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Pesados, lentos e desnecessários: por que alguns navegadores com IA são um retrocesso

Jornalista Mauro Demarchi, 08/10/2025

🖥️ Nos últimos meses, surgiram no mercado navegadores que prometem revolucionar a forma de pesquisar na internet, unindo navegação e inteligência artificial. Porém, na prática, muitos usuários têm descoberto que essas ferramentas — como o navegador da Perplexity — acabam travando o computador, consumindo memória e reduzindo o desempenho geral.

O que era para ser inovação, em muitos casos, se tornou um retrocesso tecnológico.

💭 O mito do “navegador inteligente”

A proposta desses novos navegadores é sedutora: fazer pesquisas com IA integrada, gerar respostas instantâneas e permitir que o usuário “pense junto” com a máquina.
O problema é que boa parte do processamento é feito localmente, e não na nuvem.
Isso significa que, enquanto o usuário acredita estar interagindo com um assistente online, seu próprio computador é quem está fazendo o trabalho pesado — renderizando páginas, analisando conteúdo e até processando trechos de linguagem natural.

O resultado é previsível: a máquina esquenta, a memória lota e os outros programas travam.

☁️ A nuvem é o futuro — e o presente

A computação moderna caminha no sentido oposto. Hoje, os grandes avanços tecnológicos estão justamente na migração do processamento para a nuvem.
Nela, servidores potentes e especializados fazem todo o trabalho, enquanto o computador do usuário funciona apenas como uma ponte — um comunicador entre a “nuvem” e o seu computador.

Essa filosofia traz inúmeras vantagens:

  • Menor uso de energia e de recursos locais;
  • Atualizações automáticas e invisíveis;
  • Acesso unificado em diferentes dispositivos;
  • Menor desgaste de hardware;
  • E uma experiência mais leve e fluida.

⚙️ Como evitar o problema

Para quem deseja usufruir da inteligência artificial sem sacrificar o computador, a solução é simples:

  1. Prefira versões web de serviços de IA
    Use o ChatGPT, Claude ou Gemini diretamente no navegador comum (como Chrome, Edge ou Firefox).
    Essas plataformas processam tudo em nuvem e consomem pouca memória.
  2. Evite instalar aplicativos pesados de IA
    Programas que prometem “IA local” ou “respostas instantâneas offline” geralmente exigem muita CPU e RAM.
  3. Limpe o cache e reduza processos em segundo plano
    Em navegadores baseados em Chromium, acesse Configurações → Desempenho e desative “Continuar executando aplicativos em segundo plano”.
  4. Monitore o uso do sistema
    No Gerenciador de Tarefas (Windows) ou Monitor de Atividade (macOS), observe quais programas consomem mais recursos. Se o navegador estiver acima de 1 GB de RAM ocioso, algo está errado.
  5. Ative aceleração por hardware com cuidado
    Em PCs com placas de vídeo antigas, a aceleração pode causar travamentos. Desative-a se notar lentidão ao rolar páginas.

🔍 Um uso inteligente da inteligência

A promessa da IA é facilitar a vida, não complicá-la. Usar recursos pesados localmente apenas inverte o propósito original dessa revolução tecnológica: trazer eficiência, leveza e acessibilidade. O futuro da computação — e já o presente — é o equilíbrio entre uma boa conexão e o poder da nuvem.

Enquanto isso, cabe ao usuário manter o senso crítico diante das modas tecnológicas e escolher ferramentas que realmente sirvam às suas necessidades, não o contrário.


Tempo de leitura3 min

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