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TDAH: Você nasce com ele ou desenvolve? Novo estudo traz a resposta

Imprensa, 06/01/202406/01/2024
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Existem outros fatores atualmente que podem ajudar a desenvolver sintomas muito parecidos com o TDAH, gerando diagnósticos imprecisos, afirma o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento

O TDAH tem se tornado cada vez mais presente atualmente, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção – ABDA, os casos de TDAH podem chegar a 8% da população mundial. Mas apesar de ser mais comum em crianças, cada vez mais adultos têm sido diagnosticados com a condição, o que, de acordo com o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento, não indica necessariamente que ele pode ser desenvolvido ao longo da vida.

“As evidências de que o TDAH pode ser desenvolvido na fase adulta são muito escassas, todas reforçam que a condição surge desde a infância, mas existem outros fatores que podem levar ao diagnóstico na idade adulta, como, por exemplo, sintomas similares causados por outras razões”, explica.

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Diagnósticos imprecisos

De acordo com um novo modelo científico produzido pelo Dr. Flávio H. Nascimento em parceria com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o uso de redes sociais pode ser o principal fator para gerar sintomas similares ao TDAH na fase adulta e desencadear diagnósticos imprecisos.

“Já é amplamente comprovado que há efeitos negativos no uso prolongado e excessivo de redes sociais no dia a dia, efeitos esses que podem ser muito similares ao TDAH, como hiperatividade, falta de foco, principalmente em atividades multitarefas, afetando também o funcionamento cognitivo, dificuldades em usar a inteligência emocional e desregulando a liberação de neurotransmissores”.

“Esse tipo de efeito pode ser confundido com TDAH, gerando diagnósticos equivocados, uma vez que o uso de redes sociais também afeta o desenvolvimento cognitivo e cerebral quando usadas durante a infância e adolescência, afetando a linguagem, escrita e gerando problemas comportamentais”, ressalta Dr. Flávio H. Nascimento.

“Cada vez mais a barreira entre o normal e o patológico tem ficado menor, por isso, é preciso se ater à técnica de diagnóstico para ter uma maior precisão nesse tipo de diagnóstico e tratar a real causa do problema”, alerta.

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Sobre Dr. Flávio H. Nascimento

Dr. Flávio Henrique é formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.

Assistente de Assessoria
Adriana

Tempo de leitura3 min

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