Ontem a noite estive, acompanhando um familiar, no Hospital de Alfredo Wagner. Já estive muitas vezes lá, nunca, graças a Deus, como paciente… (um dia chegará minha vez, com certeza…)Enquanto aguardávamos, algumas reflexões iam e vinham pelo meu pensamento!
A primeira delas é sobre a importância de um hospital numa cidade pequena como a nossa. Aquelas paredes viram centenas de crianças nascerem, viram centenas de pessoas morrerem. Acidentados, enfartados, embriagados, etc etc já passaram por ali.
A segunda reflexão foi que aquelas enfermeiras e também os médicos, são verdadeiros anjos. Nós não notamos isso pois muitas vezes a pressão do momento nos coloca no centro de tudo… e nos esquecemos que tem gente em pior situação e médicos e enfermeiras tem que lidar com a vida e com a morte e muitas e muitas vezes com a impaciência de tanta gente.
A terceira reflexão que passou pelo pensamento deixando aquele gostinho de satisfação foi “como o chorinho de uma criança nascendo mexe com o coração das mulheres…” Sim, enquanto estávamos lá uma senhora da Barrinha, mãe de cinco estava para dar a luz a seu sexto filho. Não é preciso dizer que aquele choro fez muita gente feliz, especialmente a mãe.
A quarta reflexão surgiu ao ver, no quadro de avisos num papel amarelado pelo tempo, meu nome na diretoria do Hospital como membro do Conselho Fiscal. Não me lembro bem como fui parar lá… isso ainda foi no tempo da administração anterior, creio eu, e me pediram para ficar nesta nova, acabei aceitando. Nesse período todo esse Conselho nunca se reuniu… pelo menos nunca fui convidado para uma reunião. Ou, talvez, a diretoria preferisse convocar os suplentes, ambos vereadores da cidade, com mais influência e autoridade que eu. Na realidade, fui convidado, sim, mas para tirar prendas para um almoço realizado em 2013. O que fiz com gosto, visitando os moradores do bairro estreito que colaboraram com galinhas, dinheiro, farinha, etc.
Uma quinta reflexão… quem passa pela rua não imagina sequer os dramas que ocorrem por dentro daquele hospital. Dramas que terminam muitas vezes em alegrias e tantas outras em lágrimas.

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