A devoção ao Soldadinho é alimentada, ao longo dos anos, por inúmeros relatos pessoais. Um deles foi compartilhado por Mazinho Wagner, antigo proprietário das terras onde se localiza o túmulo do Soldadinho. Foi ele quem doou à Igreja o terreno onde hoje se encontram a capela e o salão da localidade.
Caminhoneiro e viajando com frequência por diversas regiões do Brasil, Mazinho relatou um episódio ocorrido na cidade de Volta Redonda (RJ). Em uma dessas viagens, foi abordado por um conhecido que lhe perguntou se o Soldadinho era, de fato, um santo. Mazinho respondeu sem hesitar:
“Para mim e para a minha família, é.”
O conhecido então lhe contou que tinha uma filha de 13 anos gravemente enferma, sem perspectivas animadoras segundo os médicos. Buscando conforto e esperança, perguntou se poderia pedir a intercessão do Soldadinho pela saúde da menina.
Mazinho se prontificou a levá-lo até o túmulo do Soldadinho quando o amigo viesse a Alfredo Wagner. Quando essa visita ocorreu, Mazinho encontrava-se viajando e não soube informar se o pai veio sozinho ou acompanhado da família.
Cerca de dois anos depois, novamente em Volta Redonda, o conhecido voltou a procurá-lo para relatar que a filha estava curada, atribuindo a graça alcançada à intercessão do Soldadinho. Segundo Mazinho, esse fato ocorreu há mais de dez anos.
Fé, não canonização
Sem pretender sobrepor relatos pessoais à posição da Igreja — única autoridade competente para reconhecer oficialmente a santidade de alguém —, esse testemunho chama a atenção pela confiança depositada em Deus e pela permanência da devoção popular ao Soldadinho.
Mais do que confirmar ou negar um milagre, o relato fortalece a fé no Deus único e verdadeiro, que continua a agir no meio do seu povo, muitas vezes por caminhos simples, silenciosos e desconhecidos.
O mistério que permanece
O Soldadinho permanece uma figura envolta em mistério: desconhecido, jovem ou velho, doente e sozinho, separado de seus companheiros, teria morrido aos pés de um pinheiro, numa noite de frio extremo, tentando acender uma fogueira para se aquecer.
Se aceitou aquele momento com resignação e fé, como acredita o povo, seu exemplo permanece vivo na memória coletiva, perpetuado pelos relatos de graças alcançadas e pela devoção que atravessa gerações.
Cabe a nós continuar a busca por sua identidade e por registros históricos que esclareçam sua história, para que, acima de tudo, Deus seja glorificado em seus santos — conhecidos ou anônimos.
Oração popular
Soldadinho, rogai por nós.
Rogai por Alfredo Wagner, que celebra seu Jubileu de Diamante.
Rogai por cada alfredense e protegei-nos de todo o mal.
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