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Levou calote em lote de cadeiras e criou empresa que hoje movimenta R$4 milhões por ano

Karolina Christina Romagnoli dos Santos, 17/06/202617/06/2026

🔥 1 min 36 s lidos
⏱️ média: 48 s

O que parecia ser um prejuízo certo acabou se transformando em um negócio milionário

No fim dos anos 1990, a família de Mateus Souza produziu um lote de cadeiras para uma empresa do setor de eventos, mas nunca recebeu pelo serviço. O material ficou parado na marcenaria da família, em Minas Gerais, enquanto o dinheiro investido parecia perdido.

Foi então que Mateus, que cresceu acompanhando a rotina da oficina do pai, teve uma ideia simples: em vez de vender as cadeiras, por que não alugá-las? “Meu pai estava preocupado porque tinha material parado e dinheiro preso ali. Eu olhei aquilo e pensei que a gente sabia fabricar e podia alugar. Foi quando tudo começou”, conta.

A iniciativa deu origem ao primeiro negócio da família voltado para o mercado de eventos e abriu caminho para uma trajetória que, mais de duas décadas depois, resultaria em uma empresa especializada em cenografia, estruturas e experiências para eventos corporativos e shows.

Filho de marceneiro, Mateus cresceu cercado por madeira, ferramentas e processos de fabricação. O conhecimento adquirido na oficina acabou se tornando o diferencial da empresa quando, em 2012, ele decidiu ampliar a atuação e investir em projetos cenográficos personalizados.

Hoje, a operação reúne marcenaria, serralheria, gráfica, costura e montagem em um único espaço. Com 14 funcionários fixos e apoio de profissionais freelancers, a empresa realiza mais de 200 projetos por ano e movimenta cerca de R$4 milhões anuais.

O crescimento acompanha a expansão do mercado de eventos. Segundo dados da Abrape, o setor movimentou R$ 140,9 bilhões em 2025, o maior volume já registrado pela entidade. Nos últimos anos, a empresa vem crescendo aproximadamente 20% ao ano.

Ao longo da trajetória, Mateus participou de produções corporativas, gravações de DVDs, fóruns empresariais e apresentações musicais de grande porte. Mesmo com o avanço dos painéis de LED, projeções digitais e ferramentas de inteligência artificial, ele acredita que os elementos físicos continuam desempenhando papel fundamental na experiência do público.

“Um painel sozinho não cria conexão. A cenografia cria volume, textura e presença. A tecnologia soma, mas não substitui aquilo que as pessoas conseguem sentir quando entram em um ambiente”, afirma.

A experiência acumulada também transformou o empresário em uma referência para arquitetos e projetistas que precisam avaliar a viabilidade técnica de determinadas peças e estruturas. “Às vezes o projeto está bonito no papel, mas é preciso entender se aquilo realmente consegue ser executado. Essa ponte entre a ideia e a realidade faz parte do nosso trabalho”, diz.

Mais de 20 anos depois, aquelas cadeiras que ficaram encalhadas na oficina da família representam o ponto de partida de uma empresa que nasceu para evitar um prejuízo e acabou encontrando um mercado inteiro para crescer.

Tempo de leitura3 min

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