Com bancada recorde e foco em infraestrutura, governador traça metas para o próximo biênio; ausência de nomes para o Senado na comunicação oficial chama a atenção.
A política catarinense assistiu, nesta última semana, a um movimento de consolidação de forças que deve ditar o ritmo da Assembleia Legislativa (Alesc) até as próximas eleições. O governador Jorginho Mello, em reunião com a bancada do PL — agora ampliada de 11 para 14 deputados — estabeleceu o que chamou de “missão de união” em prol das grandes obras do estado.
A Maior Bancada: Governabilidade e Pressão
A janela partidária foi generosa com o partido do governador. Com 14 cadeiras, o PL não é apenas a maior força na casa, mas o eixo central de qualquer decisão importante. Na reunião, ocorrida no gabinete do líder Marcius Machado, Jorginho Mello foi enfático: a bancada precisa atuar como uma “grande família” para defender as entregas do governo, especialmente no ano eleitoral que se avizinha.
O Trunfo da Infraestrutura: BR-282 e Via Mar
O discurso governamental está ancorado no asfalto. O anúncio de investimentos de R$ 2,8 bilhões na rodovia Via Mar para o mês de junho é a grande aposta para resolver o histórico gargalo da BR-101 Norte.
Para a nossa região, o destaque fica para a reafirmação do compromisso com a duplicação da BR-282. Ao afirmar que o governo está realizando “obras de 30 anos em três”, Jorginho tenta transferir para os deputados o entusiasmo necessário para enfrentar as críticas da oposição e consolidar a imagem de um governo realizador.
As Entrelinhas: O Que a Notícia Não Diz
Embora o clima tenha sido de otimismo e projeções para 2026 — incluindo a menção direta à presidência da República e à reeleição estadual — o material oficial da reunião trouxe silêncios interessantes.
Chama a atenção que, em um momento de definição de estratégia para o pleito de 2026, nomes que figuram no tabuleiro para o Senado ou para outras posições de destaque no partido tenham passado ao largo das citações principais. Na política, o que se omite em um release oficial muitas vezes é tão estratégico quanto o que se anuncia. Para o observador atento, fica a dúvida se o “time de 2026” já está escalado ou se ainda há arestas sendo aparadas nos bastidores das grandes cidades e do interior.
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