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Neste mês de julho, a Diocese de Foz do Iguaçu publicou uma carta pastoral escrita por Dom Sergio de Deus Borges, inteiramente dedicada ao Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Inspirado na mensagem do Papa Leão XIV para a data, o documento faz um apelo direto e urgente às comunidades: acolher e enxergar a população idosa não como um grupo isolado, mas como parte ativa da sociedade que necessita de presença, afeto e cuidado — especialmente por parte das novas gerações.
“Eu nunca te esquecerei”: O alicerce da reflexão
Com o título extraído do profeta Isaías — “Eu nunca te esquecerei” —, o bispo diocesano fundamenta sua reflexão sobre o real sentido da data instituída pelo Vaticano.
Dom Sergio ressalta que o Papa Leão XIV recorre à passagem bíblica de Isaías 49:15 (“Porventura pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito…? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu me não esquecerei de ti”) para curar uma ferida comum na velhice: o sentimento de abandono. O texto pastoral reforça que o amor divino surge como um consolo prático diante da angústia de quem, muitas vezes, se sente invisível perante a própria família e a sociedade.
Contra o “anonimato” da velhice: Um chamado à visitação
A carta aborda o preocupante fenômeno do “anonimato” que costuma apagar a história das pessoas na terceira idade. Como resposta, o documento convoca os jovens a um gesto concreto: retomar o hábito de visitar os avós e os idosos que vivem sozinhos.
De acordo com Dom Sergio, essas visitas devem levar o carinho e a proximidade da Igreja, transformando a mensagem teológica em um abraço real. Em um mundo acelerado e hiperconectado, o bispo lembra que o olho no olho, a escuta atenta e o toque afetuoso continuam sendo remédios insubstituíveis contra a solidão.
Meta prática: Criar a Pastoral da Pessoa Idosa em todas as paróquias
A Carta Pastoral não se limita à teoria. Dom Sergio estabeleceu uma meta objetiva para a Diocese de Foz do Iguaçu: cada Comunidade Paroquial deve estruturar, ainda este ano, a Pastoral da Pessoa Idosa. O objetivo é garantir espaços adequados para encontros, celebrações e convivência fraterna, transformando a campanha de julho em uma ação contínua e permanente.
Espiritualidade e o valor da fragilidade humana
O documento também joga luz sobre duas realidades contemporâneas:
- Fé na terceira idade: O texto observa que, hoje, muitos chegam à velhice sem uma experiência religiosa sólida. Citando o Papa, o bispo aponta que as urgências desta fase da vida podem ser o cenário ideal para iniciar ou reencontrar o caminho espiritual.
- A beleza da dependência: Bengalas, andadores e a necessidade de auxílio para tarefas simples não devem ser motivo de vergonha. A carta convida a sociedade a derrubar o mito da autossuficiência, lembrando que, no fundo, todos somos “mendigos de atenção e cuidado” em algum momento da vida. Aceitar a fragilidade abre portas para a solidariedade e a reconciliação familiar.
Ao concluir, Dom Sergio de Deus Borges convida as famílias e comunidades a renovarem o compromisso de oferecer ternura a quem tanto já ofereceu ao mundo, transformando a vulnerabilidade dos mais velhos em uma oportunidade diária de crescimento e amor mútuo.
Leia a íntegra do documento publicado pela Diocese de Rio do Sul: https://diocesedefoz.org.br/carta-pastoral-de-julho/
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