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Eleições 2026: Diocese de Rio do Sul proíbe uso da estrutura da Igreja Católica para fins políticos

Jornalista Mauro Demarchi, 16/06/202616/06/2026

🔥 3 min 53 s lidos
⏱️ média: 58.25 s

Com o avanço do calendário eleitoral de 2026, a Diocese de Rio do Sul, localizada no Alto Vale do Itajaí (SC), oficializou um conjunto de regras rígidas para vetar o uso de sua estrutura em atividades político-partidárias. O decreto, assinado pelo bispo diocesano Dom Adalberto Donadelli Júnior, já está em vigor e visa assegurar a neutralidade institucional, a liberdade de escolha dos fiéis e a harmonia dentro das comunidades.

Afastamento de funções religiosas

As novas diretrizes atingem diretamente os fiéis que exercem liderança ou funções litúrgicas e pretendem disputar cargos públicos. Coordenadores de pastorais e membros de conselhos devem se afastar de seus postos assim que registrarem pré-candidatura ou candidatura. O mesmo vale para catequistas, ministros da Sagrada Comunhão, leitores e salmistas, que terão suas atividades suspensas até o término do pleito. Embora reforce que a participação política dos cristãos é legítima, a Diocese destaca a necessidade de separar a militância da missão pastoral.

Proibições em templos e restrições ao clero

O documento veta qualquer reunião partidária em dependências da Igreja, como templos e salões paroquiais, além de proibir o uso de canais oficiais de comunicação para campanhas. As regras também se aplicam rigorosamente aos sacerdotes: os padres estão proibidos de pedir votos ou manifestar apoio a candidatos e partidos durante missas, homilias e celebrações. Em contrapartida, o clero é orientado a incentivar o voto consciente, estimulando os eleitores a avaliarem critérios como ética, integridade e o compromisso com o bem comum.

Impacto regional e penalidades

A medida tem um impacto expressivo na região, abrangendo paróquias e comunidades de 32 municípios catarinenses, que cobrem quase todo o Alto Vale e parte do Médio Vale do Itajaí.

Segundo a Diocese, as orientações não representam uma mudança de postura, mas sim um reforço a normas já previstas no Direito Canônico, no Catecismo e na Doutrina Social da Igreja. Dom Adalberto enfatizou que a Igreja precisa manter sua independência para evitar a instrumentalização eleitoral. O descumprimento das regras poderá resultar em sanções administrativas por parte da instituição.

Tempo de leitura2 min

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