O ano ainda nem terminou, mas o debate eleitoral já começa a ganhar espaço no cenário político catarinense. A disputa pelo governo do Estado em 2026 tende a ser bem diferente daquela de 2022, quando políticos de diferentes matizes ideológicos deixaram o conforto de Brasília para atuar diretamente na tentativa de barrar a reeleição do então governador Carlos Moisés.
Desta vez, o governador Jorginho Mello enfrenta um quadro distinto. De acordo com pesquisas recentes, ele não tem conseguido ampliar suas intenções de voto, mantendo-se estagnado na faixa entre 41% e 44%. Ao contrário da eleição passada, quando adversários nacionais tiveram papel decisivo para derrubar Carlos Moisés, o desafio agora será local.
O Partido dos Trabalhadores, que em 2022 chegou ao segundo turno e representou uma ameaça real, enfrenta dificuldades para manter um posicionamento competitivo no atual cenário. Ao mesmo tempo, não há indicativos de que deputados federais ou senadores catarinenses estejam dispostos a “descer” para Santa Catarina a fim de disputar diretamente o Palácio Barriga Verde.
Isso não significa, porém, que o caminho será fácil para Jorginho Mello. Seus principais adversários devem surgir dentro do próprio Estado, no campo da direita, em disputas regionais e partidárias que exigirão intensa articulação política. Para vencer, o governador precisará “suar a camisa”, consolidando alianças e mantendo coesa sua base de apoio.
Outro fator que pode influenciar o processo eleitoral é a atuação do Governo Federal. Em 2022, o embate direto de Lula com Jair Bolsonaro criou um clímax eleitoral que favoreceu determinados resultados em Santa Catarina. É pouco provável que a direita encontre novamente um ambiente de polarização tão intenso e frutífero, o que tende a levar a disputa a patamares mais próximos do comportamento eleitoral considerado natural.
Isso, claro, a menos que direita e esquerda se combinem novamente e voltem a protagonizar um novo espetáculo de radicalização política, elevando a temperatura do debate nacional e, por consequência, repercutindo no Estado. O que parece impossível, pois a Direita investiu tanto dinheiro em Jair Bolsonaro, que esqueceu de criar novas lideranças que o pudessem substituir.
O Jornal Alfredo Wagner Online acompanhará atentamente todas as movimentações no campo político e trará aos leitores as informações e análises que realmente importam. Até lá!
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