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Pré-campanha eleitoral e o futuro político de Alfredo Wagner

Jornalista Mauro Demarchi, 30/08/2020
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Foi dada a largada e a corrida para ocupar as macias cadeiras da Câmara de Vereadores de Alfredo Wagner e as não menos macias da Prefeitura, começou. O corpo-a-corpo agora é pelas redes sociais!

Os celulares tornaram mais fáceis os contatos entre possíveis candidatos e seus possíveis eleitores. Facilitaram? Nem tanto!

Para que campanhas em redes sociais tenham sucesso é preciso que os tradicionais cabos eleitorais também tenham influência no meio digital. Um candidato sem um cabo eleitoral terá poucos votos.

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Os cabos eleitorais são essenciais para um sucesso nas urnas. Eles transmitem a confiança no candidato, fazem o elo entre ele e o eleitor, tornando o diálogo mais personalizado. Mesmo numa cidade interiorana e pequena com a nossa, o cabo eleitoral é indispensável. E escolher um cabo eleitoral não é nada fácil. É preciso confiança e carisma.

Não só isso! A presença do candidato (ou pré-candidato) deve ser constante, interagindo com o seu eleitorado com postagens que o liguem pessoalmente com o eleitor.

Há mais um recurso, muito utilizado hoje em dia, mas que NÃO recomendo, cuja ação foi essencial para os dois candidatos a Presidência em 2018: as fake-news, ou boatos. Um político mineiro cunhou uma frase que ficou para a história da política brasileira: “falem bem, ou falem mal, mas falem de mim!”

Ou seja, o nome do candidato deve ser exaustivamente repetido, com verdades ou inverdades, para selar sua presença online. É o que ocorre no boca-a-boca, a melhor ferramenta de se fazer política.

Voltando a Alfredo Wagner: haverá uma renovação na Câmara de Vereadores este ano, tornando a oposição ainda mais reduzida e passível de controle por parte do Executivo Municipal. A menos que uma ação política bem articulada seja realizada.

Há meios de afastar candidatos da oposição que possuem alguma força política: por exemplo, oferecer a possibilidade de concorrer ao cargo de Prefeito é uma delas. -Se os candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito forem Vereadores (como ocorreu nas eleições em 2016) perdem a chance de continuar sua atuação na Câmara e passam a ter um alcance apenas entre os seus correligionários, reduzindo drasticamente sua ação política.

Após uma eleição com muitas alianças, (PP / PT / PMDB / DEM) com vitória expressiva em 2012, o partido da situação arriscou e concorreu para a reeleição coligando-se com os mesmos partidos (apenas substituindo o DEM pelo PSB na aliança 2016/2020) obtendo uma vitória maior.

Não sou profeta, mas um analista, e tudo leva a crer que o MDB levará mais 4 anos, e, desta vez, de lavada!

Segundo estimativa do IBGE para 2019, a população alfredense era de 10.036 habitantes. Eleitores somos 7.130, segundo o TSE/2019. Segundo o site da Prefeitura Municipal o quadro de pessoal entre efetivos, comissionados, emprego e cargo público é de 1.737 pessoas. Ou seja, mais de 17% da população alfredense depende do salário pago pela prefeitura.

Este não é um fator determinante, entretanto, é um forte aliado do partido de situação.

Se analisarmos a porcentagem dos que trabalham na Prefeitura com o eleitorado da Capital das Nascentes, podemos dizer que a situação é ainda mais segura para uma vitória esmagadora nas próximas eleições, pois mais de 24 % do eleitorado alfredense trabalha na Prefeitura. Se somarmos seus familiares, poderemos dizer que o resultado nas urnas para o candidato do MDB será em torno de 5 a 6 mil votos, deixando menos de 2 mil para os candidatos restantes.

Essa vantagem, é significativa ainda que haja uma improvável derrota de um candidato da situação (o que não acredito que ocorra)!  Tendo preenchido todos os cargos disponíveis para a máquina administrativa funcionar com tranquilidade, qualquer candidato vencedor que não seja da situação, terá enormes dificuldades em administrar o município, pois o partidarismo é muito forte em Alfredo Wagner.

Este tipo de analise não é feita por nenhum candidato, pois o sonho de ganhar uma eleição é, digamos, inebriante… Puxa, faz um bem danado para o Ego ser visto como candidato, ter o nome e a foto numa urna eletrônica… Ter 20 ou 0 votos (como tem ocorrido com a grande parte dos candidatos em quase todas as eleições) não chega a destruir este sonho!

Tempo de leitura4 min

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