Mauro Demarchi
Jornal Alfredo Wagner Online
A transformação do mundo não acontece apenas por meio de grandes revoluções, mas também por pequenas mudanças individuais que, somadas, geram impactos profundos. Esse conceito foi abordado recentemente em uma conversa entre a cantora Anitta e a filósofa Lúcia Helena Galvão, que viralizou nas redes sociais. Vários perfis republicaram trechos da conversa, mas foi um reel de @verdesmarias que me chamou a atenção para trechos dessa conversa, originalmente disponível no @almatalks_, destacando a importância das chamadas dos pequenos passos para um mundo melhor.
Lúcia Helena Galvão explicou de forma brilhante o papel da ação individual no bem-estar coletivo. Em sua fala, ela enfatizou que não basta cuidar apenas do próprio conforto enquanto o mundo ao redor enfrenta crises. A filósofa comparou essa atitude a uma célula cancerosa que age de forma autônoma, mas, ao final, compromete o organismo inteiro e acaba morrendo junto com ele.
A ideia central das microrrevoluções é simples: cada pequeno gesto pode contribuir para um mundo melhor. No diálogo, foi citada uma tirinha do ilustrador Caetano Cury, que ilustra bem essa noção. Nela, um personagem assiste a uma notícia sobre guerra na televisão, desliga o aparelho e decide ligar para seu irmão, com quem não falava há anos, para pedir desculpas. Esse ato, aparentemente pequeno, representa um passo rumo à paz global.
O conceito das microrrevoluções sugere que, ao invés de esperar mudanças estruturais ou decisões políticas, cada indivíduo pode iniciar sua própria transformação e influenciar positivamente aqueles ao seu redor. Pequenas ações, como reduzir o consumo de plástico, ajudar um vizinho ou ser mais gentil no dia a dia, criam uma rede de impactos positivos.
A conversa entre Anitta e Lúcia Helena Galvão reforça que a responsabilidade pelo mundo não é apenas dos governantes ou das grandes corporações, mas de cada um de nós. Se queremos um planeta mais equilibrado e humano, é necessário adotar essa mentalidade e agir dentro de nossas possibilidades. Afinal, toda grande revolução começa com um pequeno passo.