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SUS estuda inclusão de ‘canetas emagrecedoras’ para casos de obesidade grave

Jornalista Mauro Demarchi, 21/06/202621/06/2026

Protocolo de testes avaliará o impacto econômico e de saúde na utilização desses medicamentos no sistema público; medida visa reduzir filas de cirurgias bariátricas.

A obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma doença crônica que sobrecarrega o sistema de saúde de qualquer país. Tratar a base do problema com inovação científica (e agora com a vantagem da quebra de patente das canetas emagrecedoras em 2026) faz todo o sentido econômico e social.

O uso dos medicamentos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, virou febre no Brasil. Diante do impacto da obesidade na saúde pública e nos cofres do governo, o Ministério da Saúde confirmou o início de um protocolo de acompanhamento para avaliar a viabilidade de incorporar essa tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Confira o trecho da entrevista com o ministro da Saúde sobre o andamento dos estudos, prazos e o combate às fraudes no mercado:

O projeto-piloto e os impactos no SUS

O governo estuda incorporar canetas emagrecedoras ao SUS. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha em entrevista para o G1, será iniciado em breve um protocolo de acompanhamento do que pode ser o uso desse tipo de medicamento no SUS. Será conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, com 250 pacientes considerados super obesos, com quadro de comprometimento cardíaco, que estão esperando na fila de cirurgia bariátrica. A ideia é avaliar como esse tipo de medicamento pode ser utilizado no sistema público.

“É possível que tenha impactos econômicos positivos, como reduzir fila de cirurgia bariátrica, reduzir complicações cardíacas relacionadas à obesidade e ao diabetes. Não vemos as canetas como milagres estéticos e nem como uma solução única para o problema da obesidade”.

Os estudos começarão após passar pelo comitê de ética do Grupo Hospitalar Conceição. A expectativa é que o acompanhamento médico dos testes possa começar já neste ano. Esse é um primeiro passo para saber como essa tecnologia pode ser incorporada no SUS, afirmou o ministro.

O prazo para que as canetas entrem no SUS será definido pelo desenvolvimento, avaliação e pelo impacto positivo ou não da utilização que o Grupo Hospitalar Conceição verificar nesse protocolo de estudos. “A previsão, afirma Padilha, é que comece ainda neste ano. O protocolo dura alguns meses, até um ano, para podermos avaliar o impacto disso”.

Patentes e o mercado de falsificações

Com o avanço da comercialização em massa de canetas no Brasil a Anvisa e a Polícia Federal têm feito a fiscalização para evitar falsificações no mercado. Já foram apreendidos grandes volumes de medicamentos, muitas vezes contrabandeados, com composição alterada, presença de insulina, ausência do medicamento, funcionando como se fosse um placebo.

“É muito importante que as pessoas que queiram usar esses tipos de medicamentos tenham um acompanhamento médico e façam exames. São medicamentos que têm eventos adversos. Não são solução mágica para o problema nem da diabetes, nem da obesidade” afirmou o Ministro da Saúde.

Tempo de leitura3 min

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