O Jornal Alfredo Wagner começa hoje a publicação de fotografias antigas de arquivos diversos. Na medida do possível informaremos a fonte. Queremos registrar aqui o agradecimento a Juliano Norberto Wagner que na época em que exerceu o cargo de Vice-Prefeito digitalizou o Arquivo Fotográfico Municipal. A maioria das primeiras fotos adicionadas nesta galeria provem deste arquivo. Este arquivo digital poderá ser acrescentado de novas fotografias vindas de outras fontes e você poderá contribuir com o mesmo enviando suas fotos antigas para memoria@jornalaw.com.br com informações sobre as mesmas.

O sitio arqueológico de Alfredo Wagner – SC – 03 Conclusão

Redator : novembro 12, 2017 7:41 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória

O Pai da Arqueologia Catarinense, Pe. João Alfredo Rohr, SJ teve um primeiro contato com o Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner, quando recebeu artefatos indígenas encontrados na Olaria do Sr. Balcino Matias Wagner, em 1965. Em 1966 o Pe. Rohr pode fazer uma primeira visita e em 18 de maio de 1967 dava início às escavações que trouxeram à luz do dia peças datadas de mais de 3000 anos.

Suas conclusões são publicadas, após a descrição do trabalho arqueológico, na Revista PESQUISAS – Arqueologia, nº 17 – Ano 1967, com o título “O sítio arqueológico de Alfredo Wagner – S.C. – VI – 13. A revista pertence ao Instituto Anchietano de Pesquisas, de São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Denominado Sítio SC-VI-13 e localiza-se em Alfredo Wagner a uma altitude de quinhentos metros entre as estradas Florianópolis-Lages-Rio do Sul, é considerado pelo Pe. Rohr como sendo “particularmente interessante. por ter machados líticos com cabo solidário, bem como artefatos de madeira e trançado de fibra ainda conservados”. Fato “extremamente raro”, conclui o padre arqueólogo.

Um evento geológico, possivelmente um desmoronamento, obrigou os primitivos habitantes a abandonar o sítio as pressas, deixando seus pertences para trás. Razão por ter sido preservado pelo tempo.

“A conservação do material de madeira foi possível, devido a água, que alagou o acampamento ou maloca indígena, não muito tempo depois de estes terem abandonado o sítio.” (op. cit. página 20)

Pacientemente a equipe do Pe. João Alfredo Rohr foi retirando camada por camada e anotando tudo para preservar para a história:

“Cobertura superficial de capoeiras e arbustos. Até sete ou oito centímetros, húmus recente de cor parda, proveniente de folhas em decomposição. A seguir, uma camada de argila de cor negra, com alto teor de detritos orgânicos, até a profundidade de oitenta centimetros. Esta camada apresenta-sse rachada e fendida em todos os sentidos, formando colunas de barro, em decorrência da contração do barro e da lama do pântano ao secar, após a drenagem.

“A esta, segue uma camada de argila plástica de côr amarela-escula, com pequeno teor de detritos orgânicos, de quarenta centímetros de espesssura. Daí em diante  temos terra amarela-clara, proveniente de rocha arenítica em decomposição.

“O material arqueológico é encontrado, particularmente, no nível de sessenta centímetros e no nível de oitenta centímetros de profundidade; revelando duas ocupações. A primeira ocupação, no nível de oitenta centímetros, foi pouco prolongada.”  (op. cit. página 20)

Foram encontrados no nível de sessenta centímetros pedras levadas do rio sendo em grande número e com “evidências de uso como machados, quebra-coquinhoss, batedores, amoladores etc.”

A maloca ou habitação indígena desabou cobrindo o material levando o Pe. Rohr a supor “ter havido uma casa coberta de ramos de pinheiro e cascas de árvores, tudo amarrado com cipós. O telhado desta casa parece ter ruído sobre o material arqueológico, após a casa ser abandonada pelos inquilinos

Quem seriam os moradores deste local? Deve estar se perguntando o leitor atento!

“Quanto à identidade dos construtores do Sítio Arqueológico SC-VI-13 possivelmente se trate de botocudo ou caigangue que foram encontrados na região pelos primeiros colonizadores.”

Esta conclusão, assim como a que finaliza o tópico, devem ter sofrido alterações após o Pe. Rohr ter recebido os resultados dos testes de datação realizados nos Estados Unidos, no Museu Nacional de Washington. A datação revelou um período acima de 3000 anos, alterando consideravelmente a suposição do Padre que, em campo supôs o uso do local entre seiscentos e oitocentos anos.

O presente resumo, bem como os artigos anteriores O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC e O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC – 02 só foi possível graças a colaboração de entidades que preservam e mantem o acervo inestimável das obras coletadas e escritas do Pe. João Alfredo Rohr aos quais agradeço o fornecimento de todo material e a autorização para a publicação: Instituto Anchietano de Pesquisas e o Museu do Homem do Sambaqui – Colégio Catarinense. A ação destas duas entidades em preservar e guardar o patrimônio de civilizações anteriores serviu de exemplo para que em Alfredo Wagner brotasse o espírito e a vocação arqueológica e o gosto pela história!

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O mistério do Soldadinho

Redator : outubro 31, 2017 10:08 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Memória, notícia, Religião

Eis aí um personagem que desafia historiadores e jornalistas.

Um soldado que, num determinado momento, não em guerra, mas no decurso de uma viajem, só e sem outro recurso para se aquecer, apenas a sua Fé, entregou a alma a Deus, a beira de um caminho, e ali ficou, a espera da Ressurreição. Sua história se perdeu no tempo, foi alterada pelos muitos relatos que se originaram do fato e seu nome se apagou da memória do povo. Entretanto, sua Fé continuou e sua lembrança ainda leva muita gente a meditar nas verdades de Cristo.

Na busca por fatos que possam elucidar a história deste Soldado, sepultado onde hoje se localiza a comunidade do Soldadinho em Alfredo Wagner, nos levou a um nome: Soldado José. Já publicamos o mapa antigo que traz este nome. Única referência, até o momento, da fé deste militar.

Muitas perguntas estão sem resposta: Quando foi sua morte? Quem eram seus familiares? Como era sua vida? Algumas pesquisas apontam para uma determinada direção, entretanto, elas se perdem na noite dos tempos e na dificuldade em estabelecer respostas definitivas.

Muitas histórias se conhecem do auxílio que o Soldadinho prestou para aqueles que a ele recorreram.

Hoje, véspera de Todos os Santos, data em que o povo de Alfredo Wagner costumava ir ao Soldadinho para rezar, pedir e agradecer graças, vamos lá pedir sua intercessão para desvendarmos este mistério sobre sua vida. Que surjam documentos, que uma luz seja lançada neste momento de nossas pesquisas. Que tudo seja para a maior glória de Deus.

 

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O sitio arqueológico de Alfredo Wagner – SC – 02

Redator : outubro 28, 2017 1:44 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, História, Memória, notícia

Em nosso primeiro artigo O sítio arqueológico de Alfredo Wagner/SC descrevemos a descoberta de peças indigenas em terras da olaria do Sr. Balcino Matias Wagner e a vinda do Pe. João Alfredo Rohr, SJ, a Alfredo Wagner para a pesquisa e conduzir a equipe que iria trabalhar no local.

Neste artigo iremos descrever quais foram os achados e apresentar uma galeria de imagens gentilmente cedida pelo Museu do Homem do Sambaqui, através de Jefferson Batista Garcia, responsável pelo arquivo fotográfico.

Relembrando nossos leitores que, segundo datação realizada nos Estados Unidos, os artefatos encontrados datam de 3.000 anos,

De acordo com a revista PESQUISAS,  Antropologia, nº 17 – Ano 1967, “O Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner SC – VI 13” aqui “foram encontrados artefatos de madeira, artefatos de fibra e artefatos de pedra”.

1, Os artefatos de madeira foram em número de três, o primeiro com a forma de curta muleta fabricada de nó de pinho, com 25 centímetros de comprimento. Provavelmente se trate de um tembetá ((do tupi antigo (e)mbetara ou (e)metara), também chamado de tametarametara e pedra de beiço). Ou seja, um enfeite labial. O segundo artefato de madeira assemelha-se a um prego de madeira, feito também de nó de pinho. Supõe-se que “se trata de um virote, isto é, ponta de flecha destinada a atordoar pássaros ou a derrubar pinhões”. O terceiro artefato, semelhante ao anterior, um pouco mais comprido e a cabeça mais grossa.

Diz o Pe. João Alfredo Rohr:

“Todos os três artefatos, possivelmente, possuíssem superfície, perfeitamente, polida, mas sofreram decomposição superficial, em decorrência da longa exposição à humidade.” página 11.

2. A segunda categoria de artefatos encontrados foram trançados de folhas de imbé (phylodendron pertusum). Oito artefatos foram encontrados  no Sítio Arqueológico de Alfredo Wagner. Três peças foram retiradas ao nível de sessenta centímetros pelo próprio Pe. Rohr e equipe, e outros cinco foram retirados pelo oleiro no mesmo nível. Em sua descrição o Pe. Rohr não especifica se o “oleiro” era o proprietário do terreno, Sr. Balcino Matias Wagner, ou algum trabalhador da olaria, pois não menciona nomes.

O primeiro artefato é uma espiral de fibra que envolvia a ponta de um arco que desapareceu, mantendo, entretanto, a forma. O segundo artefato de fibra, encontrado ao lado do primeiro e semelhante a ele, porém menor em tamanho. Por fim, o terceiro artefato, uma espécie de trançado de fibra feito fitas muito finas de imbé.

Muito interessante a descrição feita pelo Pe. Rohr deste trançado:

As fibras individuais possuem, aproximadamente, um milímetro de largura. O tecido tem uns cento e sessenta centímetros de comprimento por oitenta de largura. É composto de tiras individuais justapostas e comprimidas.

Cada tira individual horizontal, é formada por duas fitas onduladas e enroladas uma ao redor da outra, ficando as ondulações opostas, formando como que os elos de uma corrente. Através destes elos, de espaço a espaço, passa uma fita vertical que dá consistência ao trançado.

Todo trançado é tão regular e perfeito, que dá a impressão de se tratar de trabalho de fábrica e demonstra habilidade extraordinária, por parte do artífice indígena.

O conjunto formava pequena cestinha.

Os artefatos encontrados pelo oleiro: quarto artefato uma espécie de tecido trançado de fibra finíssima de imbé, o quinto artefato é formado “por um volumoso conjunto de centenas de fitas de fibra onduladas e enroladas duas a duas, uma ao redor da outra, lembrando os elos de uma corrente“. O sexto artefato é um trançado de fibra de imbé, de quinze centímetro de comprimento. O sétimo é uma corda dobrada em feixes de seis centímetros de comprimento, amarrado com fita de imbé. A corda é da mesma fibra.

Diz o Pe. Rohr que “o comprimento da corda é de, aproximadamente, dois metros e a espessua de um centímetro. É formada por duas fitas de imbé de centímetro e meio de largura, torcidas e enroladas uma ao redor da outra.

Podia servir como corda de arco.”

A oitava peça é uma fita de imbé de dois e meio centímetros de largura e metro e meio de comprimento com um nó ligando as duas pontas.

O terceiro tipo de material arqueológico encontrado no terreno do Sr. Balcino Matias Wagner são os artefatos líticos. Machados, quebra-coquinhos, batedores, amoladores, e seixos do rio sem evidências de uso e outros lascados.

Após a passagem do Padre João Alfredo Rohr por Alfredo Wagner, passou-se a dar mais importância aos artefatos encontrados em roças e campos pelos proprietários rurais que, primeiro, os guardaram em suas casas, e depois, doaram para a Fundação Alfredo Henrique Wagner, mantenedora da instituição do Museu de Arqueologia da Lomba Alta, idealizado pelo Eng. Altair Wagner.

Em próximo artigo traremos as conclusões do Pe. João Alfredo Rohr sobre esta escavação.

As fotografias apresentadas a seguir, foram gentilmente cedidas pelo Museu do Homem do Sambaqui – Colégio Catarinense ao qual damos os parabéns pela manutenção do acervo e a disponibilização para a divulgação em nosso Jornal Capital das Nascentes – Sou da Serra.

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Reaberto para pesquisa online Acervo da Imigração

Redator : setembro 24, 2017 3:11 pm : Genealogia, Memória
Por Walter Olivas · Março 2, 2011

Um boa notícia para todos.Foi reaberta a pesquisa online no Acervo do Imigrante que hoje esta sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Já havíamos falado sobre este assunto aqui em nosso blog recentemente.

A importância desta ferramenta para descendentes de imigrantes de mais de 60 nacionalidades que vieram para o Brasil é inestimável.

O acervo foi construído pelos registros de entrada destes imigrantes nas Hospedarias do Brás e do Bom Retiro em São Paulo e representam  mais de 2 milhões de registros com os dados constantes nas Certidões de Desembarques da alfandega brasileira, o  elo com a documentação no país de origem. O período dos registros vai de 1882 até 1958.

Para você consultar os registros é bem simples e pode ser feito pelo sobrenome, nome ou data de chegada. Na página de pesquisa, digite o seu sobrenome e faça a pesquisa e vá refinando esta pesquisa até encontrar o seu parente, lembre-se sempre que  a grafia pode ter mudado o sobrenome. No meu caso, eu estou estudando possibilidade de mudança do sobrenome de meu bisavô de  Canielli (itália) para Canella (Brasil), o que poderá, se comprovado, mudar todo o rumo de minha pesquisa na Itália.  Achado o parente, é possível rastrear todos os acompanhantes ou a família pelos links e também é possível se saber o empregador do imigrante no Brasil, informações que podem levar a grandes descobertas.

Para pesquisar, clique neste LINK

Desejo uma boa  garimpada.

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Colorindo fotos antigas com tecnologia moderna

Redator : setembro 24, 2017 2:06 pm : Cultura, História, Memória

Parece que estamos diante uma nova tendência: pegar-se fotos antigas, em preto-e-branco e, muito meticulosamente, dar-lhe uma nova roupagem através de cores. Algumas vezes, as fotos são coloridas de forma tão moderna que nem parecem terem sido tiradas há décadas atrás.

Com as matizes de tinta em mãos, artistas dão cara nova às fotos antigas, tendo em mente objetivos diferentes. Afinal, argumentam alguns, ao selecionarem as cores que irão utilizar, a história é reescrita de uma maneira que não condiz com a realidade. Porém, na maioria das vezes, as impressionantes técnicas utilizadas são recebidas de uma maneira muito boa. Além disso, ao colorir-se as fotos do passado desperta-se o interesse pela história, ajudando a entender o relacionamento entre pessoas e eventos de então. Sem dúvida, cores podem trazer vida às fotos, ou pelo menos uma perspectiva diferente.

A foto que ilustra este artigo, dos homens desempregados, em pé, numa rua de San Francisco, na Califórnia, foi tirada por Dorotea Lange, em abril de 1939 (créditos: Bilbioteca do Congresso). Anos mais tarde, a artista brasileira Marina Amaral coloriu-as digitalmente. Marina é responsável também pelas próximas fotos (originalmente todas elas eram em preto-e-branco), que postamos a seguir.

General George S. Patton recebendo os aplausos da multidão, em sua chegada em Los Angeles, Califórnia (9/6/1945). Fonte: Arquivo Nacional e Registros da Administração

John F. Kennedy com Jacqueline Bouvier Kennedy no dia de seu casamento, 12/9/1953. Fonte: Biblioteca JFK

O que você prefere: as fotos coloridas ou as originais?

Marina só tem 22 anos e é realmente muito talentosa. Antes de se tornar especialista em técnicas de coloração, ela era estudante de Relações Internacionais e nunca teve nenhuma experiência com fotografia.

Então: como começa a restauração das fotografias em preto-e-branco? Falamos com a Marina para descobrirmos como ela se transformou em colorista digital.

Marina sempre gostou de usar o photoshop em seu tempo livre, passava horas estudando tutorias no youtube e lendo sobre as técnicas disponíveis para aprender a utilizar melhor as suas ferramentas e explorar ao máximo o seu potencial.

Um dia encontrei uma coleção de fotografias restauradas da Segunda Grande Guerra e decidi reproduzir a técnica eu mesma. No começo, eu não sabia muito bem o que  eu estava fazendo, mas, pouco a pouco, fui entendendo como as coisas funcionavam e fui capaz de encontrar maneiras de fazer cada vez melhor. E conforme eu ia praticando, fui desenvolvendo técnicas próprias. Fui melhorando cada vez mais e meu trabalho chamou a atenção da mídia. Em pouco tempo, meu hobby se transformou em profissão.

Ultimamente, Marina tem se dedicado a restaurar uma grande quantidade de fotos de 1850. Dependendo da qualidade da foto, o trabalho pode levar desde 40 minutos até 4 dias para ser completado. Ela faz de tudo para utilizar uma técnica minimamente invasiva.

Eu removo arranhões, sujidades, mas jamais tiraria algo de cena, por não gostar ou achar que não é adequado.

A foto que causou mais impacto em Marina, desde que começou o seu trabalho de coloração, foi a de uma garota, assassinada em Auschwitz.

Esta foto é importante de muitas maneiras. Meu objetivo primordial era dar-lhe uma oportunidade de se apresentar, de “dizer o seu nome”, mostrar seu rosto e contar sua história. Eu queria que todos compreendessem que não só ela, mas todas as pessoas assassinadas nesta guerra tinham uma história, uma vida, família, amigos, ambições, sonhos e medos e que tudo isso foi arrancado delas.

Marina sempre foi fascinada por história e ela vive este amor diariamente, através do seu trabalho – que combina criatividade e amor ao passado.

Amo ler um livro e ficar me imaginando vivendo esta época, com as mesmas condições e ambiente da minha leitura. Colorir as fotos tem o mesmo propósito pra mim. É uma experiência maravilhosa.

O que você acha da coloração de fotos antigas?

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Hemeroteca Digital Brasileira

Redator : setembro 12, 2017 2:58 pm : História, Memória

Você sabia que pode pesquisar os periódicos (jornais e revistas) no acervo da Hemeroteca Digital Brasileira? Um grande trabalho de digitalização tem sido feito para disponibilizar to acervo de grandes bibliotecas brasileiras.

Aqui você busca por palavras-chave nos conteúdos dos periódicos. Se estiver buscando outro tipo de publicação, encontre no Acervo Digital.

A Fundação Biblioteca Nacional oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA, portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas.

Na HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso, inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 – a jornais extintos no século XX, como o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma impressa, caso do Jornal do Brasil.

Entre as publicações mais antigas e mesmo raras do século XIX estão, por exemplo, O Espelho, Reverbero Constitucional Fluminense, O Jornal das Senhoras, O Homem de Cor, Marmota Fluminense, Semana Illustrada, A Vida Fluminense, O Mosquito, A República, Gazeta de Notícias, Revista Illustrada, O Besouro, O Abolicionista, Correio de S. Paulo, Correio do Povo, O Paiz, Diário de Notícias, e também os primeiros jornais das províncias do Império.

Quanto ao século XX, podem ser consultados revistas de grande importância como Careta, O Malho, O Gato, Revista da Semana, Klaxon, Revista Verde, Diretrizes e jornais que marcaram fortemente a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano, A Manha, A Manhã e Última Hora.

Periódicos de instituições científicas também compõem um segmento especial do acervo já disponível. São alguns deles os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto, O Progresso Médico, a Revista Médica Brasileira, os Annaes de Medicina Brasiliense, o Boletim da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Revista do Instituto Polytechnico Brasileiro, a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Jornal do Agricultor, entre muitos outros. O pesquisador pode consultar também outras modalidades de publicação, como o Boletim da Illustríssima Câmara Municipal da Corte, os Relatórios dos Presidentes das Províncias (no Império) o Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, a Revista do Archivo Público Mineiro, a Gazeta dos Tribunaes: dos juízes e factos judiciaes, do foro e da jurisprudência (Rio de Janeiro) etc.

A consulta, possível a partir de qualquer aparelho conectado à internet, é plena e avançada. Pode ser realizada por título, período, edição, local de publicação e palavra(s). A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.

Além da chancela do MINISTÉRIO DA CULTURA, a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA é reconhecida pelo MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA e tem o apoio financeiro da FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS – FINEP, o que tornou possível a compra dos equipamentos necessários e a contratação de pessoal para a sua operação.

A Hemeroteca Digital foi criada em 2009, a partir de um projeto apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A ideia inicial era digitalizar apenas periódicos já em domínio público, mas o escopo acabou sendo ampliado. “Fomos procurados por proprietários de jornais, como o Jornal do Brasil, autorizando a digitalização. Depois vieram os proprietários dos Diários Associados, que incluem o Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco e a famosa revista O Cruzeiro. Desde então, passamos a digitalizar também periódicos atuais. Não temos o direito patrimonial, mas podemos divulgar em nosso portal”, explica Angela.

Para pesquisar na Hemeroteca Digital, basta digitar ou escolher o nome do periódico, escolher o período e o que se quer encontrar. Uma das grandes vantagens da pesquisa no acervo é que não é preciso procurar página por página do jornal ou revista para encontrar a informação pesquisada. “Nossa indexação é por palavra. Isso facilita muito a recuperação da informação na vastidão do material”, frisa a coordenadora.

De acordo com a coordenadora da Biblioteca Nacional Digital, Angela Bettencourt, a instituição cumpre com seu papel de preservar e divulgar a informação. “Projetos como a Hemeroteca Digital são importantíssimos para os brasileiros. Iniciativas como essa atingem também o público em geral, não apenas pesquisadores, tornando-se fundamentais para democratizar o acesso aos bens culturais”, ressalta.

Para Angela, a Biblioteca Nacional acompanha os novos tempos com projetos como a Hemeroteca Digital. “A Biblioteca Nacional dita as normas para catalogação de livros, o material analógico, podemos dizer. E também marcamos presença no mundo digital. Atualmente, a instituição é a maior biblioteca digital do País e estamos ensinando às outras como fazer, que padrões seguir. Isso vai nos ajudar a cooperar no futuro, quem sabe nos transformando em um verdadeiro Google da cultura”, destaca.

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O Padre que visitou Alfredo Wagner

Redator : agosto 31, 2017 1:45 pm : História, Memória

Muitos sacerdotes e bispos passaram por estas terras alfredenses e todos acrescentaram algo de bom nos anais da nossa história. Muitos foram esquecidos, como o padre xará da nossa cidade. Todos estes sacerdotes, de alguma forma, foram representados na figura do Frei, um dos personagens do livro recentemente publicado por Carol Pereira, “As aventuras de Eva Schnider” que comentei em artigo recente: http://jornalaw.com.br/2017/08/13/espero-que-vivas-muitas-aventuras-ao-lado-de-eva/

Hoje vamos falar de um sacerdote em especial. Estou me referindo ao Pe. João Alfredo Rohr, (1908-1984), jesuíta, arqueólogo, considerado com toda justiça o “Pai da Arqueologia Catarinense”. Sua vida religiosa, profissional e intelectual foi atuante, tendo produzido e deixado muitos frutos.

Uma de suas obras “0 Sitio Arqueológico de Alfredo Wagner, SC” publicado na revista Pesquisas 1967 relata o trabalho desenvolvido no município nas pesquisas arqueológicas pelo Pe. João Alfredo Rohr e sua equipe. O texto da revista não está disponível na internet, assim que tivermos acesso ao exemplar da obra, aqui publicaremos um artigo completo.

Mas, quem foi o Pe. Rohr? Passo a palavra ao site http://www.anchietano.unisinos.br/equipe/Rohr/rohr.htm que publicou sua biografia:

Pe. João Alfredo Rohr, SJ
Pe. João Alfredo Rohr, SJ

Padre João Alfredo Rohr, S.J 18/09/1908  21/07/1984.

Gaúcho, natural do Município de Arroio do Meio, filho de agricultores em uma família religiosa,

Sua formação se realizou em seminários do Rio Grande do Sul: o ginásio em Pareci Novo e São Leopoldo (1921-1926), o noviciado (1927-1928) e Estudos Humanísticos (1929) em Pareci Novo, Filosofia (1930-1932) e Teologia (1937-1940) novamente em São Leopoldo, e mais um ano (1941) em Pareci Novo.

Entre a Filosofia e a Teologia (1933-1936), fez suas primeiras experiências como educador no mesmo seminário menor em que ele estudara, em São Leopoldo, dando aulas de Aritmética, Italiano e História Natural e respondendo pelo Museu do Seminário, que reunia amostras do reino mineral, vegetal, animal e humano. O futuro estava-se delineando e o museu nunca mais sairia de sua vida.

Nenhum estágio ou curso foi realizado fora dessas instituições jesuíticas, dotadas de professores de origem alemã e italiana, com filosofia educacional moldada por tradicionais padrões europeus. Delas saíam personalidades com sólida formação geral, capazes de se engajar em qualquer uma das obras que a Companhia de Jesus mantinha na cidade e no campo.

Durante estes anos, João Alfredo avançou também na carreira religiosa: em 1927 tornara-se jesuíta, em 1929 fez seus primeiros votos religiosos, em 1939 se ordenou sacerdote, em 1941 completou a formação. No ano seguinte, com 33 anos, foi destinado ao Colégio Catarinense, onde viveu e trabalhou 42 anos, até a sua morte em 1984.

O colégio era, naquele tempo, uma comunidade educacional, na qual conviviam, debaixo do mesmo teto, 24 horas do dia, 7 dias da semana, o ano inteiro, educadores, educandos e auxiliares de educação e administração. As atividades abrangiam horas de aula, de estudo, de vivência religiosa, de lazer e de experimentação. P. João Alfredo participou nessa comunidade em todas as posições requeridas: como professor, como regente de classe e de divisão, como administrador, como assistente religioso e confessor, como criador de cultura e pesquisador, até como transportador. Esta era uma comunidade fundamentalmente masculina, onde a disciplina, mais que a amizade e a liberdade, eram a característica básica. Era uma comunidade implantada na cidade, à qual servia, e por isso suas atividades refluíam naturalmente para grande parte da população circundante.

Uma das tarefas que foram atribuídas ao P. João Alfredo nesta comunidade foi o ensino, que se estendeu de 1942 a 1964, abrangendo as matérias de Física, Química e História Natural, preparadas sempre com muita seriedade. Ele escreve: “Durante 17 anos jamais levei um livro de texto para a aula, mas dei todas as aulas de Química, Física e Ciências Naturais de cor.” E aqui, outra vez, aparece o Museu.

Escavação Ilha dos Rosas, Antonina/Paraná. Com Annette Laming-Emperaire, Pe. Rohr e Ana Maria Beck, 1966. Foto Kozak - Arquivo Pe. Schmitz.
Escavação Ilha dos Rosas, Antonina/Paraná. Com Annette Laming-Emperaire, Pe. Rohr e Ana Maria Beck, 1966. Foto Kozak – Arquivo Pe. Schmitz.

Depois de 22 anos de magistério, as aulas lhe foram retiradas, por um equívoco. O grande sofrimento conseqüente não o fez parar, nem pedir transferência para outra comunidade, mas investir as suas forças na pesquisa, que o tornou famoso em todo o Brasil e muito além de suas fronteiras. Hoje, pode-se dizer, sem medo, que ele foi o arqueólogo que mais escavou no Brasil e cujos trabalhos foram lidos e apreciados por maior número de pessoas, arqueólogos e, especialmente, por não-arqueólogos.

Com as grandes escavações ganhou novo destaque o museu. Este tinha começado como uma reunião variada de materiais curiosos, como eram, então, os grandes museus do mundo. Em 1954 o museu teve o acréscimo de um setor de etnologia, com materiais dos índios Botocudos de Santa Catarina. Em 1955 foi acrescido um orquidário, que foi uma das ocupações preferidas de P. Rohr. Logo cresceu o material arqueológico com o trabalho de campo e aquisição de coleções e a instituição passou a se chamar “Museu do Homem Americano” (1963), nome substituído, em 1965, por “Museu do Homem do Sambaqui”, que finalmente teve o acréscimo de “Padre João Alfredo Rohr, S.J.” Quando não estava no campo, ele vivia numa antiga casa, limpando, etiquetando, restaurando e estudando o material. Ali tinha sua cama; ali morreu depois de entregar seu último texto para ser publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina e pedir ao jovem que o ajudava no museu que apagasse a luz.

O museu mantém, parcialmente, as características de seu crescimento e se compõe, hoje, de um setor de arqueologia, no qual estão expostos materiais de suas pesquisas; de material etnográfico dos Botocudos; de animais empalhados, conchas e fósseis; de uma amostra mineralógica; de uma coleção de moedas e de um pequeno conjunto de vestes e objetos litúrgicos em uso até a década de 1960. Como em qualquer outra instituição do gênero, a maior parte dos materiais encontra-se guardada na “reserva técnica”, na qual se revezam pesquisadores de várias instituições, estudando especialmente a grande coleção de esqueletos humanos.

Depois de ser liberado das aulas, P. Rohr passava meses escavando, todos os anos. Para ficar próximo do sítio arqueológico alugava uma casa, onde vivia com seus ajudantes, que geralmente eram alguns alunos da Faculdade de Arqueologia da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro; raramente uma mulher. A rotina diária não mudava: dormia cedo, levantava com o canto do galo para rezar, depois envergava o macacão cinza com mangas, amarrava o lenço ao pescoço, calçava as botas gaúchas e cobria a cabeça com um capacete de explorador. Ele mesmo fazia a escavação, anotava, desenhava e fotografava o material e o recolhia com muito cuidado. Seu maior cuidado eram os esqueletos humanos; muitos ele cimentava para levá-los inteiros ao museu. Embora se ocupasse muito seriamente com a localização e proteção de todos os sítios arqueológicos do Estado de Santa Catarina, sua preocupação principal eram os esqueletos. Por isso, quando em algum sambaqui se anunciava o aparecimento de esqueletos, ele se dirigia para lá e se possível instalava uma escavação. No salvamento de esqueletos e sítios arqueológicos mais de uma vez foi ameaçado de morte. Ele mesmo preparava as refeições para si e para seus ajudantes; elas consistiam de um cozido em que ele misturava, na mesma panela, elementos muito variados.

Pântano do Sul (Ilha de Santa Catarina - SC) Arquivo Pe. Rohr.
Pântano do Sul (Ilha de Santa Catarina – SC) Arquivo Pe. Rohr.

Se perguntarmos como ele sustentava a sua pesquisa e o jeep com que se movimentava por todo o estado de Santa Catarina, teremos como resposta que, por um lado, ele era muito econômico e, por outro, que o CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas) lhe mantinha uma bolsa de chefe de pesquisa, que não rendia grande coisa, mas atendia a todas as necessidades básicas.

Não toda a sua vida era arqueologia. Com apenas quatro anos na instituição, P. João Alfredo foi nomeado Reitor da Comunidade e Diretor do Colégio Catarinense, cargos que ocupou durante seis anos. A comunidade se compunha, então, de 12 padres, 6 estudantes jesuítas, 9 irmãos coadjutores e 14 professores leigos. Os alunos eram apenas 566, dos quais 108 eram internos e 458 externos, distribuídos entre o curso preparatório (52), o ginasial (405) e o colegial (112). As construções eram consideravelmente inadequadas para um atendimento adequado, o que levou o P. João Alfredo a duplicá-las, construindo uma nova ala e aumentando o piso existente, criando, com isso, a fachada que caracteriza o colégio até hoje. Nesse tempo ele foi Presidente do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino Primário e Secundário de Santa Catarina (?).

Há outro fato notável na vida de Rohr como administrador. Buscando um espaço adequado para retiros, encontros, cursos da comunidade educacional e da população em geral, ele comprou o Morro das Pedras, junto à Lagoa do Peri, no Sul da Ilha, onde construiu, sobranceira ao mar, a Vila Fátima. Conta a lenda que, como o proprietário não queria vender o terreno para os padres, João Alfredo se apresentou como um gaúcho interessado na posse de uma chácara. E comprou.

O colégio tinha uma chácara, fora de Florianópolis, na qual viviam dois irmãos jesuítas, que abasteciam a residência e o colégio com artigos de primeira necessidade. Todas as manhãs bem cedo, durante décadas, P. Rohr se dirigiu para lá, de caminhão, para rezar missa, levar mantimentos e trazer o leite para a casa.

Desde anos a Comunidade atendia os pobres da cidade no portão do Colégio, dando-lhes feijão, arroz e pão. Com a morte do fundador, João Alfredo assumiu este atendimento.

Também sua atividade pastoral com a população da Ilha não era pequena. De 1942 a 1943 foi capelão do Orfanato, que ficava próximo do colégio; de 1943 a 1947 era capelão da Chácara do Puríssimo Coração (irmãs ?); durante quase quarenta anos deu catequese e dirigiu a Congregação Mariana no povoado de Córrego Grande, que, em vida, queria colocar o seu nome na escola local. Por muitos anos também foi assistente espiritual da Congregação Mariana da Escola Industrial, que se reunía todas as sextas-feiras na capela do Colégio. Mesmo quando ficava mais tempo em trabalhos arqueológicos, não esquecia seus compromissos pastorais.

P. João Alfredo Rohr era um jesuíta do seu tempo, no limiar de um tempo novo.

Do seu tempo: Levava vida retraída, não escutando rádio, nem assistindo sessões cinematográficas ou musicais. Tampouco perdia tempo com longas conversações. Assim ganhava tempo para o estudo e o recolhimento (são palavras suas). Contava apenas com a formação comum de todo jesuíta, em Humanidades, Filosofia e Teologia, sem nenhum diploma universitário para o trabalho que mais o destacou, a Arqueologia. Como ele havia, então, nos colégios, diversos outros jesuítas que se distinguiram por seus estudos na Botânica, na Biologia, na Geografia, na Química, na Física, na Astronomia, além dos campos das Ciências Humanas. Antes que se multiplicassem as universidades, os colégios da ordem eram verdadeiros centros de Cultura e seu desenvolvimento e consolidação não dava muitas folgas a seus membros para pensar em cargos universitários. Também havia todo o atendimento cultural, espiritual e humanitário à comunidade. Na divulgação de suas pesquisas Rohr dedicava mais tempo à divulgação popular do que à composição de áridos trabalhos científicos. Com isso a repercussão popular era muito grande e o levou a membro do Conselho Estadual de Cultura.

No limiar de um tempo novo: Para fundamentar suas pesquisas ele acompanhou todos os cursos e estágios que pesquisadores estrangeiros vinham oferecer no Brasil e se fez amigo deles na busca de recursos financeiros. Ele incorporou em sua pequena equipe de campo alunos do único curso de arqueologia que se implantava no Brasil, buscando transmitir-lhes seu conhecimento. Ele participava dos simpósios anuais que diversas instituições começavam a promover no Sul e Sudeste do Brasil. Mas ele não se candidatou como membro da Sociedade de Arqueologia Brasileira, fundada em 1980, que era a modernidade, sendo então proclamado sócio honorário, em reconhecimento a seu trabalho. Esta sociedade oferece em cada reunião bianual o Prêmio Padre João Alfredo Rohr a um arqueólogo, que se tenha destacado na pesquisa e proteção de sítios arqueológicos brasileiros.

Sua atividade constante de educador, professor, administrador, sacerdote, homem de ciência e cultura deixou uma larga esteira no coração de centenas de milhares de pessoas que o conheceram pessoalmente ou através de seus numerosos e bem feitos escritos.

Mais informações sobre sua vida e obra podem ser encontradas na Revista Pesquisas, Antropologia, nº 40.

 

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“Espero que vivas muitas aventuras ao lado de Eva!”

Redator : agosto 13, 2017 12:08 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

É impossível não gostar da pequena Eva personagem principal do livro de Carol Pereira: “As aventuras de Eva Schneider” lançado recentemente no I Festival de Inverno de Alfredo Wagner.

A pequena é aventureira, corajosa, inteligente, destemida… lembrou alguém?? Sim, a autora se retrata e transmite seu espirito aventureiro pelas páginas do livro.

A primeira aventura a leva conhecer o “Terrível Martinho Bugreiro”.

Este personagem da nossa história, meio bugre, cujos pais foram mortos pelos índios quando ele ainda era pequeno, nutria um ódio mortal pela etnia xokleng. Ele foi contratado pelo governo Republicano para dizimar com o povo indígena. Como era meio bugre, ele conhecia todos os hábitos e costumes dos índios e sabia como agir. O povo indígena que habitava a Serra Catarinense e o Planalto Serrano tinha origem em uma guerra fratricida. Há muitos anos atrás três ramos sobreviviam por estas terras. Um deles mudou-se para o Rio Grande do Sul e muitos séculos depois se miscigenou com os portugueses. Os dois ramos que permaneceram, um ficou na região de Lages e outro foi para a região de Blumenau. Num determinado momento da história destes povos, os índios da região lageana emboscaram os que moravam mais próximos do litoral matando, sem piedade, todos os homens da grande tribo, levando com eles as mulheres e as crianças. Talvez conhecedor deste fato, não sabemos, mas o que se sabe é que Martinho Bugreiro agia da mesma forma. Matava os índios, deixando as mulheres e suas crianças. Seu modo de agir era em tudo semelhante aos indígenas. Acompanhavam a presa sem que a mesma tomasse conhecimento que era seguida. Deixava que adormecessem… então atacava. Um de seus homens, certa vez, abusou de uma índia. Segundo contam, o próprio Martinho Bugreiro executou a sentença de morte após julgamento sumário.

Isto que eu contei não está no livro da Carol Pereira… não, eu não iria estragar o seu prazer em ler o primeiro capítulo.

O segundo capítulo fala do tesouro escondido no Campo dos Padres. Essa região, da qual Alfredo Wagner faz parte, é uma enorme extensão com as maiores altitudes da Serra Geral no Sul. Em algum lugar destas montanhas altaneiras, quando fugitivos do governo do Marques de Pombal, os Jesuítas esconderam (diz a lenda) um tesouro… e uma das aventura da Carol (digo Eva Schneider…) foi descobrir onde estava enterrado. Uma aventura que me fez pensar… será que alguma coisa não era realidade?

O terceiro capítulo desta emocionante aventura, tem um dedinho meu… No desenho que abre o capítulo (e na capa do livro também), aparece a figura de um soldado da década de 1850. Pintei digitalmente este desenho, utilizando outro feito a bico de pena que encontrei na internet. O Soldadinho é o nosso Santo. Ele tem uma história muito triste que é contada de geração em geração, mas se desconhece o seu verdadeiro nome, origem e família. Numa noite gelada, contam os antigos, um pelotão fugido de Desterro se encontravam na Estrada das Demoras, perto da Colônia Militar Santa Thereza, quando a nevasca aumentou. Um soldado, já doente, foi ficando para trás. Quando os seus companheiros chegaram no destino notaram que ele não estava junto deles. Voltaram até uma certa altura, mas era tanta neve que tiveram que desistir das buscas. No dia seguinte, encontraram o soldadinho morto congelado, tentando acender um maço de palha para se aquecer. Ali mesmo o enterraram e começaram as peregrinações ao túmulo que foi sendo, ao longo do tempo, reformado e melhorado. O local conhecido como Soldadinho, já foi mais visitado, até que um padre, disse que o corpo do soldado não estava mais lá, que tinha sido levado pelos familiares. De onde ele tirou essa informação, nunca disse. O certo é que após este dia os devotos foram escasseando. Hoje ainda vai gente lá rezar e pedir as graças ao Soldadinho.

Não vou analisar cada capítulo, não… mas convido o leitor a conhecer:

  • O presente da Imperatriz
  • O amigo Katze
  • Quebra Dentes e a lenda do tesouro inca
  • Lembranças de uma tarde chuvosa
  • O reencontro
  • A cobra e a bruxa
  • A erva rejeitada por Deus
  • Eterna em seu coração
  • O enigma da ponte
  • Der geburtstag, ostern e o Nego Tony
  • Retorno às raizes
  • Antes do presente
  • O mistério da bica-d´água
  • Lar é onde estou com vocês
  • A casa mal-assombrada
  • As bruxas da Ilha de Santa Catarina
  • O final do segredo
  • A arca de Tutankâmon – I e II
  • Dou graças

Eu me encantei com os personagens e a escolha de cada um. Sabu e Ceci, preferiram morar com Tio Albert e Tia Matilda apesar de sentiram atração pela volta à vida indígena. O Frei Angelo, um verdadeiro homem de Deus. Até a papagaio bijuca é encantador.

Leia o livro! Tenho certeza que você vai gostar! Depois me diz se eu não tinha razão…

 

 

 

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A primeira Padroeira da Capital das Nascentes

Redator : agosto 1, 2017 1:31 pm : História, Memória

Santa Tereza Dávila, religiosa espanhola nascida em 1515, e cuja vida de ação e união com Deus fez Paulo VI a declará-la Doutora da Igreja, foi a primeira padroeira da Capital Catarinense das Nascentes em seus primórdios, quando ainda era a Colônia Militar. A imagem de Santa Tereza, segundo bela tradição oral, foi doada pela Imperatriz Dona Tereza Cristina. A reforma conduzida por Santa Tereza nos conventos da Ordem Carmelita, produziu uma renovação na Igreja Católica, anulando o paganismo criado pela revolução renascentista nos meios eclesiásticos. A América espanhola e portuguesa identificou-se com a Santa, incluindo seu nome em centenas de localidades.

Vamos conhecer sua vida e apostolado? O Texto abaixo vem da Wikipedia

Teresa de Cepeda y Ahumada nasceu em 1515 em Gotarrendura, um cidade na província de Ávila, no Reino de Castela. Seu avô paterno, Juan Sánchez, era um marrano (um converso) e foi condenado pela Inquisição espanhola por ter supostamente retornado à fé judaica. Seu pai, Alonso Sánchez de Cepeda, comprou um título cavaleiro e conseguiu com sucesso ser assimilado pela sociedade católica. A mãe de Teresa, Beatriz de Ahumada y Cuevas, era especialmente dedicada à missão de criar a filha como uma piedosa cristã. Teresa era fascinada por relatos sobre vidas de santos e fugiu aos sete anos com seu irmão mais novo Rodrigo para tentar conseguir seu martírio entre os mouros. Seu tio conseguiu impedi-los por sorte ao vê-los já fora das muralhas quando voltava de outra cidade.

A morte de Beatriz quando Teresa tinha apenas quatorze anos provocou-lhe uma tremenda tristeza que estimulou-a abraçar ainda mais a devoção à Virgem Maria como sua mãe espiritual. Porém, ela adquiriu também um interesse exagerado na leitura de ficções populares, principalmente novelas de cavalaria, e um renovado interesse em sua própria aparência. Na mesma época, foi enviada como interna para uma escola de freiras agostinianas em Ávila, o Convento de Nossa Senhora da Graça.

Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar seus votos e seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente malária, se agravou. Teresa conseguiu suportar o sofrimento, graças a um livro devocional que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro, “O Terceiro Alfabeto Espiritual”, do Padre Francisco de Osuna. Esta obra, seguindo o exemplo diversas outras de místicos medievais, consistia de instruções para exames de consciência, para auto-concentração espiritual e contemplação interior (técnicas conhecidas no jargão místico como oratio recollectionis ou oratio mentalis). Teresa também fazia uso de outras obras ascetas como o Tractatus de oratione et meditatione de São Pedro de Alcântara, talvez muitas das obras nas quais Santo Inácio de Loyola baseou seus “Exercícios Espirituais” e possivelmente os próprios “Exercícios”. Teresa seguiu as instruções da obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou diretamente para tomar o hábito no Carmelo.

Teresa conta que durante sua enfermidade, ascendia do estágio mais baixo, da “oração mental”, ao de “oração do silêncio” ou mesmo ao de “devoções de êxtase”, que era um de união perfeita com Deus (veja abaixo). Durante este estágio final, Teresa conta que experimentava com frequência uma rica “benção de lágrimas”. Conforme a distinção católica entre pecado mortal e venial foi se tornando clara para ela, passou também a compreender o terror profundo do pecado e a natureza do pecado original. Em paralelo, conscientizou-se de sua própria impotência em confrontar o pecado e certificou-se da necessidade da sujeição absoluta a Deus.

Por volta de 1556, vários amigos sugeriram que este conhecimento recém-revelado a Teresa era de origem diabólica e não divina e, como resultado, Teresa passou a infligir a si própria diversas torturas e outras formas de mortificação. Mas seu confessor, o padre jesuíta Francisco de Borja, reassegurou-a da divina inspiração de seus pensamentos. No dia de São Pedro de 1559, Teresa se convenceu firmemente que Jesus Cristo teria aparecido para ela de corpo presente, só que invisível. Estas visões continuaram por mais de dois anos ininterruptos e, numa delas, um serafim[a] trespassou repetidamente seu coração com a ponta inflamada de uma lança dourada provocando nela uma inefável dor espiritual e corporal:

Eu vi em sua mão uma longa lança de ouro e, na ponta, o que parecia ser uma pequena chama. Ele parecia para mim estar lançando-a por vezes no meu coração e perfurando minhas entranhas; quando ele a puxava de volta, parecia levá-las junto também, deixando-me inflamada com um grande amor de Deus. A dor era tão grande que me fazia gemer; e, apesar de ser tão avassaladora a doçura desta dor excessiva, não conseguia desejar que ela acabasse…
— Santa Teresa de Ávila.

Esta visão foi a inspiração de uma das mais famosas obras de Bernini, a escultura “O Êxtase de Santa Teresa“, que está na Igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma. A memória deste episódio serviu de inspiração pelo resto da vida de Teresa e motivou sua perene disposição de imitar a vida e os sofrimentos de Jesus, epitomizada no motto geralmente associado com ela: “Senhor, ou me deixe sofrer ou me deixe morrer”.

Reformadora

O Êxtase de Santa Teresa, estátua de Bernini na igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma. Os profundos êxtases de Santa Teresa são descritos em detalhes em suas obras e inspiraram diversos outros religiosos, principalmente São João da Cruz.

Teresa entrou para o Convento Carmelita da Encarnação em Ávila em 2 de novembro de 1535 e logo se viu cada vez mais em desarmonia com os males que assolavam o mosteiro. Entre as 150 freiras que viviam ali, a observância do enclausuramento – projetado para reforçar o espírito e a prática da oração – tornou-se tão relaxada que já não mais cumpria seu objetivo. A invasão diária de visitantes, muitos de alto status social e político, viciaram a atmosfera do local com preocupações frívolas e conversas tolas. Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com frequência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das “Confissões” de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão de Cristo“Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro… e desde então muito progredi na vida espiritual”. Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensanguentado em agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: “Senhor, quem vos colocou aí?” Pareceu-lhe ouvir uma voz: “Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa”. Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade. Teresa que começou a planejar alguma ação para reverter a situação.

O incentivo para expressar publicamente suas motivações interiores foi incentivado em Teresa pelo padre franciscano São Pedro de Alcântara, que a conheceu por volta de 1560 e tornar-se-ia depois seu diretor espiritual e mentor. Teresa decidiu fundar um carmelo reformado, corrigindo o relaxamento que encontrou no claustrodo Carmelo da Encarnação e em outros. Guimara de Ulloa, uma amiga muito rica financiou a empreitada.

A pobreza extrema do novo carmelo, fundado em 1562 e batizado de Convento de São José, a princípio escandalizou os habitantes e as autoridades de Ávila, o que colocou o pequeno carmelo e sua capela sob o risco de ser suprimido. Contudo, poderosos patrocinadores, incluindo São Luís Beltrán e o próprio bispo de Ávila, e a impressão de uma subsistência assegurada e prosperidade potencial logo transformaram animosidade em aplausos.

Em março de 1563, quando Teresa se mudou para o novo claustro, recebeu sanção papal ao seu princípio primal de pobreza absoluta através da renúncia à propriedade, logo consolidado numa “Constituição”. Seu plano era reavivar regras antigas e mais estritas, suplementando-as com novos regulamentos, como as três disciplinas de flagelação cerimonial prescritas para o Ofício Divino todas as semanas e também o abandono do uso de calçados. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas “descalças”) e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.

Nos cinco primeiros anos no novo convento, Teresa permaneceu reclusa e dedicou-se a escrever.

Em 1567, ela recebeu uma carta patente de um prior geral carmelita, Rubeo de Ravena, para fundar novas casas de sua ordem e, com este objetivo, Teresa passou a realizar longas viagens por todas as províncias da Espanha, relatadas em seu “Libro de las Fundaciones”. Entre 1567 e 1571, conventos reformados foram fundados em Medina del CampoMalagónValladolidToledoPastranaSalamanca e Alba de Tormes.

Como parte de sua patente original, Teresa recebeu permissão para criar duas novas casas para homens que desejassem adotar suas reformas e, para ajudá-la, convenceu São João da Cruz e Santo Antônio de Jesus. Eles fundaram o primeiro convento de irmãos carmelitas descalços em novembro de 1568 em Duruello. Outro amigo, Jerónimo Gracián, um visitator dos carmelitas da antiga observância da Andaluziacomissário apostólico e, depois, prior provincial das reformas teresianas, colocou toda a força de seu apoio para permitir a fundação de conventos em Segóvia (1571), Beas de Segura (1574), Sevilha (1575) e Caravaca de la Cruz (Múrcia, 1576), enquanto que o profundamente místico João da Cruz, através de sua poderosa pregação, promovia a conversão de novos membros para o movimento.

Em 1576, uma série de perseguições começou por parte dos carmelitas da antiga observância contra Teresa, seus amigos e suas reformas. Em acordo com um conjunto de resoluções adotadas no capítulo geral em Placência, os definitors da ordem proibiram a fundação de novos conventos e condenaram Teresa a uma reclusão voluntária em uma de suas instituições. Ela obedeceu e escolheu ficar no Carmelo de São José em Ávila, a primeira. Seus amigos e subordinados foram alvo de grandes provações.

Finalmente, depois de diversos anos, suas súplicas por escrito ao rei Filipe II da Espanha conseguiram aliviar a situação. Em 1579, os processos contra ela e Graciano na Inquisição foram engavetados, o que permitiu que suas reformas continuassem. Um memorando do papa Gregório XIII permitiu a criação de um provincial especial para o novo ramo das freiras carmelitas descalças.

Nos três anos finais de sua vida, Teresa fundou conventos em Villanueva de la Jara, no norte da Andalusia(1580), Palencia (1580), Soria (1581), Burgos e Granada (1582). No total, dezessete conventos, todos menos um fundados pessoalmente por ela. Uma mesma quantidade de mosteiros para homens foram também estabelecidos durante os vinte anos de sua atividade reformadora.

A aflição final acometeu Teresa em uma de suas inúmeras viagens, desta vez no trecho entre Burgos e Alba de Tormes. Ela morreu em 1582, justamente no dia que as nações católicas do mundo estavam fazendo a troca do calendário juliano para o gregoriano, o que requereu a eliminação de todas as datas entre 5 e 14 de outubro do calendário. Assim, ou Teresa morreu antes da meia-noite de 4 de outubro ou nas primeiras horas de 15 de outubro, dia escolhido para celebrar sua festa. Suas últimas palavras foram: “Meu Senhor, é hora de seguir adiante. Pois bem, que seja feita Tua vontade. Ó meu Senhor e meu Esposo, a hora que tanto esperei chegou. É hora de nos encontrarmos!”. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.

Em 1622, quarenta anos depois de sua morte, Teresa foi canonizada por Gregório XV. Cinco anos antes, as Cortes Generales já haviam escolhido Teresa como padroeira da Espanha ao mesmo tempo que a Universidade de Salamanca conferiu-lhe o diploma de Doctor ecclesiae. Este título, que significa “doutor da Igreja”, é diferente da honraria papal de “Doutor da Igreja“, que é sempre conferido postumamente e que foi finalmente agraciado a Teresa pelo papa Paulo VI em 27 de dezembro de 1970, a mesma data que Santa Catarina de Siena recebeu o título que fez das duas as primeiras doutoras da história da Igreja Católica.

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Homenagem ao Agricultor

Redator : julho 30, 2017 9:58 pm : Cultura, Memória

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Nivaldo Wesller, o Formiga

Redator : julho 28, 2017 12:07 am : Cultura, História, Memória, notícia, Política

Após uma batalha difícil e dolorosa contra o câncer, faleceu, como noticiamos, o ex-prefeito Nivaldo Wesller, mais conhecido por Formiga.

Habilidoso político, Formiga sabia manobrar os bastidores de partidos e partidários. Personalidade forte, ele impunha os rumos a seguir e era o primeiro a buscar recursos para as obras que realizava. Seu lema poderia se resumir a esta frase: só não erra quem não tenta!

Religioso, Formiga frequentava a igreja todos os domingos e sempre nos últimos bancos, entrando e saindo do templo discretamente.

Foi um homem de visão, como poucos na política. Entre suas obras, destacamos a construção de gabiões no Rio Caeté, em virtude da qual a cidade tem se livrado de enchentes, demonstrando seu tino administrativo e empreendedor.

Como homenagem a este grande prefeito, publicamos algumas fotos de momentos diversos de sua atuação pública. Formiga sabia conversar com pessoas de todas as idades, fossem elas crianças, adultos, pobres ou ricos, pessoas simples ou grandes políticos.

Destacamos na abertura deste artigo sua foto quando jovem, num baile a fantasia na antiga Barracão. Natural de Orleans, tendo vindo para cá bem jovem com seus pais, Formiga adotou Alfredo Wagner como sua terra e teve a honra de organizar a festa de cinquentenário do município.

Na edição de Setembro de 2010 do Jornal Alfredo Wagner  publicamos um apanhado das obras realizadas pela administração do Formiga, aconselhando aos futuros candidatos que se espelhassem na administração do ex-prefeito para fazer um bom governo.

 

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Os Decretos na história da Capital das Nascentes

Redator : julho 27, 2017 12:55 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

A vida dos povos costuma se desenvolver em dois aspectos: o público (político) e o privado. Não é diferente com nosso município.

A vida particular das pessoas (envolvendo também a vida das comunidades) segue num misto de trabalho, sonhos e planejamentos. O que marca a vida de pessoas e comunidades são nascimentos, mortes, casamentos, festas, o plantio e a colheita, etc.

Já a vida política está fixada na manutenção da ordem e desenvolvimento social e econômico e suas ações são expressas através de decretos. Decretos que podem ser a nível nacional, estadual ou municipal.

Três decretos marcam a história de Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes e que, provavelmente, você desconhece.  Um decreto Imperial e dois Estaduais figuram na história política do município e devem ser anotados e suas datas guardadas.

O primeiro dos decretos foi redigido por ordem do Imperador Dom Pedro II. Assim relata o Presidente da Província de Santa Catarina, João José Coutinho, em sua Fala à Assembléia Legislativa, transcrito no jornal O Conservador de 12 de maio de 1854:

 

S. M o Imperador sempre solicito pelo bem estar de todos os seus subditos. Houve por bem crear por Decreto nº 1266 de 8 de Novembro do anno proximo findo uma Colonia Militar na estrada de Lages, com o duplo fim de proteger os moradores da mesma estrada, e as pessoas que por ella transitao contra as excursões dos Índios selvagens e de servir de centro, e nucleo de população.

Os primeiros soldados colonos que d´aqui partirão em numero de 19 chegarao ao trombudo, lugar escolhido para assento da Colonia, no dia 11 de janeiro último; outros tem seguido por vezes, e devem lá existirem 41 individuos entre soldados, e suas familias, acha-se tambem n´ella d´esde 8 de Fevereiro proximo findo um facultativo, e os medicamentos precisos para o tratamento dos que adoecerem.

Alem da Colonia central composta de 41 praças de pret, foi autorizado a colocar em outros pontos da mesma estrada, dois destacamentos filiaes a Colonia, composta cada um de 11 praças.

Como he do meu dever, não pouparei esforços para que essa colonia progrida, e em breve principie a prestar a Provincia os beneficios que d´ella com razão se espera.

 

 

Eis o decreto de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II criando a Colônia Militar Santa Thereza:

O decreto imperial é mais conhecido, visto ser o primeiro documento oficial a respeito da nossa terra. Mas além desse existem outros.

O segundo documento que resgato dos porões da história para a publicidade é a primeira menção a “Catuíra” nome que substituiu o de Colonia Militar e de Santa Thereza.

Uma nota, sugestiva, publicado pelo jornal A Notícia de Joinville, de 4 de Janeiro de 1944, alertava aos catarinenses:

VAE MANDAR A SUA CORRESPONDENCIA

Verifique primeiro a troca de nomes das cidades vilas e lugarejos

No quadro anexos do decreto-lei que fixa a divisão administrativa do Estado, publicados na edição de 21 de dezembro  do Diario Oficial, encontramos as novas denominações que couberam a vários municípios, cidades, vilas e localidades catarinenses.

São elas as seguintes: (…) Catuira (ex-Santa Tereza) no Município de Bom Retiro; (…)

 

Por fim, lembremos da Lei nº 806 de 21 de dezembro de 1961 criando o município de Alfredo Wagner:

 

 

O Deputado João Estilavet Pires Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina de conformidade com o disposto no ….. da Constituição do Estado, faz saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu promulgo a seguinte lei: 

Art. 1 º – Fica, de conformidade com a Resolução nº 5/61, de 20 de dezembro de 1961, da Câmara Municipal de Bom Retiro, criado o Município de “Alfredo Wagner”.

Art. 2º – O Município de Alfredo Wagner será composto dos territórios dos distritos de Barracão e Catuíra (…)

Art. 3º – Ficará o Município de Alfredo Wagner pertencendo a Comarca de Bom Retiro. fixando-se a sua sede no atual distrito de Barracão que passa a denominar-se Alfredo Wagner.

 

De decreto em decreto e de lei em lei vai crescendo a antiga Colônia Militar Santa Thereza, atual Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes.

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A Polenta no Alto Vale do Itajai

Redator : julho 17, 2017 11:23 am : Cultura, História, Memória, Sociedade

Quando cheguei em Alfredo Wagner, pela primeira vez, em 2000, participei de um jartar com polenta, fromaggio frito e cortada com barbante, bem ao estilo tradicional. Coisa boa demais!

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Lançamento do livro

Redator : julho 16, 2017 9:46 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, História, Memória, notícia

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MPSC recebe doações de materiais relacionados à história e à literatura catarinenses

Redator : julho 7, 2017 9:50 pm : Cultura, História, Memória

Os livros, revistas, fotos e documentos doados vão compor o acervo de uma biblioteca especializada sobre Santa Catarina, que fará parte do espaço sociocultural a ser implantado pelo Ministério Público Estadual até 2018.
Você tem algum livro, revista, documento ou fotografia relacionada à história ou à literatura de Santa Catarina?
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), por meio do Memorial do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), está desenvolvendo uma campanha para arrecadar materiais relacionados à história do MPSC e de Santa Catarina. Qualquer pessoa ou instituição pode participar doando, emprestando ou consignando esses materiais e outros objetos. O acervo será disponibilizado na biblioteca do espaço sociocultural previsto para ser aberto ao público em meados de 2018.
A biblioteca, especializada na história e na literatura catarinenses, já conta com um acervo de livros raros, que estará disponível à consulta, contribuindo para o conhecimento dos visitantes sobre o Estado. Para reforçar o acervo do Ministério Público catarinense, o Memorial recebeu da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) a doação de 500 exemplares, que atualmente passam por um processo de higienização para posteriormente serem catalogados e incorporados ao acervo.
Caso você tenha algum material, entre em contato com o Memorial do MPSC pelo e-mail memorial@mpsc.mp.br ou pelo telefone (48) 3229-9173 e informe quais são suas doações; a equipe, então, agendará uma data para a retirada dos materiais.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC.
Telefone: (48)3229-9010
email: midia@mpsc.mp.br
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Dada a largada para o 1º Rally Fotográfico de Alfredo Wagner

Redator : julho 1, 2017 1:51 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, Fotografia, Inverno, Memória, notícia, Turismo

Para dar início ao 1º Rally Fotográfico de Alfredo Wagner faz parte do 1º Festival de Inverno de Alfredo Wagner tivemos a palestra do fotógrafo Caio Cesar. Podemos resumir a palestra com alguns simples adjetivos: uma aula magistral sobre a filosofia da fotografia, uma conversa animada entre “velhos” amigos, uma exposição surpreendente de fotografias geniais.
O público foi restrito, não por desinteresse do alfredense, mas por desconhecer a novidade cultural trazida pelo !º Festival de Inverno.
Diante disto, a equipe organizadora decidiu adiar a data das inscrições. Você também por se inscrever, ainda dá tempo.
O concurso foi dividido em duas categorias: Para fotos feitas com câmeras digitais reflex profissionais ou semi-profissionais – as que trocam as objetivas e para fotos feitas com câmeras ou outros dispositivos digitais que possuem apenas uma lente, podendo ser fixa ou com zoom.
É aberto a todos os cidadãos maiores de 18 anos ou para menores, desde que sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis.
O Alfredense ama a fotografia… então, venha se inscrever! https://www.facebook.com/comturalfredowagner/

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Limpem as lentes… “Primeiro Rally Fotográfico de Alfredo Wagner!

Redator : junho 30, 2017 1:42 am : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Fotografia, Memória, notícia, Turismo

Limpem as lentes.

Vem aí o “Primeiro Rally Fotográfico de Alfredo Wagner”. Cada participante fará 12 fotografias sobre temas apresentados pela organização e os melhores conjuntos serão premiados no encerramento do Primeiro Festival de Inverno de Alfredo Wagner e expostos na Praça da Bandeira e em diversos outros locais do Município.

Inscrições podem ser feita a partir desta segunda-feira, dia 26, no Prazer da Gula, bem no centro da cidade.
Leia o regulamento abaixo e inscreva-se.

R.E.G.U.L.A.M.E.N.T.O.
O 1º Rally Fotográfico de Alfredo Wagner faz parte do 1º Festival de Inverno de Alfredo Wagner e vai premiar fotógrafos amadores ou profissionais inscritos que apresentarem, ao final do concurso, os melhores conjuntos de 12 fotos obtidas de acordo com este regulamento.
Para participar, é necessária inscrição até às 14 horas do dia 30 de junho.
As inscrições abem a partir de segunda-feira, dia 26 de junho. Poderão ser feitas na Hamburgueria Bistro Prazer da Gula, Praça da Bandeira, Centro de Alfredo Wagner ou via internet, com o preenchimento do formulário contido em https://www.facebook.com/comturalfredowagner/.
O valor da inscrição é R$ 30,00. A confirmação dos inscritos via internet se dá com o pagamento de R$ 30,00 no Prazer da Gula, quando recebem seu número de inscrição.
O concurso é dividido em duas categorias:
A – Para fotos feitas com câmeras digitais reflex profissionais ou semi-profissionais – as que trocam as objetivas
B – Para fotos feitas com câmeras ou outros dispositivos digitais que possuem apenas uma lente, podendo ser fixa ou com zoom.
É aberto a todos os cidadãos maiores de 18 anos ou para menores, desde que sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis.
Os 4 (quatro) primeiros temas a serem fotografados serão divulgados durante a palestra do fotógrafo Caio Cesar que acontecerá no Paradouro 11, BR 282, km 111, às 18:30.
Os próximos 4 (quatro) temas serão divulgados dia 4 de julho, quarta-feira, às 14 horas, em https://www.facebook.com/comturalfredowagner/. O terceiro e último conjunto de tarefas será divulgado ao meio dia de 8 de julho, na Praça da Bandeira, durante o “Sábado na Praça”.
Os inscritos devem entregar as fotos em envelope fechado e identificado apenas com o número de inscrição e “Rally Fotográfico Ângulos de Alfredo”. No seu interior deve conter:
1 – As 12 fotografias em ampliações formato até 10 x 15 cm constando, na parte superior do verso, o número de sua inscrição e, na parte inferior do verso, o número do tema retratado.
2 – Pen drive com as 12 (doze) imagens em alta resolução. Os arquivos devem ser renomeados com o nome do autor e o número do tema. Exemplo: fulano_de_tal_01.jpg / fulano_de_tal_02.jpg, etc.
Os conjuntos serão avaliados por uma comissão formada por um fotógrafo profissional, um representante do Conselho Municipal de Turismo e um representante de um patrocinador do Festival.
Os conjuntos vencedores serão premiados com:
Categoria A:
1º colocado R$ 300,00
2º colocado R$ 200,00
3º colocado R$ 100,00
Categoria B:
1º colocado R$ 300,00
2º colocado R$ 200,00
3º colocado R$ 100,00
Os conjuntos vencedores serão expostos na Praça da Bandeira, sábado, dia 15 de julho, com premiação no local.
Ao fazer a inscrição os participantes cedem as imagens para uso em ações de relacionadas com a cultura e o turismo em Alfredo Wagner, em qualquer meio e a qualquer tempo.
O Festival de Inverno de Alfredo Wagner é uma iniciativa do Conselho Municipal de Turismo em parceria com a Prefeitura Municipal e conta com o apoio da Pousada pedras Rollantes, Sicredi, Prazer da Gula, Pousada Fazenda Campinho,Pousada Hinckel, Sindicato dos Produtores Ruais e Maisa Modas

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Quem fundou o Barracão?

Redator : Maio 28, 2017 10:52 pm : História, Memória

Cada comunidade que compõe o município de Alfredo Wagner teve um pioneiro que fincou a enxada em seu solo e disse: é aqui! Estes pioneiros merecem ter sua história resgatada e publicada para conhecimento das novas gerações.

A fundação da Colonia Militar de Santa Thereza, hoje Catuíra, está inteiramente ligada ao Império do Brasil em decreto rubricado pelo Imperador Dom Pedro II. Outras comunidades foram surgindo após a o estabelecimento das tropas e o progresso da colonia.

O ódio a tudo que representava o Império fez com que Floriano Peixoto descarregasse sua ira sobre o florescente Estado de Santa Catarina (a Princesa Isabel tinha propriedades aqui, inclusive uma mina de carvão em produção no município de Orleans). Entrementes mandava assassinar políticos e a elite monarquista catarinense, forçou a busca por novos trajetos para desviar da florescente Colônia Militar Santa Thereza criada pelo decreto imperial. O trajeto encontrado mudou a história do nosso município.

Voltemos ao Barracão…

Este nome é comum em Santa Catarina para designar paragens onde cavaleiros e tropas faziam seu descanso entre um dia e outro nas andanças pelas estradas de difícil acesso. Uma pesquisa rápida em jornais antigos mostrou mais de 100 citações com destaque para o Barracão de Gaspar (o mais citado), de Brusque, Orleans, etc. Nosso Barracão foi encontrado apenas 3 vezes e todas as citações são do  jornal católico de Florianópolis “O Apóstolo”.

Barracão ficou e após ser distrito por três anos, tornou-se a sede do belo e encantador município de Alfredo Wagner, a Capital Catarinense das Nascentes.

Mas então, quem fundou o Barracão?

Algumas tentativas de povoamento na barra dos Rios Caeté e Rio Adaga esbarraram no periódico problema de enchentes. Entretanto, alguém encontrou um lugarzinho e ali se fixou. Segundo o jornal católico de Florianópolis, “O Apóstolo” de 1956 o nome deste pioneiro foi Sebastião António Pereira.

Sebastião António Pereira, ou Bastião da Gracinda, como era mais conhecido (Gracinda era o nome de sua mãe), nascido em 1878 na Colônia Militar de Santa Thereza, casou-se em 1902 com Izaurinha da Cunha Pereira e seus filhos Felisbino, Santolina, Rodolfo e Guilhermina, lhes deram (à época da matéria publicada no jornal mencionado) 14 netos e 3 bisnetos.

Adquiriu terras no Barracão e ali começou a trabalhar como sapateiro desbravando as matas agrestes que haviam em torno. Em 1913 tornou-se estafeta (carteiro) levando a mala postal de Barracão a Rio do Sul e de Barracão a Santo Amaro.

Seu relacionamento com os índios era dos melhores. Durante todo o período em que viajou como carteiro nunca foi atacado por eles, sendo respeitado e respeitando os bugres.

Católico fervoroso fez diversas doações em terras e dinheiro para a capela que inciava sua caminhada e seria no futuro a sede da Paróquia Bom Jesus de Alfredo Wagner. Foi ele que conseguiu a Imagem do Bom Jesus “emprestada” e que por sugestão do Pároco de Santo Amaro não foi devolvida… Veja o artigo: Esqueceram do Bom Jesus

Era respeitado não apenas pelos índios, seus amigos tinham muita consideração por ele. Os mais jovens não gostavam de sua sisudez. Conversando com um senhor que já passa dos 80 anos e que conheceu o Bastião da Gracinda já velho, contou que certa vez apanhou uma surra do pai por causa de um mal-entendido entre eles.

Sebastião António Pereira (78) e sua esposa Izaurinha da Cunha Pereira (84).
Sebastião António Pereira (78) e sua esposa Izaurinha da Cunha Pereira (84) em clichê publicado no jornal católico de Florianópolis “O Apóstolo”.

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Esqueceram do Bom Jesus…

Redator : Maio 27, 2017 11:45 pm : História, Memória, Religião

A história é interessante…

As imagens do Bom Jesus costumam estar ligadas a fatos surpreendentes registrados em arquivos e livros. Bom Jesus de Iguape, de Tremembé, da Lapa, etc são imagens com histórico de milagres e eventos fora do comum.

A imagem representa o momento em que Jesus foi apresentado ao povo após a sua flagelação e leva fiéis a um momento de reflexão sobre os seus próprios pecados que causaram aquela situação. Cristo inocente, sofredor pelos nossos pecados.

Em Alfredo Wagner há um fato, também interessante sobre a imagem do Bom Jesus que hoje está numa capela lateral (as imagens esculpidas em Treze tilhas substituiram as antigas). A imagem antiga do Bom Jesus é venerada em muitas ocasiões, uma delas foi no Cinquentenário da Paróquia em 2009.

Mas vamos a história desta imagem.

Quem relata o fato é o jornal católico de Florianópolis do dia 1º de julho de 1956.

A vila de Barracão estava terminando sua capelinha dedicada ao Bom Jesus. Os fieis, porém, não tinham uma imagem do padroeiro para colocar na Capela. O Pároco de Santo Amaro da Imperatriz prometeu doar uma imagem que havia na Igreja Matriz. A Comissão (o CPC daquela época) não gostou nada da ideia e se revoltou contra o Padre não permitindo a retirada da Imagem. O Sr. António Gaspar Schilicting, voltou de mãos vazias, sem a imagem.

Como a festa de inauguração da capela, o dia 6 de agosto, se aproximava, seguiu para a Paróquia o Sr. Sebastião António Pereira que muito habilmente, trouxe a Imagem emprestada… e logo depois seria devolvida. A imagem saiu de Santo Amaro muito cedo pela manhã para que o povo não percebesse.

Terminada a festa, os festeiros já se preparavam para devolver a imagem, quando o Padre sugeriu esperar… talvez o povo esquecesse. E o povo esqueceu… O Bom Jesus aqui ficou. A primitiva capelinha foi substituída por uma linda e grande igreja e o Bom Jesus, que desejou ficar conosco, lá está como padroeiro principal.

Em 2009, quando a paróquia comemorava seu cinquentenário, a Imagem do Bom Jesus saiu a percorrer as ruas do centro administrativo, econômico e político da Capital das Nascentes, numa linda procissão até a Matriz.

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Entrevero de Pinhão

Redator : Maio 16, 2017 5:57 pm : Belezas de Alfredo Wagner/SC, Cultura, Memória

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Arquivo Fotográfico Municipal - Digitalizado por Juliano Norberto Wagner
Arquivo Fotográfico Municipal – Digitalizado por Juliano Norberto Wagner
Arquivo Fotográfico Municipal - Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 003
Arquivo  Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 004
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014
arquivo histórico 01 005
Arquivo Histórico Fotográfico Municipal – Digitalizado por Mauro Demarchi 2014