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5 Verdades sobre a Imigração Alemã em Alfredo Wagner + 1 Bônus

Jornalista Mauro Demarchi, 06/02/202206/02/2022

Quando descobri que Alfredo Wagner não foi destino da Imigração Alemã, fiquei muito surpreso! A publicação feita na Alfredo Wagner em Revista – Jubileu de Diamante 1961/2021 na página 6 não é bravata de escritor, mas fruto de pesquisas fundamentada em fatos históricos.

Confesso que também fiquei triste quando, estudando a história de Alfredo Wagner, descobri que a cidade não tinha origem alemã…

O quê aconteceu, então, para que uma fakenews se tornasse uma “verdade” publicada até mesmo em livros e sites?

Em psicologia o fato é conhecido como: “a ilusão da verdade”. Diz o site da BBC: “A máxima de que `basta repetir uma mentira para que ela se torne verdade` é uma das regras básicas da propaganda política, constantemente atribuída ao nazista Joseph Goebbels. Entre psicólogos, é conhecida como efeito da `ilusão da verdade`.

“Os resultados, continua a BBC falando sobre experimentos realizados, mostram que as pessoas tendem a avaliar como sendo verdade afirmações que elas já ouviram antes, mesmo que sejam falsas. Isso porque simplesmente soam mais familiares.”

Na história dos municípios este efeito é muito comum. As memórias de comunidades costumam durar 1 geração, mais ou menos, Em torno de 25 anos. O fato, ao ser contato, será aumentado e modificado, transformando em fatos inventados.

O trabalho de um historiador não é fácil! Nós devemos buscar nas fontes escritas o fato real e restabelecer a verdade, ainda que a maioria já esteja acostumada com a fakenews transformada em “verdade” pela repetição contínua e metódica.

Vamos às 5 Verdades sobre a Imigração Alemã em Alfredo Wagner:

  1. Alfredo Wagner não foi destino de grupos de imigrantes germânicos como foram as cidades de São Pedro de Alcântara, Colônia Santa Isabel, Blumenau, Joinvile, Itapiranga, São Martinho, Itajaí, etc.
  2. Ao chegarem ao Brasil os imigrantes germânicos buscavam a naturalização e registravam os filhos logo que nasciam como brasileiros. Portanto, qualquer movimentação de migrantes entre as colônias eram de brasileiros natos em sua maioria.
  3. A Colônia Militar Santa Teresa (atual Catuíra) foi destino de dezenas de filhos e netos de imigrantes que requeriam o engajamento como soldado colono, recebendo soldo e terras, em troca de parte do tempo a serviço do Exército brasileiro. Estes pedidos eram individuais. Grupos de imigrantes não requereram o engajamento. O Patrono do Município, Alfredo Henrique Wagner, era brasileiro nato, neto de imigrante alemão.
  4. A Companhia Colonização e Indústria de Santa Catarina, dirigida por Carlos Napoleão Poeta em fins do século XIX (quando já não havia mais fluxo de imigrantes europeus para o Sul do Brasil) foi responsável pela distribuição e venda de terras até a década de 30 do século XX. Ela não recebeu grupos de imigrantes vindos da Europa, mas indivíduos e suas famílias. Os compradores de suas terras eram brasileiros de diversas etnias, incluindo: alemães, italianos, poloneses, luxemburgueses.
  5. As principais colônias e origens de seus colonizadores (grupos mais numerosos) Fonte: Wikipedia
    – Colônia Dona Francisca (hoje Joinville e região): Prússia, Oldemburgo, Mecklemburgo, Pomerânia, Schleswig-Holstein, Hannover, Braunschweig, Silésia, Brandenburgo, Westfalia, Saxónia, Suíça, Império austro-húngaro, Escandinávia, Rússia (teuto-eslavos diversos)
    – São Paulo de Blumenau (hoje Blumenau e região): Prússia, Oldemburgo, Mecklemburgo, Pomerânia, Schleswig-Holstein, Hannover, Braunschweig, Silésia, Brandenburgo, Westfalia, Saxónia [1]
    – Colônia Leopoldina (hoje Antônio Carlos): Renanos (da região do Hunsrück) e luxemburgueses.
    – Colônias da Hansa (hoje Corupá e Ibirama): Prússia, Oldemburgo, Mecklemburgo, Pomerânia, Schleswig-Holstein, Hannover, Braunschweig, Silésia, Brandenburgo, Westfalia, Saxónia, Suíça, Império austro-húngaro, Escandinávia, Rússia(teuto-eslavos em geral).
    – Colônia São Pedro de Alcântara: Renanos (da região do Hunsrück) e luxemburgueses.
    – Colônia Teresópolis: Renanos (da região do Hunsrück) e luxemburgueses.
    – Colônia Itajahy (hoje Itajaí): Baden, Oldemburgo, Schleswig-Holstein, Hannover, Pomerânia, teuto-eslavos(poloneses e russos)
    – Colônia Espontânea do Braço do Norte
    • Bônus – O quê foi a Imigração alemã em SC:
      A Imigração alemã no Brasil e especialmente em Santa Catarina foi o deslocamento organizado de grupos formados por centenas de pessoas com destino definido e determinado pelos organizadores e pelo Governo do Brasil. Imigrações individuais, ou mesmo familiares sempre ocorreram, mas a formação de grupos específicos requeria contato entre governos e uma organização que previamente visitava o local onde deviria alojar os imigrantes, determinando a salubridade e facilidade agrícola. Grupos selecionados vieram em diversas ocasiões estabelecendo-se nas cidades mencionadas acima. Números atuais:
    • – População total: 3,6 milhões de descendentes em 1986 (segundo Born e Dickgiesser); 3,6% da população brasileira em 1999 (segundo Schwartzman); 5 milhões de descendentes em 2004 (segundo o Deutsche-Welle)
    • – Regiões com população significativa: Principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. Presença relevante no centro-sul de Minas Gerais, interior dos estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Migrações internas por todo o país.
    • – Línguas: Português. Minorias falam alemão e seus dialetos, sobretudo o hunsrückisch, um alto dialeto alemão, e a língua pomerana.
    • – Religiões: Predominantemente o cristianismo, principalmente o luteranismo e o catolicismo.

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