 23). A Comissão Pró-Jubileu está preparando atividades para marcar com destaque esta comemoração.

O jornal “A Diocese” publicou na edição de Julho/2018 um histórico que reproduzimos abaixo.

HISTÓRICO DA DIOCESE DE RIO DO SUL

Papa Paulo VI, com a Bula Quam Máxime, criou a Diocese de Rio do Su. Em 23 de novembro de 1968 foi a data de sua criação, porém tornada pública apenas em 12 de março de 1969, quando da indicação do 1º bispo na pessoa do Pe. Tito Buss, Professor de Teologia em Curitiba e Pároco da Paróquia Santo Agostinho, em Curitiba.

Em 3 de agosto, foi solenemente instalada a Diocese, na missa das 9 horas e ordenado bispo. A história registra a presença de cinco mil pessoas nesta solene data. Dom Afonso Niehues, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, presidiu a celebração. Estavam presentes ainda Dom Gregório Warmeling, Bispo de Joinville, Dom Daniel Hostin, Bispo de Lages, Dom Anselmo Pietrulla, Bispo de Tubarão, Dom José Gomes, Bispo de Chapecó, Dom Orlando Dotti, Bispo de Caçador, Dom Honoratto Piazera, Bispo Coadjutor de Lages, Dom Pedro Fedalto, Bispo Auxiliar de Curitiba, Dom Wilson Laus Schmidt, bispo emérito de Chapecó. Estavam presentes ainda párocos e outros presbíteros, o provincial dos Padres Salesianos, Pe. Mário Quilici e o Pároco da Paróquia São João Batista, Pe. Mildo Busarello. Entre as autoridades civis a presença do Governador do Estado de Santa Catarina, Dr. Ivo Silveira, fazendo também as vezes de padrinho de ordenação do novo bispo.

A nova diocese foi desmembrada, em sua quase totalidade da Diocese de Joinville.

Em 29 de julho de 1998 Dom José Juvêncio Balestieri é nomeado Bispo Coadjutor da Diocese e a partir do dia 1º de setembro de 2000 assume como 2º bispo da Diocese. Em 22 de dezembro de 2007, toma posse como Bispo Coadjutor Dom Augustinho Petry. Em 19 de março de 2008 tornou-se o 3º bispo diocesano. Em 17 de dezembro de 2014 foi escolhido como 4º bispo diocesano Dom Onécimo Alberton, ordenado bispo em Criciúma, no dia 22 de fevereiro de 2015 e tomando posse da Diocese no dia 15 de março de 2015, na Catedral Diocesana de Rio do Sul.

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CONHECENDO ALFREDO WAGNER – Livro será lançado em Julho

Redator : 08/06/2018 16:44 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Livros, Memória, notícia

O LANÇAMENTO DO LIVRO CONHECENDO ALFREDO WAGNER JÁ TEM DATA

Dia 13 de julho, na Sociedade Recreativa União Clube, de Alfredo Wagner, as 19:00h, e vocês são nossos convidados especiais!

“Uma história não é feita por um único homem.
Ela é escrita por muitas mãos.
Mãos de homens e mulheres, que trabalharam para formar a nossa Alfredo Wagner.
Nosso antigo Barracão, cheio de histórias e casos.
Cheio de gente forte, que com as forças de seus braços, criou uma cidade próspera!

E é a história dessa cidade, dessa gente, escrita pelo nosso povo… Que você encontra nesse livro!
O projeto de 2013, aplicado na Escola de Educação Básica Silva Jardim, que virou livro e guarda as histórias do nosso eterno Barracão.
Conheça Alfredo Wagner você também!”
Lançaremos juntos o nosso livro, escrito por várias mãos, que nasceu para divulgar e preservar a história do nosso povo.

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SAMU: 8 anos salvando vidas em Alfredo Wagner

Redator : 04/06/2018 17:57 : História, Memória, notícia

Com muito orgulho e satisfação, nesta data 03 de Junho/18, recebí em minha residência para uma confraternização e comemoração pelos oito anos de atividades do SAMU – Bravo 18 em Alfredo Wagner.

Durante o encontro e almoço, foram lembrados alguns desafios ao longo destes anos em favor do povo alfredense e para todos, quando forem acionados. Maior gratidão ainda é que alguns dos servidores estão no SAMU BRAVO 18 desde o início das suas atividades em nossa cidade, isto prova o compromisso com a profissão e a competência que a função exige.

Agradecimentos pleno pela presença de todos, pra mim foi muita honra recebê -los mais uma vez, e sempre estarei de portas abertas e ao lado de vocês, aproveito a oportunidade para desejar a todos os Samuzeiros muita paz familiar, saúde e prosperidade em suas vidas e no seu dia a dia, com as bênçãos de Deus.

O SAMU tem a missão de diminuir o intervalo terapêutico para os pacientes, vítimas de traumas e urgências clínicas, prestando-lhes atendimento e transporte adequado e encaminhando os pacientes aos diferentes serviços de saúde que sejam referência às suas necessidades, de acordo com a
complexidade de cada caso, possibilitando maior probabilidade de sobrevida, diminuição das sequelas e garantia da continuidade do tratamento (Portaria no 2.048/02, Capítulo IV, do Ministério da Saúde).

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Massas do Divino: Patrimônio Cultural e Religioso da Grande Florianópolis

Redator : 04/06/2018 17:15 : História, Memória
Toni Jochem
4 de junho às 15:48
SALVAGUARDA DO PATRIMÔNIO CULTURAL-RELIGIOSO: A partir do mês de maio a região de Grande Florianópolis, em Santa Catarina, respira religiosidade e tradição com a promoção das as FESTAS DO DIVINO aqui e acolá. E são diversas… Nelas as MASSAS DO DIVINO ou MASSAS DA PROMESSA (Ex-votos) tem lugar garantido, anualmente, e há décadas. Geralmente estão associadas à gratidão ao Divino Espírito Santo pelo atendimento de uma promessa quase sempre relacionada a questões de saúde do devoto e/ou de seus familiares; daí o formato da massa.

Também chamadas de ex-votos, as Massas do Divino são massas de pão assado (pão sovado) feitas geralmente no formato de uma parte do corpo humano curado – objeto primeiro da promessa – ou, até mesmo, no corpo humano inteiro. Assim, é comum encontrar braços, pernas, mãos, seios, cabeça, coração que são oferecidos simbolicamente ao Divino, em agradecimento à graça alcançada, como ex-voto. E são muito saborosas…

Segundo a tradição, se conservado em casa, as Massas do Divino trazem abundância e fartura para a família. Há quem afirme que, em casos de necessidade, a Massa do Divino teria o poder de repetir o milagre da multiplicação dos pães realizado por Jesus (Mateus e Marcos o narram duas vezes; cf. Mt 14,13-21; 15, 29-39 e Mc 6, 30-40; 8, 1-18. São Lucas o refere uma vez; cf. Lc 9, 10-17. São João também; cf. Jo 6,1-13) não deixando, desta forma, faltar o necessário alimento aos familiares e devotos… Texto: Toni Jochem.

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Campo dos Padres: mítico e deslumbrante

Redator : 19/04/2018 14:30 : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia, Turismo

Juliano Norberto Wagner, em artigo para a edição do Jornal Alfredo Wagner de abril de 2012 descreve os mistérios e as maravilhas do Campo dos Padres.

Na edição anterior, meu irmão, George Wagner, trouxe aos leitores deste Jornal uma narrativa da expedição que ele e seus amigos empreenderam, há alguns meses, à Serra do Campo dos Padres.

Conhecedor da região que sou, já tendo lá estado por 23 vezes – 20 a pé e três a cavalo, tendo subido já por sete trilhas diferentes – interessei-me profundamente pela reportagem e pelas fotos, e resolvi compartilhar, nesta edição, um pouco do que sei sobre o Campo dos Padres.

A região – que compõe a Serra Geral e possui a terceira maior altitude do estado (1.791 metros no cume do Monte Lajeado) – caracteriza-se geograficamente por superlativos. É envolta em mistérios que, aliados à beleza cênica dos picos e despenhadeiros, permeiam gerações de alfredenses, tornando o Campo dos Padres área de interesse singular.

Em meados dos anos 1940, o jovem Arno Jung foi visitar parentes em Lomba Alta, donde se pode visualizar exuberante panorama da Serra Geral. Relatou ao seu tio Olíbio Leandro Wagner (Lili) uma série de histórias interessantes relacionadas àquelas montanhas. Essas histórias eram contadas pelos fregueses da loja de seu pai, Evaldo Jung (atual Casa Iung), e o deixavam deveras curioso: aparições, tesouros supostamente deixados pelos padres, abismos colossais… Descreveu entusiasmado ao tio Lili três estruturas com formato humano, compostas por quatro pedras cada uma e medindo cerca de cinco metros, situadas entre dois altíssimos peraus. Eram as legendárias “Três Bonecas”, das quais hoje restam apenas duas, e cuja localização difícil e perigosa só permite trânsito aos mais dispostos e corajosos.

As Bonecas realmente impressionam. Assentadas sobre um estreitíssimo platô ladeado por escarpas donde caem abismos de mais de 300 metros, elas proporcionam visão panorâmica espetacular. Realmente lembram figuras humanas (duas pernas, tronco e cabeça), sugerindo terem sido edificadas por civilizações que nos precederam. Certamente, muito em breve serão material de pesquisa para cientistas e estudiosos.

Podem, contudo, simplesmente ser obra da natureza, resultado de milhões de anos de erosão, vento, intempéries…

No rigoroso inverno de 1955, o menino Jayme Cunha, que passava uns dias na casa de seus tios Evaldo Jung e Alvina Wagner Jung, notou que as pessoas, na Rua do Comércio (na época, Estrada Geral de Barracão), olhavam admiradas para o sul.

Dirigiu-se ele à estrada, onde teve uma extraordinária visão: a Serra amanhecera coberta pela neve! Passou-se uma semana, e nada dela derreter, mantendo brancas as montanhas no horizonte. Caminhões vindos de Urubici traziam, sobre suas cargas, grandes blocos de gelo que seus motoristas apanhavam no Pericó ou no Panelão. Estacionados aqui no Barracão, chamavam a atenção da comunidade. Tamanho era o frio que esses pedaços de gelo eram mostrados incorruptos, embora significativamente menores, em Florianópolis (lembrando que na época a estrada era de chão, o que acarretava em horas de viagem).

A origem do nome Campo dos Padres é sugestiva. Quem teriam sido os tais sacerdotes, quando lá estiveram e o que fizeram num lugar tão inóspito? Pesquisei sobre o assunto desde os doze anos, e só há pouco tempo, com o advento da internet, pude obter respostas plausíveis.

Falarei na próxima edição sobre os padres do Campo dos Padres, bem como da “descoberta” da Serra pelos colonizadores. Quando e por quem foi aberto o primeiro carreiro de acesso? Quem construiu as seculares taipas de pedra, até hoje zelosamente mantidas pelo proprietário Saulo Iung? Quem derrubou a terceira Boneca e por quê?

Quais eram as visagens que o primeiro dono do terreno enxergava? Na revolução de 1964, é verdade que comunistas se esconderam lá em cima? Sobre essas e outras questões discorrerei no mês seguinte. Até lá!

Colaboraram nas informações: Jayme Arthur Cunha e Altair Wagner.

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Arquivo Fotográfico Municipal - Digitalizado por Juliano Norberto Wagner
Arquivo Fotográfico Municipal – Digitalizado por Juliano Norberto Wagner
Arquivo Fotográfico Municipal - Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 003
Arquivo  Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 004
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 005
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
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