Um acordo sigiloso realizado durante o governo Trump reacendeu debates sobre privacidade e segurança digital nos Estados Unidos. Segundo informações reveladas recentemente, a administração do ex-presidente teria facilitado o uso de spyware de “clique zero” por agências governamentais, aumentando os poderes de vigilância sobre cidadãos americanos sem o seu conhecimento ou consentimento.
O spyware de “clique zero” é um software espião avançado que pode ser instalado em dispositivos sem que o usuário precise clicar em links suspeitos ou baixar arquivos. Essa tecnologia, altamente invasiva, tem sido utilizada por governos ao redor do mundo para monitorar alvos específicos, levantando preocupações sobre o abuso de poder e a violação de direitos individuais.
Críticos afirmam que esse tipo de medida contradiz os princípios da Constituição dos EUA, que visa limitar a interferência do governo na vida privada dos cidadãos. Além disso, o aumento da vigilância levanta questões éticas e legais sobre até que ponto um governo pode monitorar seus próprios cidadãos em nome da segurança nacional.
A polêmica também reforça o temor de que essas ferramentas possam ser usadas de maneira indevida por governos autoritários, facilitando a espionagem política e a perseguição de opositores. O debate sobre privacidade e liberdade digital continua, e resta saber se futuras administrações adotarão medidas para reverter esse legado ou aprofundar ainda mais o uso de tecnologias de vigilância em massa.