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O estado contabiliza 26 casos confirmados em 2026. A transmissão por morcegos hematófagos acende o sinal de alerta no campo, com maior foco na Região Sul catarinense.
O avanço da raiva em animais de produção acendeu o sinal de alerta nas autoridades de defesa sanitária de Santa Catarina. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforçou o alerta para que produtores rurais mantenham os rebanhos com a vacinação em dia e notifiquem imediatamente qualquer suspeita.
O aviso mais recente ocorreu após a confirmação do vírus em um bovino no município de Itapiranga, no Oeste catarinense. Por se tratar de uma zoonose viral fatal que afeta mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos, a imunização preventiva é crucial para resguardar tanto a pecuária quanto a saúde pública.
Panorama dos Casos no Estado
Até o momento, os 26 casos registrados em 2026 estão distribuídos por 14 municípios:
- Liderança no Sul: Pescaria Brava lidera o ranking estadual com 6 casos, seguida por Chapecó (4) e Orleans (3).
- Outras cidades atingidas: Angelina, Apiúna, Bocaina do Sul, Caçador, Criciúma, Gravatal, Indaial, Itapiranga, Major Gercino, São Francisco do Sul e São José do Cedro registraram 1 caso cada.
O Vetor no Campo e Formas de Contágio
Nas áreas rurais, o principal transmissor da raiva é o morcego hematófago (Desmodus rotundus), espécie que se alimenta exclusivamente de sangue.
- Como ocorre o ataque: Durante a noite, esses morcegos atacam bovinos, equinos, ovinos e caprinos.
- Transmissão: Ao provocarem pequenos ferimentos para se alimentar, os morcegos infectados transmitem o vírus por meio da saliva.
Sinais de Alerta no Rebanho
Os produtores rurais devem ficar atentos ao surgimento dos seguintes sintomas clínicos nos animais:
- Isolamento do restante do rebanho;
- Comportamento atípico e dificuldade para caminhar;
- Salivação excessiva;
- Paralisia progressiva (especialmente dos membros posteriores).
Recomendações e Ações Imediatas
A Cidasc orienta os pecuaristas a reportarem imediatamente qualquer aumento de marcas de ataques de morcegos nos animais ou a identificação de possíveis abrigos da espécie nas propriedades.
A notificação rápida possibilita que os técnicos realizem o recolhimento de amostras para exames de laboratório e adotem as medidas sanitárias adequadas para conter a circulação do vírus na região.