Bastou uma declaração do presidente Donald Trump para desencadear uma verdadeira onda de pânico nos círculos políticos brasileiros. Trump ameaçou aplicar tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro não fosse livrado das acusações em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
O Brasil não parou diante das exigências de Trump: choradeira geral entre a classe política e determinação e resiliência na classe empreendedora!
A reação foi imediata — e previsível: ministros, senadores e líderes partidários correram a pedir “bom senso”, “diálogo” e até “mediação internacional”. Tom dramático, vozes embargadas, manchetes carregadas. Parecia o prenúncio de uma catástrofe nacional.
O próprio Jair Bolsonaro, como que só esperando esta oportunidade, saiu em defesa da tarifação de Trump, pedindo pronto atendimento às exigências americanas que o beneficiam totalmente, mesmo às custas do comércio exterior brasileiro.
Mas, nos bastidores do setor empresarial, o clima é outro. Há inquietação, é claro, mas também mobilização estratégica. Muitos empresários enxergam a crise como uma fresta de oportunidade: renegociar contratos, rever rotas comerciais, fortalecer a produção local, buscar novos mercados e, sobretudo, mostrar que o Brasil não é refém de humores externos — nem de chantagens diplomáticas.
Esse contraste revela mais do que visões econômicas distintas. Revela duas almas em choque dentro da mesma nação:
— A alma política, frágil, dependente, inclinada a reagir com pânico e a terceirizar culpas.
— E a alma empreendedora, resiliente, habituada a crises, que busca soluções onde outros só enxergam ameaça.
Enquanto uma classe grita, a outra pensa. Enquanto uns pedem clemência, outros fazem contas.
A diferença está na atitude diante do poder. A política brasileira ainda parece presa à lógica da submissão: basta um ruído vindo de Washington para que muitos se comportem como vassalos à espera de clemência. Já o empresariado — ao menos em sua parcela mais ativa — sabe que o jogo global exige frieza, agilidade e coragem.
A ameaça de Trump não foi apenas um teste diplomático. Foi um espelho. E o reflexo que vimos foi perturbador: uma elite política amedrontada, e um setor produtivo disposto a resistir e reinventar.
E você, leitor: é frágil como um político ou resistente como um empreendedor?
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