Notícias,Opinião,Religião

Sexta-feira Santa: Enfrentar o Sofrimento como Cristo nos Ensinou

Reflexão inspirada por Plinio Corrêa de Oliveira

Nesta Sexta-feira Santa, quando a cristandade contempla com reverência o mistério da Paixão de Cristo, somos convidados a refletir sobre a maneira como o Salvador enfrentou a dor, o medo e a morte. Mais do que uma memória litúrgica, este é um convite a transformar o olhar diante do sofrimento humano.

Em uma conferência memorável realizada em 1989, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira — pensador católico de notável influência no século XX — ofereceu conselhos valiosos sobre como enfrentar os grandes sofrimentos da vida. Ele parte de uma observação simples, mas profundamente verdadeira: o ser humano, diante da dor iminente, costuma evitar encará-la de frente. Prefere alimentar esperanças tolas ou afundar-se em medos paralisantes.

Plinio propõe um caminho diferente, inspirado diretamente em Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto das Oliveiras. Ali, antes mesmo da prisão, Jesus viu e previu tudo o que haveria de sofrer. Não fugiu. Não se iludiu. Antes, meditou cada dor, suou sangue diante da perspectiva da cruz e pediu forças ao Pai. E, tendo recebido esse auxílio celeste, seguiu firme até o fim.

Cristo nos dá, assim, o modelo perfeito:
Ver a dor de frente. Pedir forças. Enfrentar com coragem.

Para Plinio, esse é o segredo para não fracassar na vida. O homem que não tem a coragem de prever suas provações, que não pede ajuda a Deus e se deixa arrastar pelo pânico ou por esperanças vãs, está fadado à ruína. O que, ao contrário, se prepara espiritualmente para a batalha — como Jesus no Horto —, encontra o verdadeiro caminho da fortaleza cristã.

O professor recorda ainda que essa preparação exige hábito. Não se improvisa heroísmo na hora da dor. É necessário acostumar o espírito à verdade, ainda que ela seja dura. “A verdade às vezes é péssima”, ele diz, “mas é olhando-a de frente que se encontra a força de continuar”.

Nesta Sexta-feira Santa, a mensagem de Plinio Corrêa de Oliveira ecoa como um apelo à maturidade espiritual. Não fugir do sofrimento, mas transformá-lo em ocasião de graça, como fez Nosso Senhor. Assim se vencem as maiores batalhas da vida. Assim se caminha com Cristo até a Ressurreição.

Nota: Conteúdo publicado por colaboradores do Jornal Alfredo Wagner Online — rede independente de jornalismo comunitário e cultural.

Você também pode gostar...