O cenário não é dos mais otimistas: enquanto os juros nos Estados Unidos permanecem inalterados, o Brasil decidiu aumentar a Selic, chegando a 13,25%. A decisão, a primeira sob o comando de Gabriel Galípolo no Banco Central, já era esperada, mas a grande questão é: até quando isso continuará? As projeções para 2025 indicam que a taxa pode chegar a 15% ou até 16%.
A escolha de manter os juros nos EUA pode ser vista como uma tentativa de aliviar o mercado.
No Brasil, a realidade é outra: o Banco Central indica que a luta contra a inflação exigirá mais aumentos de juros, mesmo com o forte potencial de desaceleração econômica. Isso ocorre em um momento de inflação ainda elevada e um cenário fiscal fragilizado, aumentando a pressão sobre o Banco Central para tomar medidas mais drásticas.
Sabe quem se beneficia com o aumento da taxa de juros no Brasil?
Setor bancário: bancos podem melhorar sua rentabilidade com juros mais altos, tanto nos empréstimos quanto nos depósitos de poupança.
Ativos de renda fixa: títulos atrelados ao CDI ganham atratividade, oferecendo maior rentabilidade para investidores.
Setor imobiliário de alto padrão: imóveis de valor mais alto e aluguel podem se beneficiar, atraindo investidores em busca de rentabilidade.
Fintechs: com juros elevados, as fintechs de crédito e investimentos podem atrair mais clientes, interessados em melhores retornos.
Esses setores têm maior capacidade de adaptação ao cenário de juros altos, ao contrário de áreas como o varejo, que enfrentam mais dificuldades.
A grande questão agora é até quando o Brasil manterá essa postura restritiva, enquanto os EUA, com sua abordagem mais moderada, mostram sinais de paciência. A diferença nas estratégias deixa claro que, enquanto o Brasil intensifica o aperto monetário, o cenário global adota uma postura mais cautelosa.
Até onde o Brasil irá com esse caminho?
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