O último fim de semana foi de muita emoção, reencontros e gratidão para a Família Weingartner, que se reuniu em um evento especial para celebrar o 1º Encontro da Família e os 96 anos de vida do patriarca, senhor Virto Weingartner. A comemoração, marcada por momentos de alegria, homenagens e boas lembranças, ficará registrada para sempre na memória de todos que participaram.
A festa foi organizada com muito carinho pelos familiares e contou com a presença de filhos, netos, bisnetos e tataranetos de seu Virto — que recebeu todo o amor e reconhecimento por sua trajetória exemplar. “Foi um dia muito especial, de muitas alegrias que ficará marcado para sempre em nossas memórias”, expressaram os organizadores.
Entre risos, histórias e abraços, a família expressou gratidão a Deus por proporcionar um encontro tão significativo. Aos 96 anos, seu Virto segue sendo exemplo de honestidade, alegria e carisma, virtudes reconhecidas e admiradas por todos.
A trajetória de um homem simples e extraordinário
Virto Weingartner nasceu em 6 de outubro de 1929, na localidade de Navalha, em Taquaras, filho de Osvaldo e Elza Schütz Weingartner. Desde cedo aprendeu o valor do trabalho e da família, vivendo em meio à lida do campo e às histórias dos tropeiros que cruzavam a serra catarinense.
Seu pai, Osvaldo, foi sapateiro e depois carreteiro, transportando madeira, charque e mantimentos entre o litoral e o planalto. As viagens podiam durar até três meses, enfrentando estradas difíceis e cheias de desafios. A família vivia da agricultura e produzia praticamente tudo o que consumia — amendoim, feijão, batata, aipim — em um tempo em que o alimento vinha direto da terra, sem agrotóxicos.
A infância de Virto foi marcada por uma educação rígida, feita em alemão, e pelas mudanças trazidas pelo governo Vargas, que proibiu o uso da língua estrangeira. Ele recorda que o pai chegou a enterrar os livros em alemão para evitar perseguições. Ainda menino, viu o avô comprar o primeiro rádio da Navalha, um verdadeiro acontecimento na comunidade: vizinhos se reuniam para ouvir as notícias à luz do lampião.
Em 1948, aos 19 anos, foi convocado para o Exército e passou quase um ano no Rio de Janeiro, onde aprendeu a ler e escrever com a ajuda de um amigo professor. Lá, também descobriu uma nova profissão: a de cozinheiro militar, função que lhe rendeu experiência, respeito e boas histórias — inclusive as que viveu durante jogos no lendário Maracanã.
De volta a Santa Catarina, em 1950, casou-se com Edelia Iahn Weingartner, com quem teve quatro filhos, sendo duas filhas sobreviventes: Elza e Zeli. O casal iniciou a vida em Picadas e, mais tarde, mudou-se para o Hamburg, onde seu Virto iniciou a primeira plantação de cebolas, símbolo da agricultura local.
Homem de fé e de princípios, ele aprendeu com o sogro uma lição que levou para a vida: “Nunca compre comida fiado, sempre com dinheiro.”
Ao longo das décadas, Virto construiu uma história marcada pela honestidade, simplicidade e amor pela família. Testemunhou transformações profundas no município, o avanço das estradas, a chegada da eletricidade e o crescimento das comunidades que ajudou a fortalecer com seu trabalho.
Hoje, o patriarca celebra 96 anos cercado de amor, com uma descendência que inclui sete netos, onze bisnetos e dois tataranetos.
Seu neto Jaison Weingartner resume bem a figura do avô:
“Uma pessoa sempre alegre, cheia de carisma e honesto.”
Um legado que inspira
O 1º Encontro da Família Weingartner não foi apenas uma festa de aniversário, mas uma celebração à história de uma vida e de uma geração que ajudou a construir parte da identidade de Alfredo Wagner.
A trajetória de seu Virto é um lembrete de que a verdadeira riqueza está nas raízes, na memória e no amor entre as pessoas.
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