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Enquanto o modelo de concessão das rodovias federais catarinenses e a chegada do pedágio eletrônico (free flow) seguem em debate, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) confirmou avanços nos projetos para a duplicação da BR-282.
Segundo o órgão, os projetos de engenharia para 13 lotes da rodovia — que ligam São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste, a Palhoça, na Grande Florianópolis — já foram contratados. Os primeiros estudos devem ser entregues no próximo semestre.
A atualização foi enviada ao CEC (Centro Empresarial de Chapecó) após audiências públicas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) sobre a concessão das BRs-153, 282, 470 e 480.
O cronograma das obras e trechos prioritários
- Chapecó a Irani: É o trecho mais adiantado. Os estudos e projetos de engenharia devem ser concluídos já em setembro deste ano.
- São Miguel do Oeste a Lages: Quatro projetos executivos estão em andamento, cobrindo 427 quilômetros. Os recursos para esta etapa já estão garantidos.
- Contorno de Santo Amaro da Imperatriz: O projeto que visa desviar o tráfego urbano na Grande Florianópolis tem previsão de conclusão para agosto. A obra promete melhorar o fluxo entre o Oeste e o Litoral.
O futuro das concessões e o sistema Free Flow
O anúncio do DNIT coincide com a fase final de discussões da ANTT para repassar os trechos das BRs-153, 282, 470 e 480 à iniciativa privada. O projeto prevê a instalação do sistema free flow (pórticos de cobrança eletrônica sem barreiras físicas).
Previsão: O leilão de concessão está agendado para dezembro deste ano, e a proposta atual prevê a instalação de 11 pórticos de cobrança no Oeste catarinense.
Setor produtivo exige obras antes da cobrança
A pressa do governo, no entanto, esbarra nas exigências do setor produtivo local. O presidente do CEC, Helon Antônio Rebelatto, destaca que a BR-282 é o principal corredor logístico de Santa Catarina, ligando a força agroindustrial do Oeste aos portos e ao litoral.
Rebelatto defende que a duplicação deve ser integral, mas faz uma ressalva importante caso a concessão avance: as obras nos trechos mais críticos precisam acontecer antes do início do pedágio.
O principal gargalo apontado é justamente o trecho entre Chapecó e Irani, que registra um fluxo diário de 16 mil veículos — sendo 35% de carga pesada.
“Precisamos que esse trecho seja duplicado o quanto antes. Além de garantir mais eficiência para o transporte e para a economia, a obra representa uma medida essencial para preservar vidas”, cobrou o dirigente.
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