Realizei, a pedido do Prefeito Municipal, junto à Secretaria Municipal de Assistência Social, entrevistas para a elaboração de um relatório sobre as atividades desenvolvidas nos primeiros seis meses deste segundo mandato da Administração Gilmar Sani/Fábio Dorigon. O que poderia ser uma produção simples e objetiva desagradou a um dos entrevistados que, após a publicação da matéria, fez questão de reclamar pessoalmente: segundo ele, eu “peguei as entrevistas e joguei no ChatGPT”.
Para quem ainda não sabe, o ChatGPT é uma plataforma de Inteligência Artificial da OpenAI, uma das melhores ferramentas de redação que conheço. Já no início das filmagens com a equipe da secretária Rosenilda Niederhaus, deixei claro: o vídeo teria o áudio transcrito, e a partir dessa transcrição seria elaborado o relatório. Os vídeos editados seriam publicados no canal do Jornal Alfredo Wagner Online e entregues para as mídias sociais da Prefeitura. Foi exatamente o que fiz.
O relatório, portanto, nasceu das entrevistas, das falas de cada servidor, daquilo que eles mesmos disseram diante da câmera, cada um deles foi nomeado com o nome que me deram durante as gravações. Depois, organizei o material com o auxílio do ChatGPT — assim como transcrevi os áudios utilizando o Word da Microsoft e editei os vídeos com o moderno Filmora, outra ferramenta que também usa inteligência artificial. Ou seja: tecnologia a serviço da produtividade.
Confesso que não tenho medo da tecnologia. Muito pelo contrário. Ganhei minha primeira máquina de escrever aos 11 anos: uma Olivetti Lettera, cujo tipo de letra imitava manuscrito. No mesmo período, também recebi minha primeira máquina fotográfica — ainda com filmes em preto e branco, pois o colorido era caríssimo.
Nos anos 1980, quando apenas o Exército dos Estados Unidos experimentava a comunicação pela “internet”, eu já enviava mensagens eletrônicas na empresa onde trabalhava, graças a um colega visionário que criou seu próprio sistema usando computadores rudimentares e linha telefônica. Caminho lado a lado com a tecnologia desde criança, sempre buscando usá-la para o bem.
Utilizo diversas ferramentas — entre elas o ChatGPT — sem nenhum constrangimento. E volto à questão principal: o Prefeito me pediu um relatório, não um artigo, nem uma crônica, tampouco um romance. Cada gênero tem sua forma, seu estilo, e exige escolhas diferentes.
Se o Prefeito me pedisse uma poesia, sairia mais ou menos assim:
POESIA SOBRE O RELATÓRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
Entre gestos simples e vozes firmes,
nasce o cuidado que sustenta vidas.
No CRAS, cada palavra vira ponte,
cada olhar, um amparo.São números que escondem histórias,
são relatórios que revelam gente.
E no papel do tempo, o trabalho floresce:
a assistência é mais que ajuda, é esperança.Quer uma música com esta letra? A Inteligência Artificial também te ajuda a elaborar:
Se fosse uma crônica, teria este tom:
CRÔNICA SOBRE O RELATÓRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIALEra uma manhã comum em Alfredo Wagner. O prefeito havia pedido um relatório —
não uma crônica, tampouco um romance. O pedido era simples: mostrar o que se fez
nos primeiros meses. Mas bastou abrir o gravador para perceber que cada voz
carregava mais do que dados: trazia histórias.A motorista, com seu jeito tranquilo, falava de viagens quase diárias. O psicólogo
lembrava que, por trás das cestas básicas, havia famílias inteiras buscando dignidade.
E a secretária destacava que, mais do que serviços, havia pessoas.Relatório ou não, o texto já estava pronto: era a vida pulsando em cada depoimento.
E se fosse um roteiro de filme, seguiria outro caminho ainda:
ESBOÇO DE ROTEIRO SOBRE O RELATÓRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
TÍTULO: “Seis Meses de Cuidado”
CENA 1 – Gabinete do Prefeito
(O prefeito conversa com a secretária de Assistência Social. Ele pede um relatório sobre
as atividades. A câmera mostra o entusiasmo da equipe.)CENA 2 – CRAS
(Planos curtos: psicólogo em atendimento, motorista dirigindo, assistente social
conversando com família. Vozes em off com trechos reais das entrevistas.)CENA 3 – SALA DE REUNIÃO
(A secretária apresenta a equipe. Cada membro fala brevemente de sua função. O
clima é de pertencimento.)CENA 4 – NARRAÇÃO FINAL
(Off: “Assistência Social não é apenas dado ou estatística. É presença, cuidado e
esperança.” Imagem: famílias sendo atendidas e servidores em ação.)
Portanto, o que importa é entender: tecnologia não deve nos assustar, mas nos ajudar. E quem escreve desde cedo sabe que relatório, artigo, crônica ou poesia são apenas diferentes formas de contar a mesma história. Uma história de amor, dedicação, carinho e responsabilidade!!!
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