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Dados da Pnad Contínua 2025 mostram que a capital catarinense superou Porto Alegre em proporção de domicílios unipessoais; envelhecimento e migração impulsionam tendência.
O perfil das famílias brasileiras está passando por uma transformação profunda e acelerada. Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE, Florianópolis consolidou-se como a capital com o maior percentual de pessoas morando sozinhas no país. Atualmente, a cada dez residências na cidade, três são ocupadas por apenas um morador.
A capital de Santa Catarina desbancou Porto Alegre, que historicamente ocupava o topo do ranking. O fenômeno reflete uma tendência nacional: em 2025, quase 20% dos lares brasileiros (15,6 milhões de domicílios) eram habitados por apenas uma pessoa — um salto significativo em comparação aos 12% registrados em 2012.
Os Motores da Mudança: Do Trabalho à Longevidade
De acordo com analistas do IBGE, dois fatores principais sustentam esse crescimento:
- Migração e Carreira: Cidades que concentram grandes polos universitários e empresas tecnológicas ou de serviços, como Florianópolis e São Paulo, atraem jovens profissionais e estudantes que, inicialmente, estabelecem residências independentes.
- Envelhecimento Populacional: O aumento da expectativa de vida e a autonomia na terceira idade fazem com que muitos idosos vivam sozinhos após a saída dos filhos ou a viuvez. Florianópolis e Porto Alegre estão entre as cidades com populações mais longevas do país.
O Perfil de Quem Mora Sozinho
A pesquisa revela uma distinção clara de gênero e idade entre os brasileiros que vivem sós:
- Homens (Maioria Adulta): 56,6% dos homens em lares unipessoais têm entre 30 e 59 anos. A dinâmica muitas vezes está ligada ao mercado de trabalho ou a separações em que a guarda dos filhos permanece com a mãe.
- Mulheres (Maioria Idosa): 56,5% das mulheres que moram sozinhas têm 60 anos ou mais. A maior longevidade feminina e o impacto da viuvez explicam por que elas predominam na terceira idade solitária.
Impactos na Economia e Políticas Públicas
A mudança nos arranjos domésticos — com o recuo das famílias tradicionais “nucleares” (casais com filhos) — exige uma adaptação imediata da sociedade. Especialistas da FGV apontam que o mercado de consumo já sente o impacto, com a demanda crescente por:
- Porções individuais de alimentos e refeições prontas.
- Serviços de entrega e conveniência.
- Compactação do mercado imobiliário (estúdios e apartamentos menores).
No âmbito público, o desafio é a “Economia do Cuidado”. Com o aumento de idosos vivendo sós, estados e municípios precisarão estruturar redes de proteção social e saúde mais robustas, além de alternativas como casas de repouso e assistência domiciliar, uma vez que o suporte familiar direto está se tornando menos frequente.
Ranking: Capitais com mais lares de uma só pessoa (Proporção)
- Florianópolis (SC)
- Porto Alegre (RS)
- Vitória (ES) … Em números absolutos, a cidade de São Paulo lidera com 1,1 milhão de lares unipessoais, seguida pelo Rio de Janeiro (644 mil).
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