Por Cícero Costa Ferro e Vanessa Cristina Lourenço Casotti Ferreira da Palma

Paralelamente ao crescimento em todas as áreas de nosso país, quer seja econômica, tecnológica, social ou acadêmica, surge um flagelo que vem tirando o sossego dos docentes, desestruturando famílias e prejudicando a vida escolar de jovens e adolescentes em todas as regiões do Brasil, e, porque não dizer, do mundo. Esse flagelo chamado “drogas” vem causando problemas psicossociais e comportamentais que, no futuro, podem resultar em infortúnios e até mesmo em morte.

Vemos com muita tristeza quando uma família é destruída pelos efeitos da Cannabis sativa, popularmente conhecida por “maconha”, que, por ser uma das drogasmais baratas e de fácil acesso, é a mais usada pelos jovens em idade escolar. Famílias tentam esconder o problema; mães e pais desesperados ou decepcionados sentem-se impotentes, porque muitas vezes o problema começa em casa, com a desestruturação familiar. O que fazer? Como solucionar em curto prazo a evasão escolar causada pelo vício das drogas?

De um lado, há crianças que não recebem,dos pais, carinho, afeto e, sobretudo, apoio, materializado em diálogo; de outro, pais muitas vezes se encontram deprimidos por não terem um emprego, uma fonte de renda que possa dar sustento às necessidades básicas de seus filhos,e, para esconder a sua frustração, tentam mascarar suas decepções do dia a dia fazendo uso contínuo de bebidas alcoólicas. Daí vêm as brigas, nervosismos, separação e violência doméstica.

A criança sai cedo de casa para a escola, já de autoestima baixa,por ser maltratada pelo pai ou mãe alcoólatra; e, ao chegar ao portão da escola, encontra um traficante que lhe oferece gratuitamente um bombom recheado de alguma substância entorpecente, ou um cigarro de maconha, prometendo-lhe que isso irá fazer que ela veja a vida mais bela. Ou seja: a criança está desmotivada e sente-se impotente para dizer “NÃO” ao traficante.

O primeiro cigarro é grátis, o segundo também é grátis; do terceiro cigarro em diante, ele já passa a cobrar uma pequena quantia. Todavia, a criança ou adolescente já está viciado e seu organismo necessita da substância tetra-hidrocannabinol, princípio ativo encontrado na folha da planta Cannabis sativa, ou de outra substância qualquer.

No decorrer do tempo, a criança ou o já adolescente passam a praticar pequenos furtos em casa para sustentar seu vício. Quando não há mais o que furtar em casa, passam a cometer pequenos delitos na rua, e, dessa forma, vão-se destruindo paulatinamente, podendo até ser apreendidos pela polícia ou mortos pelos traficantes.

A Cannabis sativa ou maconha, popularmente conhecida como baseado, liamba, erva, pacau e outras denominações, é uma droga que altera a mente. Ao entrar na sala de aula, a professora já percebe que algo está errado: a criança ou adolescente já demonstram reflexos lentos, memória reduzida, dificuldade para se concentrar e pensar, além de alterações de sensação de tempo e espaço. Estudantes que usam maconha têm dificuldades para se lembrar do que aprenderam; são lentos e têm pouca iniciativa.

No dia a dia, algumas crianças ou adolescentes vão tendo problemas de relacionamento com aqueles que não querem fazer parte do grupo. Outros têm dificuldades de dizer “não” aos convites dos “amigos” para fumar maconha.

Para solucionar essas dificuldades, apresentamos algumas dicas. A primeira é:Quando um adolescente lhe oferecer drogas, diga simplesmente: “Não, obrigado!” Outra saída é dar uma desculpa, como, por exemplo: “Vamos, dê um trago!” “Não obrigado; não quero ficar tonto”. Outra maneira muito interessante de se livrar de um suposto ataque de drogados é evitando a situação: se você conhece lugares onde pessoas usam frequentemente drogas, fique longe desses lugares; se você passa por um desses lugares para ir à escola, mude o caminho. E ande sempre em grupo de alunos, evitando lugares ermos.

A criança ou adolescente nunca devem ceder às pressões dos colegas, pois são muitas dessas pressões que podem levar um jovem a experimentar a maconha ou outra droga pela primeira vez. Falando em pressões dos colegas da escola, apresentamos algumas delas:

Pressão pesada: “Vamos, se você não fumar eu te pego lá fora!”

Pressão provocadora:“Dê um trago, não seja fraco, mostre que é homem!”

Pressão indireta dos colegas: “Vamos encontrar o Antonio lá no banheiro? Ele disse que tem maconha…”.

Existem outros tipos de pressão dos colegas para usar drogas e, se a criança estiver de autoestima baixa e for uma criança tímida, que tem medo de tudo, fica fácil ceder às pressões.

Portanto, os pais e mestres têm que observar ou até monitorar o comportamento dos alunos e, se possível, procurar ajuda. Sabemos que existem políticas públicas preventivas contra as drogas, mas ainda é preciso outras políticas públicas que venham combater a problemática das drogas infiltradas nas escolas de nosso querido Brasil.

Cícero Costa Ferro : Acadêmico de Administração Pública da UFAL – Câmpus de Arapiraca. E-mail: Cícero.cferro

Vanessa Cristina Lourenço Casotti Ferreira da Palma: Docente do Curso de Direito da UFMS – Câmpus de Três Lagoas. E-mail: vanessacasotti

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