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Em seu artigo “Pobreza e Grossura“, publicado em 2022, o filósofo Olavo de Carvalho, apresenta uma crítica ácida à forma como as classes média e alta brasileiras lidam com a miséria. Para o autor, o verdadeiro sinal de “barbarismo” de um povo não é a falta de dinheiro, mas o desprezo pelos princípios básicos de convivência.
Os pontos principais do texto:
- Seu pai como exemplo: Meu pai, contava Olavo de Carvalho, era um sujeito relaxado, que às vezes ia de pijama receber as visitas. Mas ele chamava de “senhor” cada mendigo que o abordava na rua, e sem que ele me dissesse uma palavra aprendi que o homem em dificuldades necessitava de mais demonstrações de respeito do que as pessoas em situação normal.
- A Humilhação do Auxílio: Olavo aponta que, no Brasil, pedir emprego ou ajuda financeira transforma o necessitado em alvo de sermões morais. O ajudante assume um ar paternalista, dá conselhos não solicitados e, muitas vezes, nega a ajuda prática após humilhar o pedinte.
- Etiqueta vs. Educação: O texto diferencia a “fina etiqueta” (regras de mesa e jantares) da “verdadeira educação”, que seria tratar o homem em dificuldades com ainda mais respeito e escrúpulos do que uma pessoa em situação normal.
- A Crítica à Caridade Institucional: O autor ataca o que chama de “caridade oficial” (ONGs e governos). Para ele, a institucionalização da bondade virou um mercado que sustenta burocratas, enquanto a esmola direta é desencorajada sob o pretexto de “educar para a cidadania”.
- O “Pobre com Frango”, mas sem lugar: Carvalho argumenta que o Brasil é um país onde, economicamente, o acesso à comida é mais fácil que em muitos planos históricos (citando o New Deal americano), mas socialmente o pobre é enxotado de lugares públicos. O problema, diz ele, é que o pobre pode ter o dinheiro para o terno ou para o almoço, mas não tem permissão social para frequentar o ambiente.
Conclusão do Autor: A barreira para uma vida melhor no Brasil é menos econômica e mais social. A cura para a pobreza começaria com um gesto simples: tratar o necessitado como um cidadão livre e digno, chamando-o de “senhor” e reconhecendo sua humanidade, em vez de esperar por soluções mágicas de “mudanças estruturais”.
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