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O Panettone, história e lenda de um pão apreciado no mundo inteiro

Jornalista Mauro Demarchi, 13/12/202513/12/2025

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O panettone é um pão doce tradicional originário da cidade de Milão, na Itália, com registros que remontam ao final da Idade Média. Sua história mistura lendas e fatos, e ele se tornou um dos símbolos das celebrações natalinas não apenas na Itália, mas em várias partes do mundo.

Origens históricas do panettone

Idade Média (século XV): O panettone teria surgido como uma evolução de pães doces que eram preparados para ocasiões especiais, particularmente no Natal, quando ingredientes como manteiga, açúcar e frutas secas eram mais acessíveis.

Lenda de “Toni”: Uma das histórias mais populares é que o panettone foi criado por um jovem chamado Toni, ajudante de cozinha na corte de Ludovico Sforza (governante de Milão). Ele teria improvisado o doce ao misturar sobras de farinha com manteiga, frutas secas e ovos. O pão foi tão bem recebido que ficou conhecido como “pane di Toni” (pão de Toni), de onde teria derivado o nome “panettone”.

Renascimento: Durante o Renascimento, o panettone começou a ganhar popularidade entre as famílias nobres de Milão, com receitas mais sofisticadas e ingredientes exóticos.

Desenvolvimento moderno

Século XIX: Com a revolução industrial, o panettone começou a ser produzido em maior escala e tornou-se mais acessível à classe média italiana.

Século XX: O panettone como conhecemos hoje, com sua forma alta e textura leve, foi padronizado no início do século XX por Angelo Motta. Ele introduziu a técnica de adicionar fermentação natural e moldar o pão em formas altas, características que garantem a textura macia e o crescimento uniforme.

Expansão global: Durante o século XX, especialmente com a migração italiana, o panettone se espalhou para outros países e se tornou um ícone natalino em lugares como América Latina e Europa.

Significado cultural

O panettone simboliza celebração e prosperidade, devido aos seus ingredientes ricos e à tradição de compartilhá-lo durante o Natal. Seu sucesso global o transformou em um doce amplamente apreciado, com variações locais que incorporam diferentes recheios e sabores.

Hoje, ele é produzido em diversas versões, desde as mais tradicionais com frutas cristalizadas e passas até as modernas, recheadas com chocolate, cremes ou outros ingredientes.

No 1º Reich Alemão (Sacro Império Romano-Germânico), Milão era conhecida pelo seu nome em latim ou alemão histórico. Ela era chamada de Mediolanum em latim e, em alemão, frequentemente referida como Mailand.

Contexto histórico

Milão no Sacro Império Romano-Germânico: Milão fez parte do Sacro Império Romano-Germânico a partir do século X, quando a Itália setentrional foi incorporada ao império sob o governo de Otão I, o Grande, em 962.

Importância: Milão era uma cidade extremamente rica e poderosa na Idade Média e no início da Idade Moderna. Durante esse período, foi governada por diversas dinastias locais, como os Visconti e os Sforza, mas continuava teoricamente sob a autoridade imperial.

Nome e uso oficial

Mediolanum: Era o nome oficial utilizado em documentos eclesiásticos e administrativos em latim.

Mailand: O nome alemão Mailand era utilizado pelos governantes e súditos germânicos do Sacro Império para se referir à cidade.

Embora Milão tivesse autonomia significativa, ela estava nominalmente subordinada ao Sacro Império Romano-Germânico até o século XVI, quando se tornou parte das possessões espanholas após o Saque de Roma (1527) e a consolidação da Casa de Habsburgo.

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