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No Olho do Furacão: O Inverno Chegou Mais Cedo no Lago Sul e Congelou a Equipe de Flávio

Imprensa, 14/05/202614/05/2026

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Direto de Brasília para o Jornal Alfredo Wagner Online

O clima na mansão da campanha em Brasília esfriou mais que o inverno que se aproxima. Entre gritos e silêncios gelados, a reunião de emergência desta terça (12) parecia enterro: com recibos de R$ 134 milhões na mesa e o nome de Michelle Bolsonaro sendo jogado como “plano B”, teve aliado graduado soltando faíscas no WhatsApp e admitindo, sem filtro, que estava “puuuuto” com a falta de rumo.
A estratégia agora é admitir o contato com o banqueiro do caso Vorcaro para tentar salvar o que resta da imagem de Flávio, mas o estrago interno foi feio. Nos bastidores, o comentário é que a confiança derreteu e tem gente na oposição já dizendo que, se for para mudar o candidato agora, prefere entregar as chaves do Planalto para o adversário.

O céu de Brasília naquela terça-feira, 12 de maio de 2026, era aquele azul clássico de pré-inverno: límpido, seco e enganador. Lá fora, os termômetros marcavam uns confortáveis 25°C, a caminho da máxima de 28°C, mas dentro da mansão no Lago Sul, o clima era de geada. O café esfriava nas xícaras enquanto o grupo de WhatsApp da oposição mergulhava num silêncio glacial.

Eu estava num canto, fingindo conferir os dados da última pesquisa Quaest — aquela que mostrava o empate técnico com o Lula e que, por algumas horas, foi o nosso único motivo para sorrir. Mas a bomba do Intercept sobre o caso Vorcaro estourou como um cano de água gelada em pleno banho.

O Gelo na Espinha

A desorganização era palpável. Sabe aquela sensação de quando o plano de voo some e o piloto entra em pânico? Era isso. Os parlamentares do PL, que costumam ser uma metralhadora de postagens, pareciam ter congelado os dedos. Ninguém queria ser o primeiro a defender o Senador sem saber se o chão ainda estava lá.

Um aliado passou por mim com o rosto pálido e murmurou: “Não tem orientação nenhuma. Ninguém sabe o que fazer”. O “capitão” do time estava incomunicável, e a coordenação política tinha evaporado.

A Queda da Temperatura na Reunião

Quando a reunião de emergência finalmente engrenou, o embate foi duro. De um lado, a ala do “confronto total”, querendo gritar perseguição política contra o vento seco de Brasília. Do outro, a Maria Claudia Bucchianeri, com a frieza necessária para o momento. Ela passou meia hora explicando que, com os comprovantes bancários e cronogramas de pagamento do filme Dark Horse expostos, a tese da “mentira” — que o Flávio tinha usado horas antes — tinha caído por terra.

O erro foi tentar negar o óbvio. Em Brasília, a gente perdoa muita coisa, mas a contradição escancarada é um erro de principiante que custa caro.

A Manobra de Marinho

Foi Rogério Marinho quem trouxe o casaco para o frio que se instalava. Percebendo que o “não conheço, nunca vi” não colaria mais, ele sugeriu saída estratégica. Primeiro, admitir o contato, mas normalizar a intenção. E depois manter o discurso: “Sim, buscamos patrocínio para o filme sobre o Bolsonaro. É privado. É legal. Onde está o crime?”

A estratégia era transformar o escândalo de US$ 24 milhões em uma “captação de recursos de mercado”. Uma tentativa de blindar o senador antes que a crise contaminasse de vez o projeto de ser o nome “menos radical” da direita para outubro de 2026.

Noite de Facas Amoladas

Quando o sol se pôs e a temperatura em Brasília começou a cair de volta para os 16°C, o clima nos grupos fechados só esquentava. Vi a sugestão do Ricardo Salles de trocar o Flávio pela Michelle ser recebida com um desdém que beirava a traição: “Prefiro que o Lula ganhe”, disparou um. O “fogo amigo” é o que mais queima, deve ser assim também aí em Alfredo Wagner.

Saí da mansão já tarde da noite. O vento de maio cortava o rosto, mas o que me deu calafrio foi a mensagem final de um senador no grupo reservado, resumindo o sentimento de quem viu o castelo de cartas balançar: “Quer saber? Tô puuuuto”.

A nota oficial foi publicada, o discurso de “vida normal” foi ensaiado, mas no fundo, todos ali sabiam: o inverno de 2026 vai ser muito longo para a família Bolsonaro.

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