Cerca de 20 entidades empresariais de Santa Catarina, entre elas diversas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e a Associação Empresarial da Região Metropolitana de Florianópolis (Aemflo), protocolaram ofício na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) manifestando-se contra a criação do feriado estadual em 25 de novembro, Dia de Santa Catarina de Alexandria. A proposta, de autoria do governador Jorginho Mello, tramita na Casa sob o Projeto de Lei 0023/2026 e está em análise nas comissões, incluindo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O setor produtivo argumenta que a medida traria impactos negativos à economia catarinense, especialmente por novembro já concentrar três feriados nacionais — Finados, Proclamação da República e Consciência Negra. Com a eventual aprovação do novo feriado, o mês passaria a ter uma “supersequência” de datas comemorativas, o que, segundo as entidades, comprometeria a produtividade, o faturamento e a manutenção de empregos no comércio, serviços e indústria.
Entre os signatários do documento estão CDLs de municípios como Tubarão, Jaraguá do Sul, Balneário Arroio do Silva, Paulo Lopes, Orleans, Forquilhinha, Papanduva, Tijucas, Guaraciaba, Bom Retiro, Grão-Pará, Catanduvas, Herval d’Oeste, São Carlos, Armazém, Anitápolis, Turvo, Ibicaré, Trombudo Central e Itá, além de entidades como o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e a Associação Empresarial da Região Metropolitana de Florianópolis (Aemflo).
No ofício, os representantes destacam que Santa Catarina ocupa posição de destaque nos rankings nacionais de competitividade, sendo o primeiro estado da Região Sul e o segundo do país, com 17 municípios entre os 50 mais competitivos do Brasil. Para os empresários, a criação de mais um feriado, “por mais nobres que sejam seus propósitos”, pode desestimular a vocação empreendedora do estado e gerar reflexos negativos na geração de oportunidades e na arrecadação.
O documento solicita a rejeição do projeto. Caso seja aprovado, as entidades sugerem que, ao menos nos anos em que a data cair em dias úteis, o feriado seja transferido para o domingo subsequente, a fim de reduzir os impactos sobre a atividade econômica.
Por sua vez, o governo estadual defende a proposta como um marco histórico e cultural, ressaltando a importância da padroeira na formação da identidade catarinense. O debate agora segue no âmbito das comissões da Alesc, onde o projeto será apreciado antes de eventual votação em plenário.
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