O 25 de agosto, no Brasil, é dedicado ao Dia do Soldado, data em que se recorda o nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. Mas, para Alfredo Wagner, esta data tem um significado ainda mais profundo: a própria história do município está ligada à presença de soldados, que aqui viveram, trabalharam e ajudaram a construir a identidade da comunidade.
A cidade nasceu oficialmente como Colônia Militar Santa Teresa, uma experiência que reunia soldados e suas famílias no esforço de proteger a região, cultivar a terra e garantir a presença do Estado em áreas estratégicas. Esses soldados-colonos não apenas empunhavam armas em defesa do território, mas também aravam a terra, erguiam casas e transmitiam valores de disciplina e dedicação.
Entre eles, destaca-se a memória do Soldado José, conhecido carinhosamente como o Soldadinho. A tradição oral nos conta que, em uma noite de nevasca, ao retornar de Florianópolis com a tropa, perdeu-se no caminho e morreu congelado. Sua vida de serviço e dedicação ao próximo, no entanto, não se encerrou com a morte: muitos acreditam que sua intercessão continuou a trazer graças e favores àqueles que o invocavam. O Soldadinho tornou-se, assim, um símbolo de fé e de memória coletiva, perpetuado de geração em geração.
Talvez pelo exemplo desse soldado anônimo, cujo sacrifício se perdeu “na noite dos tempos”, muitos filhos de Alfredo Wagner tenham seguido a carreira militar, servindo em diferentes regiões do Brasil, seja no Exército ou na Marinha. O espírito de disciplina, coragem e compromisso que marcou os primeiros colonos ecoa até hoje nas trajetórias daqueles que, saindo da cidade, levam consigo esse legado.
Entre os que seguiram a vida militar, lembramos com respeito os que serviram à Marinha, como Anacleto Cechetto e Izidoro Cechetto; e os que se dedicaram ao Exército, como Edgard Wagner, Saulo Iung, Nildo Behling, que chegou à patente de capitão, Anivo Forster, Ivan Rosa da Silva, Inerto Bunn, que serviu como sargento telegrafista no Canal de Suez, os soldados Luckmann e Schütz, Augusto Jochem, integrante da gloriosa Força Expedicionária Brasileira (FEB). Não podemos nos esquecer de Virto Weingartner, que serviu no Rio de Janeiro Uma lembrança especial a Adão da Silveira Maciel, que embora não tenha nascido aqui, era um alfredense de coração, que serviu no Rio Grande do Sul. Ao nomear estes, homenageamos a todos os alfredenses que, de diferentes formas, serviram a Nação e também à segurança de nosso município.
Neste Dia do Soldado, estendemos nossa gratidão aos pioneiros que ergueram as bases da comunidade, aos que serviram fardados no passado e aos que ainda hoje dedicam parte de sua vida ao serviço militar. Mais do que uma profissão, ser soldado é assumir o compromisso de defender, proteger e servir — valores que também inspiraram o nascimento de Alfredo Wagner.
A medida que os nomes forem recordados, iremos atualizando o artigo! Quero deixar um agradecimento especial a Juliano Wagner, cuja excelente memória nos ajudou a recordar os nomes que mantêm viva a história e o exemplo de nossos soldados.
Que o exemplo do Soldadinho da Colônia Militar Santa Teresa continue a iluminar a memória e o coração dos alfredenses, lembrando que a grandeza de um povo se mede também pelo reconhecimento de seus heróis, conhecidos ou anônimos.
Algumas fotografias que lembram nossos soldados:






A medida que conseguirmos novas fotografias iremos adicionando aqui, para lembrar aqueles que serviram a Pátria com dedicação! A todos nosso muito obrigado!
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