Um fenômeno incomum no céu de Alfredo Wagner, na Serra Catarinense, chamou a atenção de moradores e da comunidade científica no último fim de semana. Registros de um céu colorido, semelhante à aurora boreal, levantaram a hipótese de que se trataria de uma aurora austral, fenômeno equivalente observado no hemisfério sul.
O assunto foi destaque na noite de ontem no programa ND Notícias – Central do Tempo, apresentado por Paulo Metling. Durante a edição, o jornalista compartilhou imagens captadas no município e explicou que, por estar no hemisfério sul, o fenômeno recebe o nome de aurora austral.
Segundo o apresentador, pesquisadores consultados avaliaram os registros como relevantes e compatíveis com esse tipo de ocorrência. Entre eles, Pedro Bernardinelli, doutor em Física e Astronomia pela Universidade de São Paulo (USP), e Gabriel Dornelles Soares, geógrafo e diretor do Observatório Astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Os especialistas explicaram que, para a visualização da aurora austral, são necessárias condições específicas, como céu limpo e a interação do vento solar com o campo magnético da Terra. Um pico de atividade no atual ciclo solar pode ter favorecido a formação do fenômeno, resultando no espetáculo luminoso observado.
Apesar das indicações positivas, a comunidade científica ainda deverá investigar o caso com mais profundidade para confirmar oficialmente a natureza do evento. Se comprovada, a ocorrência reforça a raridade e a importância do registro, já que auroras austrais são pouco frequentes em latitudes como a de Santa Catarina.
O episódio transformou o céu da Serra Catarinense em um verdadeiro show de luzes, despertando curiosidade, encantamento e novas perguntas sobre os efeitos da atividade solar no planeta.
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