Neste segundo domingo de maio, o mundo faz uma pausa. Entre o ruído cotidiano e as pressas do tempo moderno, ergue-se um momento de silêncio e gratidão. É o Dia das Mães. Mais que uma data marcada no calendário, é um chamado ao coração: um convite para lembrar, reconhecer e celebrar o amor que nos sustentou desde o início — o amor de mãe.
Não há força mais terna e persistente do que essa. A mãe que amamenta, acolhe, orienta, corrige, reza. A mãe que enfrenta noites sem sono, preocupações sem fim e alegrias que só o coração materno compreende. Ela ama antes mesmo de ver o rosto do filho, e continua amando mesmo depois que ele já se foi. É um amor que nasce da carne, mas que toca o eterno.
Todas as culturas, em todos os tempos, souberam valorizar esse vínculo. Mas no coração da fé cristã, esse amor encontrou seu exemplo mais puro: Maria, a Mãe de Jesus. Ela não só deu à luz o Salvador — ela O educou, O acompanhou, O seguiu até o Calvário. E ali, aos pés da cruz, tornou-se Mãe de todos nós. A dor que ela sentiu no coração, transpassado como por espada, é o selo de sua entrega. Com humildade e força, Maria nos ensinou que ser mãe é participar da própria obra de Deus, gerando vida e esperança no mundo.
Neste domingo, talvez muitas mães se perguntem se acertaram, se foram suficientemente boas, se deixaram algum gesto por fazer. Àquelas mães, a resposta do Céu é clara: não é a perfeição que se espera de vocês, mas o amor. E onde houve amor, houve santidade — mesmo nas pequenas coisas. O olhar preocupado, o conselho firme, a oração silenciosa no quarto, o prato favorito colocado à mesa: tudo isso, quando oferecido por amor, tem valor eterno.
Aos filhos, fica o chamado: retribuam. Nem sempre com presentes caros, mas com o mais precioso dos dons — a presença, o reconhecimento, o tempo compartilhado. Se sua mãe está longe, ligue. Se já partiu, reze. Se está por perto, abrace. O tempo passa depressa, e nenhuma mãe deve partir sem saber que foi amada.
Que neste Dia das Mães, possamos honrar todas as que nos deram a vida — e também aquelas que nos ajudaram a vivê-la melhor: madrinhas, avós, professoras, tias, mães do coração. Que Maria, a Mãe do Senhor, interceda por todas elas, fortalecendo, curando, animando. E que Deus abençoe cada lar onde hoje ecoa, mesmo que baixinho, um “obrigado, mãe”.
Feliz e santo Dia das Mães.
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