Diferente de outros ex-mandatários, a situação financeira de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta uma particularidade: desde janeiro de 2023, ele deixou de usufruir dos benefícios de “ex-presidente” pagos pela União para assumir a estrutura direta da Presidência da República.
1. Enquanto Ex-Presidente (O Custo Vitalício)
Até dezembro de 2022, Lula utilizava a mesma estrutura garantida pela Lei 7.474/86 que detalhamos no caso de Bolsonaro.
- Equipe e Segurança: Em anos de maior atividade (como 2017), o custo de sua equipe de oito servidores chegou a R$ 1,24 milhão por ano.
- Período de Prisão (2018-2019): Mesmo enquanto esteve detido em Curitiba, a estrutura de assessores foi mantida por decisão judicial, custando cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos no período, embora gastos com passagens e diárias tenham sido suspensos durante a reclusão.
2. Rendimentos Pessoais e Aposentadorias
Lula acumula rendimentos que somam uma média mensal de R$ 50 mil a R$ 80 mil (valores brutos), dependendo de reajustes e participações:
- Salário de Presidente (Atual): R$ 46.366,19 (valor fixado para 2026).
- Aposentadoria de Anistiado Político: Recebe cerca de R$ 10.300 mensais (valor de 2024/2025). Este benefício é isento de Imposto de Renda, por ser uma reparação política por sua destituição do Sindicato dos Metalúrgicos durante a ditadura.
- Aposentadoria do INSS: Valor próximo ao teto do regime geral (cerca de R$ 7,7 mil).
3. O Custo da “Máquina” Presidencial (2026)
Como atual ocupante do cargo, o custo de Lula para a nação é o custo da própria Presidência da República, que possui um orçamento bilionário.
- Cartão Corporativo: Em 2023, os gastos com cartões corporativos da Presidência (que incluem alimentação, segurança e logística de viagens) somaram R$ 8,4 milhões.
- Viagens Internacionais: Este é o maior peso financeiro atual. Somente no primeiro ano do mandato (2023), as missões oficiais ao exterior custaram cerca de R$ 65,9 milhões, incluindo hospedagens de comitivas e suporte diplomático.
4. Custos Jurídicos e Reembolsos
Ao contrário de Bolsonaro, cujos custos jurídicos atuais recaem sobre o partido (PL), os processos de Lula que foram anulados geraram um custo processual imenso ao Estado ao longo de uma década.
- Acordos de Leniência: Embora não seja um custo direto “do cidadão Lula”, as anulações de processos e revisões de multas da Lava Jato impactam as expectativas de retorno de bilhões aos cofres da União, um tema que gera intenso debate econômico em 2026.
Resumo Comparativo de Gastos Estaduais (2025)
Enquanto Lula está no exercício do cargo e “não custa” como ex-presidente agora, os demais ex-mandatários vivos custaram à União em 2025:
| Ex-Presidente | Gasto com Equipe (2025) | Principal Motivo |
| Dilma Rousseff | R$ 2,37 milhões | Logística internacional (Banco do BRICS). |
| Fernando Collor | R$ 2,27 milhões | Manutenção de equipe em Alagoas. |
| Lula | R$ 0,00 | Custos absorvidos pela estrutura da Presidência. |
Conclusão: O custo de Lula hoje é o custo institucional de um Chefe de Estado em exercício. A grande diferença para o erário é que, enquanto outros ex-presidentes custam para “ser mantidos”, o custo atual de Lula é focado na execução da política externa e interna, o que envolve cifras muito superiores à manutenção de uma equipe de ex-presidente.
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