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No agro, FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) movimenta mais de R$ 43 bilhões, permitindo maior flexibilidade e controle financeiro para empresas do setor.
A avanço do crédito privado frente às limitações do Plano Safra
O avanço do crédito privado no agronegócio ganhou novo peso em 2026. De janeiro a maio, os FIDCs captaram R$ 41,7 bilhões no mercado de capitais, alta de 36,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo ambiente, os Fiagros também ganharam tração como instrumento de financiamento ligado ao campo: a indústria alcançou R$ 47,7 bilhões em patrimônio líquido em março de 2025, de acordo com a CVM, após crescer 204% entre março de 2023 e março de 2025.
A expansão ocorre em um momento em que o crédito oficial segue pressionado. O Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, aumento nominal de 1,72% frente ao ciclo anterior, abaixo da inflação acumulada no período. Para custeio e comercialização, foram reservados R$ 384,9 bilhões, reforçando a busca de empresas do agro por estruturas mais ágeis, customizadas e menos dependentes das linhas bancárias tradicionais.
Customização e o caso de sucesso da Audax Capital
A introdução de FIDCs no mercado agro brasileiro tem se consolidado como uma alavanca essencial para o crescimento de diversas empresas do setor. Diante de uma expansão acelerada, grupos agropecuários passaram a buscar estruturas financeiras mais customizadas e ágeis, capazes de acompanhar o crescimento do setor sem as limitações de prazos e garantias do crédito convencional.
Um dos exemplos mais relevantes é o caso da Audax Capital, que, em 2025, registrou crescimento de 115% em relação ao ano anterior e atingiu R$ 650 milhões em recursos administrados. A estruturação de operações de crédito focadas no agro, especialmente no Centro-Oeste, tem sido uma das alternativas para atender à crescente demanda do setor, que continua expandindo sua produção e exportação de grãos.
“Ao estruturar um FIDC próprio, a empresa deixou de ver o crédito apenas como uma necessidade operacional e passou a tratá-lo como uma alavanca de resultados financeiros. Essa estratégia permite não só captar recursos com mais flexibilidade, mas também transformar a gestão financeira da empresa, criando um ciclo de crédito sustentável dentro do próprio ecossistema agropecuário.”
— Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital.
Retração bancária e a ascensão do Centro-Oeste
Nos últimos anos, o mercado de FIDCs tem registrado crescimento expressivo e passou a ocupar uma posição mais relevante dentro do crédito privado brasileiro. O movimento também se conecta ao avanço dos Fiagros, que ajudam a mostrar o apetite dos investidores por ativos ligados ao agronegócio. Segundo a CVM, o patrimônio líquido dos Fiagros saltou de R$ 14,7 bilhões em março de 2023 para R$ 44,7 bilhões em março de 2025, crescimento de 204%. Na data-base de março de 2025, a indústria já somava R$ 47,7 bilhões em patrimônio líquido.
Esse avanço está ligado à maior demanda por crédito estruturado, especialmente em regiões fora dos grandes centros financeiros, como o Centro-Oeste, que se consolidou como um dos principais polos da produção agrícola brasileira. A expansão do crédito estruturado nessa região tem se mostrado essencial para suprir a necessidade de recursos das empresas agropecuárias, permitindo financiar operações, estoques, insumos e projetos de expansão com mais agilidade do que nas opções tradicionais oferecidas pelos bancos.
Pedro Da Matta explica que o crescimento do FIDC no setor agro é um reflexo da retração do crédito bancário: “A retração do crédito bancário fez com que muitas empresas agropecuárias, especialmente no Centro-Oeste, passassem a explorar alternativas de crédito mais ágeis e customizadas. O FIDC permite que elas usem seus próprios recebíveis como lastro, trazendo maior flexibilidade e controle sobre a estrutura de financiamento.”
O modelo tem ganhado espaço porque permite que empresas agropecuárias busquem estruturas de financiamento alinhadas ao ritmo e ao porte da operação, sem depender de condições que muitas vezes não acompanham a velocidade do setor. Para os investidores, a operação oferece rentabilidade competitiva com lastro real: os recebíveis das próprias empresas do agro. É uma estrutura que tem atraído capital de forma crescente, beneficiando ambos os lados da operação.
O papel do FIDC próprio e o impacto da tecnologia
Os FIDCs próprios funcionan como um braço financeiro interno, no qual as empresas agropecuárias podem utilizar seus próprios recebíveis, como duplicatas de vendas a prazo e contratos de financiamento, para antecipar receitas e garantir liquidez imediata. Esse modelo oferece maior controle sobre os custos financeiros e reduz a dependência de bancos comerciais, promovendo uma gestão de crédito mais eficiente.
Para Pedro Da Matta, a digitalização e a tecnologia foram decisivas nesse processo. “A transformação digital eliminou as barreiras geográficas, permitindo que a estruturação e a gestão do crédito fossem feitas de forma integrada e eficiente, sem depender da presença física no centro financeiro tradicional,” explica Da Matta.
Eficiência financeira recorrente em tempos de juros altos
No cenário atual de maior seletividade bancária, juros ainda elevados e pressão sobre o crédito rural, o FIDC próprio no agro se tornou uma ferramenta importante para garantir sustentabilidade financeira às empresas. “A combinação entre o crescimento acelerado, o controle de risco e a proximidade com as cadeias produtivas ajuda a explicar por que as concessionárias agropecuárias no Centro-Oeste começaram a concentrar volumes bilionários em crédito estruturado, consolidando o Centro-Oeste como um dos principais polos de crédito estruturado do país,” conclui Da Matta.
Com isso, o FIDC se torna uma alavanca não apenas de crédito, mas de eficiência financeira recorrente, permitindo que empresas do agro acessem capital e também otimizem sua estrutura financeira em um ambiente mais restritivo. A Audax Capital, com atuação em mercados emergentes no setor agro, demonstra que a gestão estratégica de crédito deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar um papel mais relevante no financiamento do crescimento do agronegócio brasileiro.
Sobre a Audax Capital
Fundada em 2015, a Audax Capital vem ampliando sua relevância no mercado financeiro com base em uma gestão sólida e eficiente. A companhia administra R$ 550 milhões em ativos sob gestão, possui rating A concedido pela SR Rating e se destaca pela excelência em crédito e pela capacidade consistente de geração de valor. Ao longo dos últimos 10 anos, originou mais de R$ 7 bilhões em operações de crédito e, somente em 2025, registrou crescimento de 115%. Essa confiança se traduz em uma base composta por 90 fundos investidores e mais de 120 mil investidores finais, se consolidando como a principal casa de crédito do centro-oeste.
Outro ponto de destaque é o investimento em tecnologia: destinamos R$ 2,5 milhões para criar um laboratório interno, com foco total em inteligência artificial, otimizando a performance de todos os departamentos e trazendo mais robustez na análise de crédito.
Para 2026, projetamos investir mais de R$ 5 milhões em tecnologia e operacionalizar R$ 3,1 bilhões em crédito, o que representa um crescimento de 105%. Entre as conquistas recentes, estão a certificação com nota máxima no GPTW (100%), o reconhecimento como a melhor empresa para trabalhar no Centro-Oeste, e a expansão do time para 140 colaboradores, consolidando a Audax entre os FIDCs de maior evolução no país.
Assessoria de Imprensa
Fabrizio Gueratto